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terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

MPGA



Make Portugal Great Again (MPGA)

​É uma hipótese que, a qualquer português de bom senso, arrancará um sorriso condescendente.

Make Portugal Great Again significaria um recuo de seiscentos anos, até às caravelas e ao Império. Já o Make America Great Again propõe regressar a um passado de há apenas um século. 

A diferença é gritante: por que razão um povo acredita poder retroceder cem anos, enquanto o outro sorri perante a ideia de recuar seiscentos?

​A resposta reside na ilusão sobre a variável mais implacável da existência: o Tempo. Ele é extraordinário precisamente por ser unidirecional; o tempo só sabe marchar para a frente.

​Apenas uma mente perturbada poderia propor a uma nação regressar ao passado. 

Mas há algo pior: o facto de a maioria desse povo escolher acreditar na miragem. 

E o que torna tudo ainda mais desconcertante é que este país — este povo — continua a ser a potência hegemónica do planeta. 

Militarmente, tecnologicamente e em termos de PIB, os EUA estão num patamar isolado onde, a curto prazo, ninguém o alcança.

​Esta pujança factual reduz o slogan MAGA ao vazio absoluto. 

A América não precisa de "voltar" a ser grande; ela já o é.

​O que se esperaria de uma liderança com tal poder seria a continuidade de um ciclo de paz, o fomento do desenvolvimento e a disseminação global da qualidade de vida que esta civilização logrou alcançar. 

Jamais a inauguração de uma era baseada na chantagem militar, no apoio a autocracias, na culpabilização das vítimas e na substituição da razão óbvia pelo hiper-enriquecimento de um líder e do seu círculo de privilégio.

​É difícil perdoar aos arquitetos deste caos que em nome de uma suposta grandeza nacional, justifiquem o descalabro universal. 

Quem troca o progresso partilhado pelo isolacionismo autoritário não está a fazer história; está apenas a tentar, inutilmente, travar o relógio.





domingo, 15 de fevereiro de 2026

A "especialidade" de ser português...

​O Mito do "Melhor Povo" e a Entrada na Federação Europeia


A afirmação reiterada de Marcelo Rebelo de Sousa de que os portugueses são “os melhores do mundo” merece uma análise crítica que vai além do patriotismo superficial. 

O que surge como um estímulo nacional parece-me, na verdade, um exagero deliberado que roça perigosamente um sentimento de supremacia.


​A Falácia da Pureza e a Realidade Histórica

​É contraditório invocar uma superioridade intrínseca num povo cuja génese é a própria definição de mistura. 

A identidade portuguesa consolida-se através de uma profunda fusão, afinidade e cultura:

​Herança Pré-Romana e Romana: 

Iberos, celtas e lusitanos sob a égide de Roma.

​Influências Germânicas e Semíticas: 

Visigodos e árabes que moldaram o território por séculos.

​Cosmopolitismo Monárquico: 

Uma aristocracia que, desde o século XII, se fundou com as principais casas reais europeias.

O Impacto Diplomático e o Radicalismo

​Quando proferida pela figura máxima do Estado, esta retórica torna-se, no mínimo, deselegante perante a comunidade internacional.

Mais do que isso, aproxima-se de um nacionalismo de matriz segregadora, tipicamente explorado por movimentos de extrema-direita, que dividem o mundo entre "nós" (os melhores) e os "outros".


União x Federação: O Dilema Europeu

Este tipo de discurso é precisamente o que impede uma Europa de avanço. Enquanto persistir a crença de que certas nações são superiores a outras — baseando-se em glórias passadas ou conveniências presentes para instruções especiais — o projeto europeu continuará fragilizado.

A diferença fundamental reside na estrutura de poder :

​A União Europeia atual: Um somatório de vontades parciais, interesses divergentes ou de coleta eleitoral interna.

​Os Blocos Concorrentes (EUA, China): Corpos geopolíticos únicos que atuam com determinação centralizada.


Conclusão: Os grandes concorrentes económicos e militares da UE são federações ou estados unitários

Enquanto a Europa pára refém dos "excecionalismos" nacionalistas e continuará a ser um conjunto de "meias vontades" incapazes de gerar a força de uma verdadeira federação .



domingo, 4 de janeiro de 2026

Não temos amigos...!


A Europa já não tem qualquer amigo.

O narcisismo sociopático de Trump trouxe um choque de realidade:
- Os USA podem vir a eleger um outro Trump.
- Os países europeus, caso os USA raptassem o presidente de qualquer um deles, fariam - de certeza - o mesmo  que fazem agora as forças armadas da Venezuela: NADA!

A Europa tem um adversário declarado: Trump. 
A sua destruição transformou-se em obsessão compulsiva de um agressivo sociopata.
A maior formação política conseguida voluntariamente em Paz, ameaça ruir se continuar paralisada.

O presidente dos EUA descreve a UE como decadente e declara apoio aos partidos de extrema-direita que aí pululam.

A Europa tem o DEVER de avançar rapidamente para uma federação de estados que o entendam e, logo em seguida, formar um exército europeu aliando-se militarmente a todas as democracias reais no mundo que o desejem.

O tempo dos pequenos passos terminou. A UE tem de dar um salto já, e grande, ou perecer.

Veremos se os dirigentes das nações europeias e da UE estão à altura do desafio.


English

Europe has no friends left.

Trump's sociopathic narcissism has brought reality to the forefront:

- The USA could elect another Trump.

- If the USA were to kidnap the president of any of the European countries, they would certainly do the same as the Venezuelan armed forces are doing now: NOTHING!

Europe has a declared adversary: ​​Trump.

Its destruction has become the compulsive obsession of an aggressive sociopath.

The largest political formation achieved voluntarily in peace, threatens to collapse if it remains paralyzed.

The US president describes the EU as decadent and declares support for the far-right parties that abound there.

Europe has a DUTY to move quickly towards a federation of states and then form an European army, militarily allying itself with all real democracies that wish to do so.

The time for small steps is over. The EU must take a big leap now or perish.

We'll see if the leaders of the European nations and the EU are up to the challenge.




terça-feira, 9 de dezembro de 2025

UE: Pausa para pensar. E armar...


 
Proponho que paremos uns momentos para pensar a Europa:

- Onde estávamos há 50 anos, e onde estamos duas gerações depois?
- Quais os principais valores da humanidade então e quais são agora?
- Quais as preocupações dominantes então e agora?

Penso que todos concordamos viver agora, num mundo muito melhor.
Aceitámos por completo as diferentes sexualidades, a igualdade das mulheres, decidimos proteger o ambiente, banalizámos o viver em Paz... 

O nosso grande erro terá sido esquecer "os outros", aqueles estados que, hoje ainda, não atingiram a prioridade na valia humana, proporcionando a gratuitidade na saúde, os apoios escolar, habitacional, tempos livres...

Surgiu, há anos já, uma guerra na Europa. 
Ninguém, até então, considerava tal possível, e a Europa encontra-se sem poder bélico dissuassor.

Um dos maiores erros da UE terá sido não o despoletar com as primeiras e importantes ações ambientais mas, tornar regular a muito dispendiosa luta - pelo menos 30% do orçamento comunitário em objectivos climáticos* - num mundo onde os maiores poluidores EUA, China, Russia e Índia em pouco ou nada contribuiram ou contribuem.

Se fizermos um balanço do valor gasto pela Europa versus ao valor do beneficiado pelo planeta teremos, com certeza, uma desagradável surpresa.

Face aos valores conhecidos, uma pausa nos gastos em ambiente, ajudaria em muito o problema actual da Ucrânia.

Outra forma MORAL de financiar a Ucrânia será utilizar os fundos comunitários destinados à Hungria e Eslováquia** cujas posições declaradas de apoio ao invasor russo justificam o cercear imediato desse apoio.


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O orçamento anual da UE para o ambiente (na rubrica "Recursos Naturais e Ambiente") varia ligeiramente a cada ano dentro do Quadro Financeiro Plurianual 2021-2027, mas para 2026, por exemplo, está em torno de 57 mil milhões de euros, com o orçamento total do programa a rondar os 401 mil milhões de euros para todo o período, focando-se em agricultura sustentável, biodiversidade e combate às alterações climáticas, complementado por instrumentos como o NextGenerationEU. 

**
A alocação específica do orçamento da União Europeia para a Hungria e a Eslováquia no atual Quadro Financeiro Plurianual (QFP 2021-2027), incluindo os Fundos de Coesão e o Mecanismo de Recuperação e Resiliência (MRR), é a seguinte:

Os valores abaixo representam a dotação total (alocada) para o período, e não os montantes já desembolsados.

Eslováquia (Slovakia)

A dotação total da Eslováquia para os principais instrumentos de financiamento da UE para 2021-2027 é de cerca de €19,2 mil milhões 
(€12,8 mil milhões em Fundos de Coesão + €6,408 mil milhões em Subvenções do MRR).

Hungria (Hungary)

A dotação total da Hungria para os principais instrumentos de financiamento da UE (incluindo o MRR e a componente de empréstimos solicitada) para 2021-2027 é de cerca de €32,4 mil milhões (€22 mil milhões em Fundos de Coesão + €10,430 mil milhões do MRR).

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English

I propose we pause for a moment to reflect on Europe:

- Where were we 50 years ago, and where are we two generations later?

- What were humanity's main values ​​then, and what are they now?

- What were the dominant concerns then and now?

I think we all agree that we live in a much better world now.

We have fully accepted different sexualities, women's equality, we have decided to protect the environment, we have normalized living in peace...

Our great mistake will have been forgetting "the others," those states that, even today, have not achieved priority in human value, providing free healthcare, educational support, housing, leisure time...

A war has been brewing in Europe for years now.

No one, until then, considered this possible, and Europe finds itself without deterrent military power.

One of the EU's biggest mistakes was not triggering the first and important environmental actions, but rather making the very expensive fight – at least 30% of the EU budget allocated to climate objectives* – a regular occurrence in a world where the biggest polluters – the USA, China, Russia, and India – have contributed little or nothing to this cause.

If we compare the amount spent by Europe versus the benefit received by the planet, we will certainly have an unpleasant surprise.

Given the known figures, a pause in environmental spending would greatly help the current problem in Ukraine.

Another MORAL way to finance Ukraine would be to use EU funds destined for Hungary and Slovakia**, whose declared positions of support for the Russian invader justify the immediate curtailment of that support.

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The EU's annual budget for the environment (under the heading "Natural Resources and Environment") varies slightly each year within the 2021-2027 Multiannual Financial Framework, but for 2026, for example, it is around €57 billion, with the total program budget around €401 billion for the entire period, focusing on sustainable agriculture, biodiversity and combating climate change, complemented by instruments such as NextGenerationEU.

**

The specific allocation of the European Union budget for Hungary and Slovakia in the current Multiannual Financial Framework (MFF 2021-2027), including the Cohesion Funds and the Recovery and Resilience Facility (RRF), is as follows:

The figures below represent the total allocation for the period, and not the amounts already disbursed.

Slovakia

Slovakia's total allocation to the main EU financing instruments for 2021-2027 is approximately €19.2 billion

(€12.8 billion in Cohesion Funds + €6.408 billion in MRR Grants).

Hungary

Hungary's total allocation to the main EU financing instruments (including the MRR and the requested loan component) for 2021-2027 is approximately €32.4 billion (€22 billion in Cohesion Funds + €10.430 billion from the MRR).







domingo, 23 de novembro de 2025

UE: O último reduto!

Quando os valores mais altos de humanismo, compreensão e igualdade de uma civilização estão em causa, há sempre um último reduto para defesa da razão que os sustenta:

Neste momento, a Europa representa a única fortaleza capaz de os defender em nome da Paz, dos Direitos e do Futuro.

Representando o mais expressivo agregado de valores civilizacionais que os séculos acumularam, a Europa bate-se por eles contra uma coligação de culturas socialmente menos evoluídos, com populações menos informadas, com concentrações de exagerdas de capitais, reguladas por ditaduras mal disfarçadas que recorrem à desvirtuação e ridicularização de valores e à ameaça de guerra como intimidante sistemático.

Na História da civilizações, aquelas vivendo Democracia, evoluiram rapidamente para estados de manutenção de paz, com proteção de direitos, desenvolvimento económico e proteção ambiental enquanto civilizações com menor desenvolvimento, se encontram em períodos de conquista de território, consequente desenvolvimento militar e justificação de ditaduras.

Estas situações, desaguam agora no confronto entre essas civilizacões.

A Europa, enquanto de todas, a civilização com maior equilíbrio social, económico e tecnológico enfrenta ditaduras (pseudo-democracias) onde as lógicas institucionais são pilares de homens-fortes...

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English

When the highest values ​​of a civilization are at stake, there is always a last bastion for the defense of the reason that sustains them:

At this moment, Europe represents the only fortress capable of defending them in the name of Peace, Rights, and the Future.

Representing the most expressive aggregate of civilizational values ​​accumulated over the centuries, Europe fights for them against a coalition of less socially evolved countries, with less informed populations, with exagerated concentrations of capital, regulated by dictators who resort to the distortion and ridicule of these values ​​and the threat of war as a systematic intimidation tactic.

In the history of civilizations, Democracy has rapidly evolved into states of peacekeeping, with the protection of rights, economic development, and environmental protection, while less developed civilizations find themselves in periods of territorial conquest, consequent military development, and justification for dictators.

These situations now culminate in the confrontation between these civilizations.

Europe, while possessing the greatest social, economic, and technological balance among all civilizations, faces dictatorships (pseudo-democracies) where institutional logics are the pillars of strongmen...




quinta-feira, 19 de junho de 2025

160.000 milhões de euros!

Foi quanto, durante os 40 anos de adesão, a CEE/UE passou para Portugal investir em infraestruras de desenvolvimento, enquanto o país terá pago em "recursos próprios" a Bruxelas, nesse espaço de tempo, cerca de €1000 milhões.

Serão assim, cerca de €159.000.000.000 que foram OFERECIDOS a Portugal sem os quais, a nossa realidade seria hoje bem diferente.

Cerca do ano 2000 o orçamento do estado português já não suportava mais as contrapartidas nacionais - cerca de 30% - para complementar os fundos da UE e passou a ser destinado APENAS 
a despesas correntes. 

Todo o investimento posterior até 2015, foi suportado por fundos comunitários, 70% em média e dívida bancária ±30%.

Foi para evitar este aumento da dívida pública para pagar os empréstimos dos bancos que Mário Centeno optou, e bem, pelas cativações de fundos em 2016.

Mas, aparentemente, iremos regresssr ao aumento da dívida, brevemente.  
Os empreiteiros de obras públicas agradecem...
Os pagamentos - "por fora" - em papel-moeda, também...

Os portugueses, esses, limitam-se a pagar o aumento dos juros da dívida e... "bico calado".

Afinal, votaram "conscientemente", há pouco tempo...







terça-feira, 8 de abril de 2025

Ucrânia!

Depois de Putin (um "influencer" de Trump) ter cometido a quarta invasão a antigos territórios - Transnístria, Geórgia, Crimeia - soviéticos, morto centenas de milhares de ucranianos e russos, este assassino em massa, recebe compreensão pelas suas invasões contra o direito internacional pelo sociopata Trump o qual, após eleito democraticamente, senta-se à mesa com o oligarca assassino, aceitando as suas "conquistas" e indo tentar impor à Ucrânia - que resistiu heroicamente à invasão putinesca - uma perda de cerca de 20% do seu território.

A UE não tem de considerar a NATO.
Deverá haver um apoio COMPLETO à heróica Ucrânia por qualquer dos 27 estados-membros até agora, todos participando com valores mínimos.

Putin tem um exército incapaz - Kiev e Kursk são exemplos - cansado, munições gastas,  economia em queda.

Um forte apoio da UE a Zelensky pode levá-lo a retirar de territórios onde nunca devia ter entrado.

A UE tem de mostrar, agora, força moral e física ou sofrerá àsperas consequências.

sexta-feira, 19 de abril de 2024

Conceito de pátria.

Alguém, algum dia, teve tempo para pensar porquê têm de existir 205 "pátrias" no mundo?
A quem serve o conceito de pátria local por menos importante que ele seja?
Por pior que viva o seu povo?
A minha opinião:
Pátria é um conceito fundamental a quem lá, detém privilégios.

É deter poder no governo desse país, que quer manter com o custo dos compatriotas.
Pensando melhor, quanto menos educado um povo, mais explorado é por aqueles que o dominam!
Em nome desse domínio vêm os acessos de patrotismo, constróem-se ódios a outras pátrias, encetam-se guerras, tantas vezes, em nome da religião.
Pergunto-me porque em vez de 205 pátrias não existirão apenas 3 ou 4 avaliadas pelo melhor bem-estar que proporcionam aos seus povos, liberdade de expressão de pensamento  e de decisão política do povo.

Porque não será perguntado a qualquer população do mundo se quer a sua pátria como está ou, se gostaria de a ver totalmente integrada numa outra, onde vantagens cívicas e financeiras fossem evidentes, como a UE?



Onde se vive melhor...

... este é o critério  único  que, em minha opinião, deve servir para comparar os sistemas políticos vigentes - há mais de vinte anos - en...