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quarta-feira, 10 de junho de 2026

Central nuclear versus eólicas e fotovoltaicas

Vamos usar como referência uma central nuclear média moderna de 1.000 MW (1 GW) de potência.

​O Fator de Capacidade (A dependência)

​Antes dos números, este é o gráfico mental da eficiência de cada fonte:

  • Central Nuclear: Funciona cerca de 90% do tempo.
  • Parques Eólicos: Funcionam, em média, 35% do tempo (dependendo do vento).
  • Painéis Solares: Funcionam, em média, 20% do tempo (dependendo do sol e da noite).

​Isso significa que para substituir 1 MW de energia nuclear, precisamos de muito mais de 1 MW de capacidade instalada eólica ou solar.

Central Nuclear vs. Centrais Eólicas

​Vamos usar como referência uma central nuclear média moderna de 1.000 MW (1 GW) de potência.

Pela potência bruta: Uma central eólica de 1.000 MW equivaleria a cerca de 333 aerogeradores.

(Cada gerador eólico 3000w=3Mw.)

Pela energia real gerada (ajustada pelo fator de capacidade):

1000 MWx 0.90 / 3 MWx 0.35 = (10⁹x0,9/3x10⁶x0,35) = 857 aerogeradores

Resultado: 1 central nuclear produz a energia equivalente a cerca de 860 aerogeradores de grande porte

Se agruparmos estes aerogeradores em parques eólicos médios (de 50 MW cada), precisaríamos de aproximadamente 17 centrais/parques eólicos.

Central Nuclear vs. Painéis Fotovoltaicos

​Considerando um painel solar padrão residencial/comercial de 400 W (0,0004 MW):

Pela potência bruta: Precisaríamos de 2.500.000 painéis.

Pela energia real gerada (ajustada ao fator de capacidade):

1000MW x 0,90 / 0,0004 x 0,20= 11.250.000 painéis


Resultado: 

1 central nuclear produz o equivalente a cerca de 11,2 milhões de painéis solares

Em termos de área, isso cobriria facilmente uma extensão de 20 a 25 quilómetros quadrados de parques solares lineares.

Embora seja admissível a colocação de 17 centrais eólicas, parece impraticável - nesta fase evolutiva dos painéis solares - admitir áreas tão extensas para a sua instalação.





sábado, 23 de julho de 2022

A quinta coluna soviética, a funcionar.

 

De "O expresso":

Costa avisa: cidades têm de se habituar a viver "sem esse corpo estranho que foi o automóvel" - Expresso - https://expresso.pt/politica/2022-07-22-Costa-avisa-cidades-tem-de-se-habituar-a-viver-sem-esse-corpo-estranho-que-foi-o-automovel-54087aeb


É espantoso o que dizemos sem avaliar consequências.
Que acontecerá à economia Ocidental sem a manufactura de aço, derivados de borracha, têxteis para bancos, vidros, impostos de compra, exportações, combustíveis, manutenção e outros sem os automóveis ou, apenas com eles para ministros e prs. de câmara?

Acaso não se apercebem de que estamos perante mais um ataque dos fantoches agora subsidiados por Putin, outrora pela URSS, para partir a economia Ocidental que outras tentativas como as árabes na primeira década de 2000, não conseguiram?

Quem iniciou o movimento "nuclear?, não obrigado" na década de 70, seguido das alterações climáticas no início da década de 90?

Que o PNSantos seja uma cabeça pouco pensante... tu, Costa, lá saberás. 
Mas que entres em histerismos para cortar sonhos e o bem estar possível, a toda uma classe média já sobrecarregada de impostos, para alimentar disparates práticos convenientes aos declarados inimigos do Ocidente, mais a imbecilidade que lhes é útil do PNSantos, parece-me imperdoável e.. politicamente suicidário.


terça-feira, 22 de março de 2022

A Europa e a energia!

 

Emmanuel Macron anunciou no seu programa para as eleições presidenciais francesas que ocorrerão em Abril próximo, que a França será o primeiro grande país da Europa a sair da dependência do gás e do petróleo e, por conseguinte, da dependência energética exterior.

Para tal, além das 58 centrais de fissão nuclear existentes, Macron irá construir mais 8, construirá 50 parques eólicos offshore e aumentará 10 vezes a produção fotovoltaica. A França será assim a primeira grande economia com carbono zero, energeticamente independente e oferecendo a potenciais investidores a melhor estabilidade de preços de energia a longo prazo.

Portugal, segundo a DGEG (Dir. Geral de Energia e Geologia), melhorou entre 2009 e 2019, em 7%  a sua dependência do exterior - actualmente em mais de 70% - o que, a este ritmo, demorará mais 70 anos a sua independência de hidrocarbonetos, da instabilidade das fontes de abastecimento, da dependência do seu valor nos mercados internacionais e do seu total contributo para a - emergente - descarbonização.

Também a DGEG informa que Portugal é o 8º país da UE com maior dependência energética do exterior.

A França tem 58 reactores nucleares, a Alemanha 8, Bélgica 7, China 38, EUA 99, Finlândia 4, Japão 42, Eslováquia 4, Espanha 7, Suiça 5, Portugal 0.

No mundo há actualmente 448 reactores nucleares.




Esquemas antigos, que prevalecem...!

Há dias, dois cavalheiros conversaram sobre obras de construção civil num local público, e estando eu sentado numa mesa próxima,...