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domingo, 15 de fevereiro de 2026

A "especialidade" de ser português...

​O Mito do "Melhor Povo" e a Entrada na Federação Europeia


A afirmação reiterada de Marcelo Rebelo de Sousa de que os portugueses são “os melhores do mundo” merece uma análise crítica que vai além do patriotismo superficial. 

O que surge como um estímulo nacional parece-me, na verdade, um exagero deliberado que roça perigosamente um sentimento de supremacia.


​A Falácia da Pureza e a Realidade Histórica

​É contraditório invocar uma superioridade intrínseca num povo cuja génese é a própria definição de mistura. 

A identidade portuguesa consolida-se através de uma profunda fusão, afinidade e cultura:

​Herança Pré-Romana e Romana: 

Iberos, celtas e lusitanos sob a égide de Roma.

​Influências Germânicas e Semíticas: 

Visigodos e árabes que moldaram o território por séculos.

​Cosmopolitismo Monárquico: 

Uma aristocracia que, desde o século XII, se fundou com as principais casas reais europeias.

O Impacto Diplomático e o Radicalismo

​Quando proferida pela figura máxima do Estado, esta retórica torna-se, no mínimo, deselegante perante a comunidade internacional.

Mais do que isso, aproxima-se de um nacionalismo de matriz segregadora, tipicamente explorado por movimentos de extrema-direita, que dividem o mundo entre "nós" (os melhores) e os "outros".


União x Federação: O Dilema Europeu

Este tipo de discurso é precisamente o que impede uma Europa de avanço. Enquanto persistir a crença de que certas nações são superiores a outras — baseando-se em glórias passadas ou conveniências presentes para instruções especiais — o projeto europeu continuará fragilizado.

A diferença fundamental reside na estrutura de poder :

​A União Europeia atual: Um somatório de vontades parciais, interesses divergentes ou de coleta eleitoral interna.

​Os Blocos Concorrentes (EUA, China): Corpos geopolíticos únicos que atuam com determinação centralizada.


Conclusão: Os grandes concorrentes económicos e militares da UE são federações ou estados unitários

Enquanto a Europa pára refém dos "excecionalismos" nacionalistas e continuará a ser um conjunto de "meias vontades" incapazes de gerar a força de uma verdadeira federação .



sábado, 3 de maio de 2025

Nomeação do 1° ministro!

De acordo com o Título II - Capítulo II, Competência do PR -  o artigo 133° f) menciona: 
"Nomear o PM, nos termos do n°1 do artigo 187.°;"
Ora o n°1 do artigo 187° diz: " O Primeiro-Ministro é nomeado pelo Presidente da República, ouvidos os partidos representados na Assembleia da República e tendo em conta os resultados eleitorais."

Ou seja, NADA É ESTIPULADO sobre o posicionamento em lista, título, partido... , a ser designado como PM.

Salvo melhor opinião, Marcelo - se o PSD vencer as próximas eleições - poderá indigitar outrém no PSD ou fora dele, além do provável futuro arguido Luís Montenegro...

A menos que Marcelo queira tornar este país dependente de uma sinusóide eleitoral durante bastante tempo...

Se Mnegro pensa que cala a Oposição continuando no governo e fazendo esquecer a lei que refere que, como membro do governo, deveria ter obedecido desde o primeiro dia como governante.

Nem o Mnegro é Trump nem Portugal é uma república de bananas. 
Não será um responsável político que fugirá à lei, por muito amigo que ele seja do MP.

Onde se vive melhor...

... este é o critério  único  que, em minha opinião, deve servir para comparar os sistemas políticos vigentes - há mais de vinte anos - en...