Tenho pouco de engenheiro civil, mas muito de curioso.
Quando há uns anos tive uma infiltração de água que vinha do telhado, amarrei uma ponta da corda à minha cintura e outra à chaminé e subi ao telhado.
Vi então que, as telhas - pesando em média 2,5Kg - estavam sobrepostas, encaixando nas extremidades umas das outras mas, soltas...
Alguém me disse:
"Os telhados são sempre assim... As telhas ficam em "auto-suporte" entre pequenas vigas (vigotas)."
Claro que este sistema, embora expedito, não é resistente a uma forte ventania nem o vidro resiste a um embate violento.
Mas quem se preocupa com isso?
A cultura de facilitismo, de mínimo de mão-de-obra e rapidez no concluir, impede que qualquer entidade se tenha oposto a esta "solução" simples e barata.
O Kristin é ímpar na história climatológica do país!
A intensidade do vento bateu recordes, no mínimo de 175 anos!
Ninguém o poderia prever, sem se preocupar em exagerar valores.
Mas que servem de lição:
As telhas, bem como as chapas de zinco servindo de cobertura, têm de ser bem agarradas entre elas e presas às estruturas que as suportam.
Ou as mortes que ocorreram serviram apenas para comentário mediático...!