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segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Loby !



🏛️ A Origem do Lobby nas Democracias

Inglaterra: A ante-sala do Parlamento
A palavra "lobby" (saguão/corredor) teria então passado a designar a atividade de influência política realizada nesses espaços.

Estados Unidos da América (EUA): O Lobby do Hotel
A versão mais aceita e que popularizou o termo na política moderna está ligada aos Estados Unidos, no século XIX.

Década de 1820: 
O termo lobbying começou a ser usado como sinónimo de exercer influência política nos EUA, antes mesmo do episódio do presidente Grant. Já em 1789, nos primórdios do Congresso, há relatos de comerciantes a oferecer jantares a congressistas para influenciar leis.
O Presidente Grant (meados do século XIX): A história mais popular envolve o Presidente americano Ulysses Grant (que governou de 1869 a 1877). Antes de se mudar para a Casa Branca, ele costumava hospedar-se em hotéis. 
As pessoas que desejavam pedir favores, influenciar decisões ou buscar ajuda de todo o tipo abordavam-no frequentemente no saguão de entrada (o lobby) do hotel. Diz-se que o Presidente Grant começou a referir-se a essas pessoas, de forma pejorativa, como "lobistas" (lobbyists).

Popularização: 
O termo rapidamente se enraizou no jargão político americano, referindo-se à atuação dos representantes de interesse que esperavam pela passagem dos tomadores de decisão nas ante-salas do Congresso e das Assembleias Estaduais.


O Papel na Democracia:
Historicamente, a atividade de lobby – que é a prática de grupos de interesse e grupos de pressão buscarem influenciar decisões governamentais (Legislativo, Executivo e, por vezes, Judiciário) – é vista por alguns como:


Um Componente Natural: 

Em sistemas democráticos e pluralistas, é considerado natural e inevitável que indivíduos e grupos se organizem para tentar persuadir o poder político a exercer o seu poder de uma forma que lhes seja favorável.
 

Uma Ferramenta Democrática: 

É defendido como um instrumento legítimo de participação, pois permite que diversas vozes e perspetivas sejam ouvidas, enriquecendo o debate e fornecendo informações e análises especializadas aos decisores.

Evolução e Regulamentação
Com o tempo, e face a escândalos de corrupção e tráfico de influência, a necessidade de transparência e regulamentação desta atividade ganhou força em muitas democracias.

Hoje, em muitos países, o lobby é uma atividade profissional regulamentada, exigindo que os lobistas se registem em Registos de Transparência (como acontece na União Europeia e em vários países europeus e outros).

 O objetivo é separar a boa influência (transparente e informativa) da má influência (oculta e corrupta).

Porém, qualquer boa influência pode passar a má, conforme as luvas que calça para conseguir os seus intentos...

Daqui que proponho, desde há muito, que a todos os visitantes de corredores do poder seja colocada obrigatoriamente uma sequência de perguntas atinentes à sua visita, sendo as respostas confirmadas em polígrafo digital...


English

🏛️ The Origin of Lobbying in Democracies

The practice of lobbying has deep roots in the history of governance and, in democracies, has evolved from informal meetings to a more structured activity of interest representation. There is no absolute consensus on the exact moment of its emergence, but there are two main historical perspectives, both linked to spaces of political decision-making.

England: The Antechamber of Parliament

One of the oldest versions points to England in the 14th century.

The Context: Pressure groups sought to influence the decisions of parliamentarians in the antechamber of the House of Commons (the "lobby" of the building).

The Practice: These groups waited for legislators to pass by to present their petitions and try to persuade them in favor of certain interests.

The word "lobby" (hall/corridor) then came to designate the activity of political influence carried out in these spaces.

United States of America (USA): The Hotel Lobby

The most widely accepted version, and the one that popularized the term in modern politics, is linked to the United States in the 19th century.

1820s:

The term lobby began to be used as a synonym for exerting political influence in the USA, even before the episode involving President Grant. As early as 1789, in the early days of Congress, there are accounts of merchants offering dinners to congressmen to influence laws.

President Grant (mid-19th century): The most popular story involves American President Ulysses Grant (who governed from 1869 to 1877). 
Before moving to the White House, he used to stay in hotels. People who wanted to ask for favors, influence decisions, or seek help of all kinds frequently approached him in the hotel lobby. It is said that President Grant began to refer to these people, pejoratively, as "lobbyists."


Popularization:
The term quickly took root in American political jargon, referring to the actions of interest groups waiting for decision-makers to pass through the anterooms of Congress and State Assemblies.

The Role in Democracy:

Historically, lobbying – the practice of interest groups and pressure groups seeking to influence government decisions (Legislative, Executive, and sometimes Judicial) – is seen by some as:

A Natural Component:

In democratic and pluralistic systems, it is considered natural and inevitable that individuals and groups organize to try to persuade political power to exercise its power in a way that is favorable to them.


A Democratic Tool:

It is defended as a legitimate instrument of participation, as it allows diverse voices and perspectives to be heard, enriching the debate and providing specialized information and analysis to decision-makers.

Evolution and Regulation

Over time, and in the face of corruption and influence peddling scandals, the need for transparency and regulation of this activity has gained strength in many democracies.

Today, in many countries, lobbying is a regulated professional activity, requiring lobbyists to register in Transparency Registries (as is the case in the European Union and several other European and other countries).

The goal is to separate good influence (transparent and informative) from bad influence (hidden and corrupt).

However, any good influence can become bad, depending on what one is "willing to pay" to achieve their aims...

Therefore, I have long proposed that all visitors to the corridors of power be asked a series of questions relevant to their visit, with the answers analyzed by digital polygraph...






segunda-feira, 7 de julho de 2025

Ditadura do dito Direito !

É sabida a desmurada e injustificável maioria de "direitistas" na Assembleia da República.

Actualmente, na Assembleia da República Portuguesa, a representação de advogados e juristas é bastante significativa. Aqui estão alguns dados relevantes:
  1. Total de Deputados: A Assembleia é composta por 230 deputados.
  2. Advogados e Juristas: Aproximadamente 60 dos parlamentares vêm da área do Direito, sendo 42 advogados e 18 juristas.

Isso significa que cerca de 26% dos deputados são advogados e juristas, o que reflete a forte presença desses profissionais na política portuguesa.

Com um loby destes na AR, como será possível admitir que um dia se decidirá qualquer coisa contra os interesses dele particularmente, contra os interesses financeiros da classe?

Num parlamento onde há tanta preocupação com a participação de mulheres e jovens porque será que ninguém se preocupa com as percentagens dos lobbies?

Será também por isto que o tratamento claro, rápido e barato necessário versus a labiríntica, lenta e caríssima realidade da justiça nunca é equacionada e, menos ainda, discutida?












quarta-feira, 11 de outubro de 2023

Médicos...!


Devo muito à medicina! 
Sem os avanços desta, a minha vida desde os 6 anos de idade teria sido outra. Provavelmente em cadeira de rodas.
Digo isto, para o texto não ser tomado como escrito por alguém desconhecedor, indiferente ou contrário aos benefícios da investigação médica, no que a seguir afirmo:

As sociedades europeias evoluíram muito desde o fim da última grande guerra (1939-1945) nos sistemas de combate à doença ditos, de saúde.

A questão será: o que se entende por combate à doença?
Por exemplo, um parto normal será uma doença que necessita ser combatida? 

Desde os primórdios da humanidade que existem partos!

Milhares de gerações tiveram os seus bebés em casa, com apoio de uma "parteira", pessoa sem habilitações socialmente reconhecidas porém, com grande experiência nesses actos.

Claro que nascer num ambiente dedicado expressamente para o efeito, assegurará um maior número de nados-vivos.

Mas... a que custos para a sociedade? 
Qual o custo para termos dos melhores índices do mundo, neste sector?

O pessoal de enfermagem, que desde sempre realizou diversas operações relativas à pró-natalidade e natalidade porque está agora - com grau de licenciatura, tal como o de muitos médicos - administrativamente inibido de praticar o acto de parto simples, bem como o de qualquer pequena cirurgia?

É latente e constante o ambiente de tensão nos hospitais públicos, pelo poder que o loby dos médicos exclusivamente aufere de efectuar partos nos hospitais públicos - ao qual parece ser indiferente nos "hospitais" privados - provocando inquietude na população menos esclarecida, se uma parturiente num hospital público não tem, obrigatoriamente, um médico a assisti-la apesar de o parto não ser de risco.

É uma "guerra" de manutenção do poder dos médicos pela qual, se propagandeiam receios irreais com custos pesados, desnecessários e bem reais.











sábado, 20 de agosto de 2022

À ordem dos doutores.

     Desde há muito que todos conhecemos a Ordem dos Médicos (OM).

    Antes de 25/04/1974, sabia-se que existia, pouco mais. O estado português proporcionava o acesso, na década de 1970 a cerca de 1.500 estudantes de medicina por ano.*

    Após esta data, essa agremiação de prestadores de serviços passou a ter um papel político activo e, a meu ver, despropositado.

    Qualquer clínico sabe que a OM é, sobretudo, a representante dos interesses clínicos privados.

    Quando, cerca de 1980, a OM no seu papel de legalmente determinante conselheira do governo, impôs o número clausus (limite) para estudantes de medicina, a OM defendia acima de tudo, o interesse a prazo, dos clínicos privados.

    Esta escandalosa atitude de loby estava plasmada no artigo 3º-1-a) do DL 282/77 de 05 de Julho**, então estatuto da OM que basicamente mantém actualmente, onde se lê: " 1 - São atribuições da Ordem: a) Regular o acesso e o exercício da profissão de médico;" (Bold do autor).

    E assim, com o apoio da lei, a OM entre 1979 e 1980 institui o limite, numerus clausus, global, em medicina de 805 vagas, reduzindo-o significativamente até 1986, quando atingiu 190, aumentando-o lentamente até 1999 mas, sem nunca repor os valores iniciais.

    Garantia deste modo a OM a intensa procura - e grandes proveitos - aos clínicos privados que ditou existir e proteger, a partir dessas datas. 

    Uma das razões porque agora não há clínicos suficientes, embora o dr. Magalhães, sempre de boca aberta, várias vezes por dia, nos vários canais de TV nunca o refira ou reconheça, perante a ignorante subserviência de quem lhe faz perguntas amigas, úteis apenas para atiçar polémica anti-sistema político.

    Mas, pior:

    Os chamados hospitais privados - um exagero publicitário para quem pense que estes locais têm um número de valências clínicas próximo dos hospitais públicos - nunca dispenderam um cêntimo formando pessoal, recrutando médicos cuja formação é paga pelos impostos dos portugueses, para o servirem a troco de um salário de funcionário público.

    Como analogia, recordo os pilotos da FAP (Força Aérea Portuguesa) que após tirarem, à custa do contribuinte, os seus brevets abandonavam a FAP para se candidatarem, quase imediatamente e com 100% de sucesso, aos chorudos vencimentos de piloto da TAP (Transportes Aéreos Portugueses), outra empresa sorvedora de dinheiros públicos.

    Voltando ao loby da OM, porque será que o estado, suportando cursos gerais e especializações dos clínicos, não fará acerto de contas pelo valor da sua formação, quando um clínico quer passar completa ou parcialmente para o sector privado ou exercer no exterior?

    Saberá o Ministério da Saúde em quanto importa aos impostos a formação de um clínico nas suas diferentes formações? 

    Se não sabe, porque não sabe? 

    Quem ganhará com isso? 

    Quem é responsável por esta indiferença?

    Se é óbvia a responsabilidade da OM na actual falta de médicos, porque o Governo nada diz a esse respeito? Ignora? Não lhe convém?


    E o dr. Magalhães vive de consciência silenciada e tranquila com tudo isto?


    "Ditosa Pátria que tal filho teve"

    Luís Vaz de Camões - (que não conheceu o dr. Guimarães...)


*https://us.docworkspace.com/d/sIMPch_Iml5-EmAY


**https://www.pgdlisboa.pt/leis/lei_mostra_articulado.php?nid=868&tabela=leis&ficha=1&pagina=1     - Ver versão 6ª, a mais actualizada, do DL 117 de 2015 de 31/08, do governo de Passos Coelho.


sábado, 19 de fevereiro de 2022

 

Por acaso, uma "notícia" da "Dinheiro Vivo" de 15/02/2022, vem dar dimensão a parte, do que ontem disse no post deste blog, relativo ao "loby" das bicicletas.

De acordo com a ABIMOTA (Associação Nacional da Indústria de Duas Rodas), em 2021 esta indústria atingiu 594 milhões de euros, tendo subido 39% face a 2020, sendo Portugal o maior produtor de bicicletas na Europa, há dois anos consecutivos.

Os lobbies sempre viveram da sua conveniente interpretação que "sugerem" aos políticos do que, pelo voto, os eleitores lhes delegaram. Por exemplo, se o eleitor considerou conveniente a protecção ambiental o político irá tentar consegui-la. Mas como? Pela cedência "inocente" aos famintos interesses dos que, argumentando pelo Ambiente, apenas pretendem facturar o máximo, ainda que tal pise tudo e todos, tendo como cúmplices a "inocente" complacência e o aparente alheamento do político responsável pela actividade.

Isto porque, quando um programa eleitoral refere que um partido e depois alguém - dessa área ou resultante de coligação pós-eleitoral - irá defender o Ambiente, não refere COMO, QUANDO, POR QUANTO E COM QUE CONSEQUÊNCIAS PARA O ELEITOR o irá executar... 

Programas eleitorais generalistas, sem quantificação física e financeira dos projectos a realizar, são apenas iscos para voto emotivo e irracional, impossibilitando quantificar e menos penalizar - ou aplaudir - o previsto, escancarando portas a qualquer atrevimento oportunista inconsequente.




quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022

O pseudo democrático Conselho Superior da Magistratura!

 

O pseudo democrático Conselho Superior da Magistratura!

O CSM é um órgão do estado que - calcule-se - controla um órgão de soberania previsto na CRP (Constituição da República Portuguesa).

É composto por, além do Presidente e do Vice-Presidente, por quinze vogais: 2 designados pelo PR, 7 eleitos pela AR, 6 eleitos pelos magistrados judiciais. Ou seja, o cidadão eleitor não é ouvido nem achado para controlo deste órgão de soberania, ao contrário do estipulado para os órgãos de soberania PR e AR.

Tudo se passa como se existissem 2 órgãos de soberania de primeira categoria, PR e AR, e 2 de segunda categoria, Governo e Tribunais..!

Porquê? Para PR e AR terem poder sobre a suposta e desejável independência dos Tribunais e, por exemplo, a corrupção política e financeira sair, quase sempre, ilesa dos fortes crimes que comete?

Porque não há sufrágio universal directo para os órgãos de soberania Governo e Tribunais?



Onde se vive melhor...

... este é o critério  único  que, em minha opinião, deve servir para comparar os sistemas políticos vigentes - há mais de vinte anos - en...