Recordo os meus tempos de liceu: durante cinco anos letivos, convivi com dois colegas homossexuais na mesma turma.
Diariamente, nos intervalos entre aulas, cerca de quarenta alunos percorriam os longos corredores e escadarias do edifício.
Nesses trajetos, um grupo de 'bandalhos' — hoje diríamos bullies — insultava-os com palavrões e obscenidades físicas, numa exibição de virilidade tão ruidosa quanto imbecil e frágil.
Eu assistia a tudo com silêncio cobarde, típico dos fisicamente débeis — uma passividade que, na política, se traduz por fraqueza psicológica — embora sentisse uma irritação constante e consciente.
Numa sociedade composta maioritariamente por pessoas como eu, penso, a comunidade homossexual encontrou na união a sua força. Felizmente, enquanto grupo, conquistaram solidariedade e respeito.
Contudo, se pretendem manter o apoio desta maioria silenciosa, deveriam evitar a atuação ostensiva como lobby social em setores como a televisão, a moda ou a diplomacia.
Esse excesso de exposição corre o risco de reativar antigos preconceitos e de suscitar comportamentos que julgávamos ultrapassados.
MacTruth
A minha verdade. Sem "apoio" de publicidade. Ao abrigo do artigo 37º da CRP. Divulgue este blog pelos seus contactos...!
domingo, 24 de maio de 2026
Recordando...
domingo, 17 de maio de 2026
EUA e Trump!
Há, desde sempre, um nevoeiro entre o país e quem o dirige.
Assim, quando Trump fala — ele próprio o diz —, é a sua "consciência" (leio "inteligência") que determina o seu discurso. Isto é Trump, pura e simplesmente!
Os EUA nasceram como Democracia e, ao longo de mais de 200 anos, foram os seus paladinos, apoiando causas pró-democráticas, antifascistas e anticomunistas. Foi o país que ajudou a Europa a derrotar Hitler, que susteve a União Soviética e que reergueu da destruição completa dois antigos inimigos, elevando-os aos mais altos patamares de capacidade económica: a Alemanha e o Japão que, menos de 30 anos após o fim da II Guerra Mundial, se tornaram, respetivamente, a 2.ª e a 3.ª potências económicas globais.
Se bem que a nossa memória resgate apenas os grandes factos históricos, compreendemos facilmente que os líderes máximos dos EUA nestes feitos foram quem defendeu o que o país representa para a Democracia e para o Mundo.
Acidentes de percurso, circunstâncias pontuais ou anomalias de personalidade não podem alterar o sentimento de reconhecimento que conservo para com o papel histórico dos EUA ao longo da minha geração. Não serão, certamente, teocracias religiosas, ditaduras militares ou o sistemático envenenamento propagandístico dos extremos políticos que me farão vacilar nas convicções que adquiri ao longo da vida.
domingo, 10 de maio de 2026
Limitações do sistema Democrático!
A Democracia sob Sequestro
O atual estado do sistema democrático global é alarmante. A história e o presente demonstram que a urna, por si só, não é garantia de liberdade. Figuras como Hitler, Putin, Trump, Milei, Bolsonaro e Orbán partilham um traço comum: foram todos catapultados ao poder pelo voto popular.
1. O Paradoxo da "Democracia Iliberal"
Uma vez investidos de autoridade, estes líderes iniciaram processos sistemáticos de subversão. Onde Hitler triunfou na conversão total para a ditadura, outros testam os limites da resiliência democrática.
É imperativo rejeitar o eufemismo académico de "democracia iliberal".
Esta contradição nos termos é uma máscara semântica: um sistema que atropela direitos individuais e liberdades civis não é uma variante da democracia; é uma ditadura em gestação.
2. A Ilusão da Separação de Poderes
Para que um Estado seja reconhecido internacionalmente como uma Democracia Plena, a definição e a independência dos seus órgãos de soberania devem ser absolutas. O sistema atual falha, principalmente, porque permite uma contaminação mútua entre poderes.
A verdadeira independência exige que um órgão de soberania não dependa — nem direta, nem indiretamente — de qualquer outro. Enquanto houver cruzamento em nomeações, financiamento ou decisões, a independência é ficção jurídica. O controlo deve emanar exclusivamente da vontade popular, impedindo que um poder capture outro.
3. O Fim do "Aprendiz de Feiticeiro"
Chamar "Democracia" a um regime onde um único indivíduo — muitas vezes sem o respaldo direto do sufrágio universal — manobra, influencia e controla as engrenagens do Estado é uma fraude intelectual.
É manter uma fachada que serve apenas às elites que operam as sombras do poder.
Manter o sistema como está é deixar o povo à mercê de "aprendizes de feiticeiro" que, sob o pretexto de o representar, o conduzem ao abismo ditatorial.
A democracia só sobrevive se for capaz de blindar as suas instituições contra aqueles que a usam apenas como degrau para o autoritarismo.
domingo, 3 de maio de 2026
O fosso entre gerações.
quarta-feira, 29 de abril de 2026
Montenegro
A análise por mim traçada sobre a figura de Luís Montenegro reflete um descontentamento profundo com o exercício da governação e com a postura ética que se exige de quem ocupa o cargo de Primeiro-Ministro.
O retrato que vou apresentar é o de um dirigente cujas ações — ou a falta delas — comprometem a lisura necessária para o serviço público e para a defesa dos valores democráticos.
Este cenário desenha um padrão preocupante:
- Opacidade na gestão pública e privada:
Quando se observam casos como o da construção da sua casa em Espinho e a transferência de ativos da Spinumviva para os filhos, a questão deixa de ser estritamente legal para se tornar uma questão de integridade e exemplo.
A perceção de que o decisor político contorna a lei — nomeadamente a Lei n.º 52/2019, que visa o reforço da transparência — é corrosiva para a confiança nas instituições.
- O défice democrático no financiamento:
A relutância em tornar públicos os financiadores dos partidos políticos é um obstáculo direto à transparência que, sobre redução do populismo e a moralização da política, é essencial.
Sem saber quem financia o poder, o cidadão perde a capacidade de identificar conflitos de interesse, o que alimenta o cinismo e o afastamento da vida coletiva.
- O distanciamento da realidade laboral:
Ao avançar com uma reforma laboral que não conta com o consenso ou o apoio dos parceiros sociais, o governo ignora a concertação, pilar basilar da estabilidade económica e social, impondo uma visão unilateral que ignora as necessidades reais de quem trabalha e de quem produz.
- A falha moral na política externa:
Talvez o ponto mais grave seja a divergência em relação à posição da União Europeia.
Num momento em que a coesão europeia é o único baluarte contra a agressão russa, a capitulação perante um regime autoritário e o seu líder, responsável por atrocidades amplamente documentadas, não é apenas um erro diplomático: é uma rutura com o compromisso humanista e democrático que Portugal assumiu perante os seus pares e a comunidade internacional. Porquê?
Em última análise, o descrito é a antítese de uma democracia robusta.
Uma sociedade que aspira a reduzir o populismo e impedir a corrupção depende de líderes que sejam, antes de tudo, transparentes e coerentes.
Quando a ação governativa se pauta pela opacidade, pelo desrespeito pelas normas de transparência e por uma condescendência perante a violação dos direitos humanos, o custo não é apenas político — é a erosão sensível da própria fibra moral do país.
A exigência de transparência e de probidade não deve ser vista como uma crítica partidária, mas como um dever de cidadania ativa, indispensável para resgatar a política do descrédito e devolvê-la ao seu propósito genuíno:
O bem comum!
sábado, 18 de abril de 2026
O ciclo do consumo...!
A dívida pública é dividida em "pedaços" chamados Títulos do Tesouro ou Obrigações. Quem os compra é que é o credor.
Fundos de Pensões e Seguradoras:
São os maiores donos da dívida mundial.
Quando você desconta para a sua reforma ou paga um seguro de vida, esse dinheiro não fica parado num cofre; as empresas investem-no em dívida pública por ser considerada segura.
Ou seja: o governo pode estar a dever-lhe a sua futura reforma.
Bancos Comerciais: Os bancos usam os depósitos dos clientes para comprar títulos do Estado. Isto ajuda-os a ter ativos que rendem juros "garantidos"
Investidores Privados e Cidadãos Comuns: Qualquer pessoa pode comprar Certificados de Aforro ou Obrigações do Tesouro. Nestes casos, o Estado deve diretamente aos seus cidadãos.
Bancos Centrais: Nos últimos anos (especialmente desde a crise de 2008 e a pandemia), os Bancos Centrais (como o Banco de Portugal/BCE) passaram a comprar muita dívida dos seus próprios países para injetar dinheiro na economia.
Fundos Soberanos e Outros Países: Existem países que têm "dinheiro a mais" (como a China, devido às exportações, ou a Noruega e Arábia Saudita, devido ao petróleo).
Eles compram dívida de outros países (como os EUA ou Portugal) como forma de guardar as suas poupanças.
2. O Grande "Loop" Financeiro
A confusão mental acontece porque pensamos na dívida pública como uma dívida entre vizinhos.
Mas na economia global, a dívida funciona mais como um sistema de circulação sanguínea:
- O Estado pede dinheiro para construir escolas ou pagar salários.
- Um Fundo de Pensões empresta esse dinheiro.
- O Estado paga juros ao Fundo.
- O Fundo usa esses juros para pagar a reforma ao cidadão que, por sua vez, paga impostos ao Estado.
3. Mas então, como é que todos podem estar endividados ao mesmo tempo?
Imagine que existem 3 pessoas: A, B e C.
A deve 10€ a B.
B deve 10€ a C.
C deve 10€ a A.
Todos estão endividados, mas o sistema continua a funcionar porque o dinheiro está em movimento.
O problema só surge quando alguém deixa de acreditar que o outro vai pagar (a crise de confiança).
Resumo: O "Dono" da Dívida
Se somarmos tudo, cerca de 80% da dívida mundial está em mãos privadas (bancos, fundos e pessoas como eu e você). Os governos não devem uns aos outros num sistema fechado; devem ao sistema financeiro global que, por sua vez, é alimentado pelas poupanças e investimentos de todos nós.
Mas... quem ganha com a circulação da dívida? Os bancos! Ganham sempre!
quarta-feira, 15 de abril de 2026
As atitudes de um louco que acordam o mundo!
A análise da postura externa e de segurança de Donald Trump sugere que o recurso à força desmedida e a retórica da aniquilação não é apenas uma escolha tática, mas uma resposta estratégica proporcional à magnitude das ameaças contemporâneas.
No que diz respeito ao regime teocrático do Irão, a lógica da "pressão máxima" assenta no princípio de que a contenção diplomática convencional falhou em travar a expansão nuclear e o financiamento do terrorismo regional.
Ao mobilizar arsenais convencionais e manter a dissuasão nuclear como uma possibilidade real, a estratégia visa desestabilizar a confiança do regime, forçando-o a um recuo que sanções económicas, por si só, nunca conseguiram garantir.
Ao evocar o "Holocausto no Médio Oriente" anunciado pelo Irão - o seu enorme arsenal, a sua insistência no nuclear, o seu contra-ataque a países muçulmanos - tal funciona como mecanismo de choque, eliminando a ambiguidade dialética e estabelece linhas vermelhas claras que os adversários temem cruzar.
Paralelamente, a abordagem brutal no combate ao narcotráfico global parte da premissa de que os cartéis e as redes de distribuição de fentanil operam como organizações paramilitares que corroendo minam a soberania das nações.
A militarização desta luta e o uso de armamento de ponta são vistos, nesta ótica, como as únicas ferramentas capazes de desmantelar infraestruturas as quais, visivelmente, se tornaram demasiado poderosas para forças policiais comuns.
A visão aqui defendida é a de que problemas existenciais — como a erosão social causada pela droga e a ameaça existencial de uma teocracia nuclear — exigem soluções que ultrapassam os limites da política tradicional.
É a aplicação do realismo político levado ao extremo, por razões de solidariedade e sobrevivência: num mundo onde o caos se propaga, a projeção de um poder militar avassalador e a vontade de o utilizar surgem como os únicos pilares capazes de restaurar a ordem e garantir a sobrevivência das democracias ocidentais perante inimigos que não reconhecem as regras da ordem internacional.
Recordando...
Recordo os meus tempos de liceu: durante cinco anos letivos, convivi com dois colegas homossexuais na mesma turma. Diariamente, nos interv...
-
Como todos os sistemas políticos, o democrático está longe da perfeição! Sendo embora o que mais liberdade individual permite aos seus cida...
-
Terá a ver com o publicado, o não publicado e a verdade, como o bom-senso a entende. Isto para tentar justificar o seguinte: O p...
-
Se o leitor se colocar na pele de imigrante, sentirá que ter onde viver é fundamental para reiniciar a sua vida, necessariamente, dura...! T...