MacTruth
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terça-feira, 2 de junho de 2026
Esquemas antigos, que prevalecem...!
segunda-feira, 1 de junho de 2026
Ministra da saúde?
A escolha e o apoio de Montenegro à atual líder do Ministério da Saúde — figura que transitou diretamente da direção de External Affairs e Market Access da multinacional MSD Portugal (indústria farmacêutica, entre 2006 e 2014) — levanta sérias dúvidas éticas, agravadas por uma gestão técnica já amplamente contestada.
Estaremos perante um Ministério da tutela pública ou um bastião de interesses farmacêuticos?
Esta nomeação adensa o ceticismo gerado pela promessa de reestruturar o SNS em escassos 60 dias.
Sem, sequer, a apresentação de um plano estruturado e transparente, assiste-se hoje ao agravamento sistémico dos serviços de saúde.
O problema, contudo, é mais profundo e corrói a nossa arquitetura constitucional:
Que qualidade democrática resta quando o incumprimento deliberado de promessas eleitorais goza de total impunidade?
Vivemos num modelo onde o Governo, enquanto órgão executivo não eleito diretamente, pode ser preenchido por individualidades cujos passados, conflitos de interesses e escrutínio público permanecem opacos para o eleitor.
Urge rever as regras do jogo se quisermos devolver a transparência ao sistema e resgatar a confiança na vida coletiva.
quarta-feira, 27 de maio de 2026
Aeroporto Luís de Camões
domingo, 24 de maio de 2026
Recordando...
Recordo os meus tempos de liceu: durante cinco anos letivos, convivi com dois colegas homossexuais na mesma turma.
Diariamente, nos intervalos entre aulas, cerca de quarenta alunos percorriam os longos corredores e escadarias do edifício.
Nesses trajetos, um grupo de 'bandalhos' — hoje diríamos bullies — insultava-os com palavrões e obscenidades físicas, numa exibição de virilidade tão ruidosa quanto imbecil e frágil.
Eu assistia a tudo com silêncio cobarde, típico dos fisicamente débeis — uma passividade que, na política, se traduz por fraqueza psicológica — embora sentisse uma irritação constante e consciente.
Numa sociedade composta maioritariamente por pessoas como eu, penso, a comunidade homossexual encontrou na união a sua força. Felizmente, enquanto grupo, conquistaram solidariedade e respeito.
Contudo, se pretendem manter o apoio desta maioria silenciosa, deveriam evitar a atuação ostensiva como lobby social em setores como a televisão, a moda ou a diplomacia.
Esse excesso de exposição corre o risco de reativar antigos preconceitos e de suscitar comportamentos que julgávamos ultrapassados.
domingo, 17 de maio de 2026
EUA e Trump!
Há, desde sempre, um nevoeiro entre o país e quem o dirige.
Assim, quando Trump fala — ele próprio o diz —, é a sua "consciência" (leio "inteligência") que determina o seu discurso. Isto é Trump, pura e simplesmente!
Os EUA nasceram como Democracia e, ao longo de mais de 200 anos, foram os seus paladinos, apoiando causas pró-democráticas, antifascistas e anticomunistas. Foi o país que ajudou a Europa a derrotar Hitler, que susteve a União Soviética e que reergueu da destruição completa dois antigos inimigos, elevando-os aos mais altos patamares de capacidade económica: a Alemanha e o Japão que, menos de 30 anos após o fim da II Guerra Mundial, se tornaram, respetivamente, a 2.ª e a 3.ª potências económicas globais.
Se bem que a nossa memória resgate apenas os grandes factos históricos, compreendemos facilmente que os líderes máximos dos EUA nestes feitos foram quem defendeu o que o país representa para a Democracia e para o Mundo.
Acidentes de percurso, circunstâncias pontuais ou anomalias de personalidade não podem alterar o sentimento de reconhecimento que conservo para com o papel histórico dos EUA ao longo da minha geração. Não serão, certamente, teocracias religiosas, ditaduras militares ou o sistemático envenenamento propagandístico dos extremos políticos que me farão vacilar nas convicções que adquiri ao longo da vida.
domingo, 10 de maio de 2026
Limitações do sistema Democrático!
A Democracia sob Sequestro
O atual estado do sistema democrático global é alarmante. A história e o presente demonstram que a urna, por si só, não é garantia de liberdade. Figuras como Hitler, Putin, Trump, Milei, Bolsonaro e Orbán partilham um traço comum: foram todos catapultados ao poder pelo voto popular.
1. O Paradoxo da "Democracia Iliberal"
Uma vez investidos de autoridade, estes líderes iniciaram processos sistemáticos de subversão. Onde Hitler triunfou na conversão total para a ditadura, outros testam os limites da resiliência democrática.
É imperativo rejeitar o eufemismo académico de "democracia iliberal".
Esta contradição nos termos é uma máscara semântica: um sistema que atropela direitos individuais e liberdades civis não é uma variante da democracia; é uma ditadura em gestação.
2. A Ilusão da Separação de Poderes
Para que um Estado seja reconhecido internacionalmente como uma Democracia Plena, a definição e a independência dos seus órgãos de soberania devem ser absolutas. O sistema atual falha, principalmente, porque permite uma contaminação mútua entre poderes.
A verdadeira independência exige que um órgão de soberania não dependa — nem direta, nem indiretamente — de qualquer outro. Enquanto houver cruzamento em nomeações, financiamento ou decisões, a independência é ficção jurídica. O controlo deve emanar exclusivamente da vontade popular, impedindo que um poder capture outro.
3. O Fim do "Aprendiz de Feiticeiro"
Chamar "Democracia" a um regime onde um único indivíduo — muitas vezes sem o respaldo direto do sufrágio universal — manobra, influencia e controla as engrenagens do Estado é uma fraude intelectual.
É manter uma fachada que serve apenas às elites que operam as sombras do poder.
Manter o sistema como está é deixar o povo à mercê de "aprendizes de feiticeiro" que, sob o pretexto de o representar, o conduzem ao abismo ditatorial.
A democracia só sobrevive se for capaz de blindar as suas instituições contra aqueles que a usam apenas como degrau para o autoritarismo.
domingo, 3 de maio de 2026
O fosso entre gerações.
Esquemas antigos, que prevalecem...!
Há dias, dois cavalheiros conversaram sobre obras de construção civil num local público, e estando eu sentado numa mesa próxima,...
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Como todos os sistemas políticos, o democrático está longe da perfeição! Sendo embora o que mais liberdade individual permite aos seus cida...
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Terá a ver com o publicado, o não publicado e a verdade, como o bom-senso a entende. Isto para tentar justificar o seguinte: O p...
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Se o leitor se colocar na pele de imigrante, sentirá que ter onde viver é fundamental para reiniciar a sua vida, necessariamente, dura...! T...