MacTruth
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domingo, 3 de maio de 2026
O fosso entre gerações.
quarta-feira, 29 de abril de 2026
Montenegro
A análise por mim traçada sobre a figura de Luís Montenegro reflete um descontentamento profundo com o exercício da governação e com a postura ética que se exige de quem ocupa o cargo de Primeiro-Ministro.
O retrato que vou apresentar é o de um dirigente cujas ações — ou a falta delas — comprometem a lisura necessária para o serviço público e para a defesa dos valores democráticos.
Este cenário desenha um padrão preocupante:
- Opacidade na gestão pública e privada:
Quando se observam casos como o da construção da sua casa em Espinho e a transferência de ativos da Spinumviva para os filhos, a questão deixa de ser estritamente legal para se tornar uma questão de integridade e exemplo.
A perceção de que o decisor político contorna a lei — nomeadamente a Lei n.º 52/2019, que visa o reforço da transparência — é corrosiva para a confiança nas instituições.
- O défice democrático no financiamento:
A relutância em tornar públicos os financiadores dos partidos políticos é um obstáculo direto à transparência que, sobre redução do populismo e a moralização da política, é essencial.
Sem saber quem financia o poder, o cidadão perde a capacidade de identificar conflitos de interesse, o que alimenta o cinismo e o afastamento da vida coletiva.
- O distanciamento da realidade laboral:
Ao avançar com uma reforma laboral que não conta com o consenso ou o apoio dos parceiros sociais, o governo ignora a concertação, pilar basilar da estabilidade económica e social, impondo uma visão unilateral que ignora as necessidades reais de quem trabalha e de quem produz.
- A falha moral na política externa:
Talvez o ponto mais grave seja a divergência em relação à posição da União Europeia.
Num momento em que a coesão europeia é o único baluarte contra a agressão russa, a capitulação perante um regime autoritário e o seu líder, responsável por atrocidades amplamente documentadas, não é apenas um erro diplomático: é uma rutura com o compromisso humanista e democrático que Portugal assumiu perante os seus pares e a comunidade internacional. Porquê?
Em última análise, o descrito é a antítese de uma democracia robusta.
Uma sociedade que aspira a reduzir o populismo e impedir a corrupção depende de líderes que sejam, antes de tudo, transparentes e coerentes.
Quando a ação governativa se pauta pela opacidade, pelo desrespeito pelas normas de transparência e por uma condescendência perante a violação dos direitos humanos, o custo não é apenas político — é a erosão sensível da própria fibra moral do país.
A exigência de transparência e de probidade não deve ser vista como uma crítica partidária, mas como um dever de cidadania ativa, indispensável para resgatar a política do descrédito e devolvê-la ao seu propósito genuíno:
O bem comum!
sábado, 18 de abril de 2026
O ciclo do consumo...!
A dívida pública é dividida em "pedaços" chamados Títulos do Tesouro ou Obrigações. Quem os compra é que é o credor.
Fundos de Pensões e Seguradoras:
São os maiores donos da dívida mundial.
Quando você desconta para a sua reforma ou paga um seguro de vida, esse dinheiro não fica parado num cofre; as empresas investem-no em dívida pública por ser considerada segura.
Ou seja: o governo pode estar a dever-lhe a sua futura reforma.
Bancos Comerciais: Os bancos usam os depósitos dos clientes para comprar títulos do Estado. Isto ajuda-os a ter ativos que rendem juros "garantidos"
Investidores Privados e Cidadãos Comuns: Qualquer pessoa pode comprar Certificados de Aforro ou Obrigações do Tesouro. Nestes casos, o Estado deve diretamente aos seus cidadãos.
Bancos Centrais: Nos últimos anos (especialmente desde a crise de 2008 e a pandemia), os Bancos Centrais (como o Banco de Portugal/BCE) passaram a comprar muita dívida dos seus próprios países para injetar dinheiro na economia.
Fundos Soberanos e Outros Países: Existem países que têm "dinheiro a mais" (como a China, devido às exportações, ou a Noruega e Arábia Saudita, devido ao petróleo).
Eles compram dívida de outros países (como os EUA ou Portugal) como forma de guardar as suas poupanças.
2. O Grande "Loop" Financeiro
A confusão mental acontece porque pensamos na dívida pública como uma dívida entre vizinhos.
Mas na economia global, a dívida funciona mais como um sistema de circulação sanguínea:
- O Estado pede dinheiro para construir escolas ou pagar salários.
- Um Fundo de Pensões empresta esse dinheiro.
- O Estado paga juros ao Fundo.
- O Fundo usa esses juros para pagar a reforma ao cidadão que, por sua vez, paga impostos ao Estado.
3. Mas então, como é que todos podem estar endividados ao mesmo tempo?
Imagine que existem 3 pessoas: A, B e C.
A deve 10€ a B.
B deve 10€ a C.
C deve 10€ a A.
Todos estão endividados, mas o sistema continua a funcionar porque o dinheiro está em movimento.
O problema só surge quando alguém deixa de acreditar que o outro vai pagar (a crise de confiança).
Resumo: O "Dono" da Dívida
Se somarmos tudo, cerca de 80% da dívida mundial está em mãos privadas (bancos, fundos e pessoas como eu e você). Os governos não devem uns aos outros num sistema fechado; devem ao sistema financeiro global que, por sua vez, é alimentado pelas poupanças e investimentos de todos nós.
Mas... quem ganha com a circulação da dívida? Os bancos! Ganham sempre!
quarta-feira, 15 de abril de 2026
As atitudes de um louco que acordam o mundo!
A análise da postura externa e de segurança de Donald Trump sugere que o recurso à força desmedida e a retórica da aniquilação não é apenas uma escolha tática, mas uma resposta estratégica proporcional à magnitude das ameaças contemporâneas.
No que diz respeito ao regime teocrático do Irão, a lógica da "pressão máxima" assenta no princípio de que a contenção diplomática convencional falhou em travar a expansão nuclear e o financiamento do terrorismo regional.
Ao mobilizar arsenais convencionais e manter a dissuasão nuclear como uma possibilidade real, a estratégia visa desestabilizar a confiança do regime, forçando-o a um recuo que sanções económicas, por si só, nunca conseguiram garantir.
Ao evocar o "Holocausto no Médio Oriente" anunciado pelo Irão - o seu enorme arsenal, a sua insistência no nuclear, o seu contra-ataque a países muçulmanos - tal funciona como mecanismo de choque, eliminando a ambiguidade dialética e estabelece linhas vermelhas claras que os adversários temem cruzar.
Paralelamente, a abordagem brutal no combate ao narcotráfico global parte da premissa de que os cartéis e as redes de distribuição de fentanil operam como organizações paramilitares que corroendo minam a soberania das nações.
A militarização desta luta e o uso de armamento de ponta são vistos, nesta ótica, como as únicas ferramentas capazes de desmantelar infraestruturas as quais, visivelmente, se tornaram demasiado poderosas para forças policiais comuns.
A visão aqui defendida é a de que problemas existenciais — como a erosão social causada pela droga e a ameaça existencial de uma teocracia nuclear — exigem soluções que ultrapassam os limites da política tradicional.
É a aplicação do realismo político levado ao extremo, por razões de solidariedade e sobrevivência: num mundo onde o caos se propaga, a projeção de um poder militar avassalador e a vontade de o utilizar surgem como os únicos pilares capazes de restaurar a ordem e garantir a sobrevivência das democracias ocidentais perante inimigos que não reconhecem as regras da ordem internacional.
sábado, 11 de abril de 2026
Épica frustação
quarta-feira, 8 de abril de 2026
Um louco comanda o mundo!
domingo, 5 de abril de 2026
Humanismo.
O Paradoxo dos Direitos Humanos Entre Idealismo e Impunidade
Os Direitos Humanos figuram entre as conquistas mais elevadas da civilização do século XXI.
Frutos de lições amargas extraídas das tragédias que assolaram a humanidade, estes direitos permanecem, contudo, como meras utopias em nações subjugadas por "verdades" místicas ou por conveniências ditatoriais de elites dominantes.
É precisamente aqui que reside um abismo intelectual e ético: enquanto celebramos o valor intrínseco destes direitos, assistimos à sua perversão por "marginais com poder" — dirigentes que operam na sombra e à revelia da lei, perpetuando o tráfico, a escravatura e conflitos injustificáveis.
O que mais alarma é a impunidade: estes agentes gozam de existências faustosas à custa do sofrimento alheio, utilizando a riqueza acumulada para corromper instituições de topo nas próprias sociedades democráticas que dizem defender os direitos humanos.
Milénios depois, estes esquemas socialmente corrosivos não só persistem, como se capilarizam.
A premissa deve ser clara:
Direitos Humanos, sim — mas só para quem os respeita.
Não há coexistência possível entre a dignidade humana e o crime organizado global.
Talvez por isso, mesmo aqueles que repudiam figuras como Trump e os seus desmandos políticos, sexuais e financeiros sintam um eco de justiça quando veem a força bruta do crime ser travada de forma decisiva — seja por míssil contra o narcotráfico furtivo ou contra um regime assassino, dito teocrático.
Será o instinto de sobrevivência da civilização perante a barbárie...
O fosso entre gerações.
Nascido na década de 1950, sinto que a idade não me turvou a memória. Recordo-me de que, na minha juventude, a Segunda Guerra M...
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Como todos os sistemas políticos, o democrático está longe da perfeição! Sendo embora o que mais liberdade individual permite aos seus cida...
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Terá a ver com o publicado, o não publicado e a verdade, como o bom-senso a entende. Isto para tentar justificar o seguinte: O p...
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Se o leitor se colocar na pele de imigrante, sentirá que ter onde viver é fundamental para reiniciar a sua vida, necessariamente, dura...! T...