quarta-feira, 29 de abril de 2026

Montenegro

A análise por mim traçada sobre a figura de Luís Montenegro reflete um descontentamento profundo com o exercício da governação e com a postura ética que se exige de quem ocupa o cargo de Primeiro-Ministro

O retrato que vou apresentar é o de um dirigente cujas ações — ou a falta delas — comprometem a lisura necessária para o serviço público e para a defesa dos valores democráticos.

​Este cenário desenha um padrão preocupante:          

- Opacidade na gestão pública e privada: 

Quando se observam casos como o da construção da sua casa em Espinho e a transferência de ativos da Spinumviva para os filhos, a questão deixa de ser estritamente legal para se tornar uma questão de integridade e exemplo. 

A perceção de que o decisor político contorna a lei — nomeadamente a Lei n.º 52/2019, que visa o reforço da transparência — é corrosiva para a confiança nas instituições.

- O défice democrático no financiamento

A relutância em tornar públicos os financiadores dos partidos políticos é um obstáculo direto à transparência que, sobre redução do populismo e a moralização da política, é essencial.

Sem saber quem financia o poder, o cidadão perde a capacidade de identificar conflitos de interesse, o que alimenta o cinismo e o afastamento da vida coletiva.​

- O distanciamento da realidade laboral:

Ao avançar com uma reforma laboral que não conta com o consenso ou o apoio dos parceiros sociais, o governo ignora a concertação, pilar basilar da estabilidade económica e social, impondo uma visão unilateral que ignora as necessidades reais de quem trabalha e de quem produz.

- A falha moral na política externa:

Talvez o ponto mais grave seja a divergência em relação à posição da União Europeia. 

Num momento em que a coesão europeia é o único baluarte contra a agressão russa, a capitulação perante um regime autoritário e o seu líder, responsável por atrocidades amplamente documentadas, não é apenas um erro diplomático: é uma rutura com o compromisso humanista e democrático que Portugal assumiu perante os seus pares e a comunidade internacional. Porquê?

​Em última análise, o descrito é a antítese de uma democracia robusta. 

Uma sociedade que aspira a reduzir o populismo e impedir a corrupção depende de líderes que sejam, antes de tudo, transparentes e coerentes.

Quando a ação governativa se pauta pela opacidade, pelo desrespeito pelas normas de transparência e por uma condescendência perante a violação dos direitos humanos, o custo não é apenas político — é a erosão sensível da própria fibra moral do país.

​A exigência de transparência e de probidade não deve ser vista como uma crítica partidária, mas como um dever de cidadania ativa, indispensável para resgatar a política do descrédito e devolvê-la ao seu propósito genuíno: 

O bem comum!



sábado, 18 de abril de 2026

O ciclo do consumo...!



Desde há muito que uma questão me abana o espírito: "Se, praticamente, todos os países têm dívida, devem a quem?" ou "Quem controla economicamente o mundo?"

Eis o que consegui saber:
"A quem devem os Governos?

​A dívida pública é dividida em "pedaços" chamados Títulos do Tesouro ou Obrigações. Quem os compra é que é o credor.

Fundos de Pensões e Seguradoras: 

São os maiores donos da dívida mundial. 

Quando você desconta para a sua reforma ou paga um seguro de vida, esse dinheiro não fica parado num cofre; as empresas investem-no em dívida pública por ser considerada segura. 

Ou seja: o governo pode estar a dever-lhe a sua futura reforma.

Bancos Comerciais: Os bancos usam os depósitos dos clientes para comprar títulos do Estado. Isto ajuda-os a ter ativos que rendem juros "garantidos" 

Investidores Privados e Cidadãos Comuns: Qualquer pessoa pode comprar Certificados de Aforro ou Obrigações do Tesouro. Nestes casos, o Estado deve diretamente aos seus cidadãos.

Bancos Centrais: Nos últimos anos (especialmente desde a crise de 2008 e a pandemia), os Bancos Centrais (como o Banco de Portugal/BCE) passaram a comprar muita dívida dos seus próprios países para injetar dinheiro na economia.

Fundos Soberanos e Outros Países: Existem países que têm "dinheiro a mais" (como a China, devido às exportações, ou a Noruega e Arábia Saudita, devido ao petróleo). 

Eles compram dívida de outros países (como os EUA ou Portugal) como forma de guardar as suas poupanças.


​2. O Grande "Loop" Financeiro

​A confusão mental acontece porque pensamos na dívida pública como uma dívida entre vizinhos. 

Mas na economia global, a dívida funciona mais como um sistema de circulação sanguínea:

  1. ​O Estado pede dinheiro para construir escolas ou pagar salários.
  2. ​Um Fundo de Pensões empresta esse dinheiro.
  3. ​O Estado paga juros ao Fundo.
  4. ​O Fundo usa esses juros para pagar a reforma ao cidadão que, por sua vez, paga impostos ao Estado.

​3. Mas então, como é que todos podem estar endividados ao mesmo tempo?

​Imagine que existem 3 pessoas: A, B e C.

​A deve 10€ a B.​

B deve 10€ a C.

C deve 10€ a A. 

Todos estão endividados, mas o sistema continua a funcionar porque o dinheiro está em movimento. 

O problema só surge quando alguém deixa de acreditar que o outro vai pagar (a crise de confiança).


​Resumo: O "Dono" da Dívida

​Se somarmos tudo, cerca de 80% da dívida mundial está em mãos privadas (bancos, fundos e pessoas como eu e você). Os governos não devem uns aos outros num sistema fechado; devem ao sistema financeiro global que, por sua vez, é alimentado pelas poupanças e investimentos de todos nós.

Mas... quem ganha com a circulação da dívida? Os bancos! Ganham sempre!

quarta-feira, 15 de abril de 2026

As atitudes de um louco que acordam o mundo!


A análise da postura externa e de segurança de Donald Trump sugere que o recurso à força desmedida e a retórica da aniquilação não é apenas uma escolha tática, mas uma resposta estratégica proporcional à magnitude das ameaças contemporâneas. 

No que diz respeito ao regime teocrático do Irão, a lógica da "pressão máxima" assenta no princípio de que a contenção diplomática convencional falhou em travar a expansão nuclear e o financiamento do terrorismo regional. 

Ao mobilizar arsenais convencionais e manter a dissuasão nuclear como uma possibilidade real, a estratégia visa desestabilizar a confiança do regime, forçando-o a um recuo que sanções económicas, por si só, nunca conseguiram garantir. 

Ao evocar o "Holocausto no Médio Oriente" anunciado pelo Irão - o seu enorme arsenal, a sua insistência no nuclear, o seu contra-ataque a países muçulmanos - tal funciona como mecanismo de choque, eliminando a ambiguidade dialética e estabelece linhas vermelhas claras que os adversários temem cruzar.


​Paralelamente, a abordagem brutal no combate ao narcotráfico global parte da premissa de que os cartéis e as redes de distribuição de fentanil operam como organizações paramilitares que corroendo minam a soberania das nações. 

A militarização desta luta e o uso de armamento de ponta são vistos, nesta ótica, como as únicas ferramentas capazes de desmantelar infraestruturas as quais, visivelmente, se tornaram demasiado poderosas para forças policiais comuns. 

A visão aqui defendida é a de que problemas existenciais — como a erosão social causada pela droga e a ameaça existencial de uma teocracia nuclear — exigem soluções que ultrapassam os limites da política tradicional. 

É a aplicação do realismo político levado ao extremo, por razões de solidariedade e sobrevivência: num mundo onde o caos se propaga, a projeção de um poder militar avassalador e a vontade de o utilizar surgem como os únicos pilares capazes de restaurar a ordem e garantir a sobrevivência das democracias ocidentais perante inimigos que não reconhecem as regras da ordem internacional.


sábado, 11 de abril de 2026

Épica frustação


É o que podemos sentir após a ineficácia do sociopata Trump face à cleptocracia iraniana.

Após ter gasto em armamento durante 39 dias, mais do que o PIB anual português, Trump... agachou.

Provavelmente, alguém lhe lembrou que tinha eleições em Novembro e as sondagens estavam demasiado baixas para a regra de "esquecimento do eleitor pelas asneiras" cometidas, de oito meses, poder ter sido eficaz.

Assistimos a um combate, com armas modernas, entre loucos do século XXI e fanáticos do século XII.

Trump é um buraco negro na política, cercado por uma corte tão desprovida de noção de estabilidade política e lógica social, quanto ele.

Os ayatolahs são fanáticos que usam religião para justificar a destruição do Ocidente cristão, financiando o seu extenso arsenal militar com o lucro do petróleo vendido a esses mesmos países.

Como foi possível a política mundial chegar a este nível de baixeza e imbecilidade?








quarta-feira, 8 de abril de 2026

Um louco comanda o mundo!

Convém pensarmos... enquanto existimos...:

Como foi possível permitir que um sociopata, alegado pedófilo, alegado autor de fraudes financeiras, alegado amigo íntimo de um criminoso sexual e, apesar dos controlos democráticos tradicionais, ser eleito presidente e comandante chefe do exército mais poderoso do mundo?

Qual o mecanismo democrático que poderia ter travado este alto risco global de guerra, descalabro económico, cleptocracia, nepotismo e amiguismo?

Como pode uma percentagem residual - no caso americano 1,62% de eleitores republicanos a mais do que democratas - decidir sobre os destinos do mundo?

Particularmente, se há conhecimento estatístico de que a maioria se baseia em eleitores com menos escolaridade, menos conhecimento económico interno e menos sensibilidade para movimentos internacionais? 

Democracia tem de, na sua definição, OBRIGAR a mecanismos severos para filtrar votos institivos e votos ponderados, premiando estes em detrimento dos outros!

Se sobrevivermos a Trump...



domingo, 5 de abril de 2026

Humanismo.

  

O Paradoxo dos Direitos Humanos Entre Idealismo e Impunidade

​Os Direitos Humanos figuram entre as conquistas mais elevadas da civilização do século XXI. 

Frutos de lições amargas extraídas das tragédias que assolaram a humanidade, estes direitos permanecem, contudo, como meras utopias em nações subjugadas por "verdades" místicas ou por conveniências ditatoriais de elites dominantes.

​É precisamente aqui que reside um abismo intelectual e ético: enquanto celebramos o valor intrínseco destes direitos, assistimos à sua perversão por "marginais com poder" — dirigentes que operam na sombra e à revelia da lei, perpetuando o tráfico, a escravatura e conflitos injustificáveis.

O que mais alarma é a impunidade: estes agentes gozam de existências faustosas à custa do sofrimento alheio, utilizando a riqueza acumulada para corromper instituições de topo nas próprias sociedades democráticas que dizem defender os direitos humanos.

​Milénios depois, estes esquemas socialmente corrosivos não só persistem, como se capilarizam. 

A premissa deve ser clara: 

Direitos Humanos, sim — mas só para quem os respeita. 

Não há coexistência possível entre a dignidade humana e o crime organizado global. 

Talvez por isso, mesmo aqueles que repudiam figuras como Trump e os seus desmandos políticos, sexuais e financeiros sintam um eco de justiça quando veem a força bruta do crime ser travada de forma decisiva — seja por míssil contra o narcotráfico furtivo ou contra um regime assassino, dito teocrático. 

Será o instinto de sobrevivência da civilização perante a barbárie...







terça-feira, 31 de março de 2026

Eutanásia


Noélia Castillo uma jovem espanhola de 25 anos decidiu submeter-se à eutanásia por depressão grave e constante sofrimento.

Diz-nos a história da jovem que ela foi rejeitada pelos pais que a entregaram a uma instituição, onde foi violada por um grupo e, após outros sofrimentos, tentou suicidar-se várias vezes o que lhe deixou várias mutilações e mais sofrimento.

Questões: 

Quais as razões, o estado mental, as circunstâncias, em que os pais decidem rejeitar um filho?

Porque conceberam a criança?

Porquê o estado, os estados, permitem estas monstruosidades sobre crianças em nome da "proteção às crianças"?

Quais as razões pelas quais a "justiça" permanece indiferente, impotente e silenciosa?

A quem interessa este conjunto pantanoso?

Em nome da humanidade para com os pais cometem-se as maiores brutalidades sobre os filhos, perante a silenciosa cumplicidade social?

Montenegro

A análise por mim traçada sobre a figura de Luís Montenegro reflete um descontentamento profundo com o exercício da governação e com a postu...