MacTruth
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terça-feira, 31 de março de 2026
Eutanásia
domingo, 29 de março de 2026
A verdade eterna!
Embora já tenha abordado este tema, a urgência do momento exige que o faça com uma explicação renovada.
O recente cenário político nos Estados Unidos, personificado na figura de Donald Trump, serve como exemplo a um fenómeno preocupante: ascensão - palavrosa, gesticulada e desbragada - da retórica movida pelo narcisismo, gula e ressentimento, conseguindo rivalizar — e muitas vezes superar — a satisfação de sentir o bom senso do equilíbrio institucional.
Uma democracia deve ter como objetivo primordial a educação social gratuita e universal.
Apenas a educação permite a alguém perceber a diferença entre conversa vazia e dificuldades reais num país.
Tal não é apenas um direito, mas necessidade estratégica da Democracia
Para que o sistema funcione, o cidadão precisa de ferramentas intelectuais que lhe permitam:
- Identificar promessas irrealizáveis por mais sedutoras que sejam as suas roupas.
- Valorizar a Igualdade
- Compreender que Estado de Direito é o que tenta tratar de forma equânime todos os indivíduos independentemente de sua origem, cultura ou condição económica
- Respeitar a alteridade
- Consolidar convivência harmoniosa entre diferentes religiões, etnias e géneros.
A vitória eleitoral da figura de Trump com um histórico de desinformação científica e desrespeito pelas instituições — como a indiferença social à invasão do Capitólio e assassinatos em consequência, perdão aos assassinos e desvalorização de crises sanitárias — não acontece sem motivo.
Foi resultado de um sistema que negligenciou durante décadas, pilares básicos como saúde, formação e proteção social das suas classes média e baixa.
Quando a estrutura falha, o eleitorado torna-se permeável a lideranças erráticas, movidas por ódio acumulado que cega perante erros alheios, ainda que menores e óbvios.
Democracia e o valor da Paz
Não é criticar a Democracia por erros em tempos de Paz, mas sim de considerar que ela é um organismo vivo que precisa proteção e exige uma renovadora manutenção.
Ao abdicar do cuidado intensivo com a educação dos seus cidadãos, o sistema fica vulnerável à demagogia.
A História ensina-nos que o vazio da alfabetização política é rapidamente preenchido por lógicas totalitárias, oligarquias ou teocracias que, invariavelmente, conduzem à guerra e ao sacrifício... de gerações.
A Paz que vivemos há mais de 80 anos é o bem mais precioso das sociedades democráticas na Europa. O único que permite que as próximas gerações continuem cumprindo este legado.
Quando esse bem é esquecido — como se viu em Portugal no passado — o resultado foi o crescimento possibilitado a forças extremistas as quais - capitalizando descontentamento de novas gerações impreparadas - desconsideram e minimizam o muito conseguido em Democracia.
Não há sistemas políticos sem falhas!
Mas há apenas UM de todos para todos e, outros, de todos para um só indivíduo ou pequeno grupo.
E a Democracia só sobrevive se for capaz de formar as gerações imunes ao canto da sereia do autoritarismo.
Ignorar o pilar educação não é apenas uma falha política; é negligência civilizacional.
Aqueles que esquecem a exigência de liberdade de discernimento, facilitando ferramentas para tal, condenam não apenas o presente mas também o futuro e não devem governar.
quarta-feira, 25 de março de 2026
Viajando e governando...!
A Matemática do Absurdo: Onde Param os Milhões das Viagens?
É urgente falar sobre a obscenidade dos gastos em viagens do Governo. Entre o executado em 2024 e o projetado para 2026, assistimos a um assalto planeado ao erário público sob o pretexto de "deslocações".
O Raio-X do Gasto
Se considerarmos uma viagem padrão de 3 dias a Bruxelas (Voo em executiva, alojamento e ajudas de custo) num valor de 1.600€, os números do Orçamento do Estado revelam uma realidade paralela:
- 2024: 113,3 Milhões €
- 2025: 156,6 Milhões € (+38%)
- 2026: ~165 Milhões € (Projetado)
O "Impossível" Político
Com 165 milhões de euros, o Governo está a orçamentar o equivalente a 103.125 viagens individuais.
Se dividirmos este valor pelos 58 governantes atuais, cada um teria de realizar 1.778 viagens por ano. Matemática e fisicamente, isto significaria que cada governante passaria 5.334 dias por ano fora do país.
Como o ano só tem 365 dias, a pergunta é inevitável:
Quem está, afinal, a viajar com o nosso dinheiro? ,
Serão comitivas intermináveis de assessores?
Serão custos sumptuários escondidos?
Mais espantoso: Onde estão os naturais protestos da Oposição que NÃO SE OUVEM?
Ou é apenas a mais pura falta de escrutínio e o risco de um défice excessivo a ser alimentado por mordomias?
A Exigência de Auditoria
Num país com dois milhões de pobres, onde a inflação ronda os 2% e os meios digitais permitem trabalho remoto, este aumento de quase 50% de deslocações em dois anos é uma traição à confiança do eleitor.
Para que servirão os sistemas de teleconferência?
Será que apenas presencialmente será possível avaliar e discutir situações?
Exigimos:
- Auditorias Internacionais Obrigatórias: Equipas independentes, sorteadas sob sigilo, para analisar cada euro gasto em consumo intermédio.
- Transparência Digital: Um portal onde o cidadão possa ver, em tempo real, quem viajou, com que acompanhantes e com que justificação, bem como o(s) motivo(s).
- Relatórios dessas reuniões em sumário(s) executivo(s) de leitura clara e fácil para um cidadão com a escolaridade obrigatória e colocados no site do governo nas duas semanas posteriores à deslocação.
- Responsabilização Direta: O Primeiro-Ministro e o Presidente da República não devem assinar estes orçamentos sem explicar a quem neles confiou este desvio da realidade. É um abuso à confiança neles delegada!
A impunidade perante o exagero é o que destrói a Democracia.
Enquanto o Governo voa em executiva, o povo fica em terra a pagar a fatura.
domingo, 22 de março de 2026
Ideais versus causas. A crise da Democracia.
Deputados em lista, como desvio à validade democrática.
A Esquerda, da qual fiz parte, com orgulho e moralmente, de arma na mão — impulsionada, sem dúvida, pela audácia da extrema-esquerda — parece ter-se perdido pelo caminho.
Trocámos a guerra dos grandes ideais por escaramuças em "causas" de nicho, muitas vezes ditadas por conveniências de calendário eleitoral.
Esquecemos um princípio básico: as causas específicas têm o seu lugar natural na educação e sensibilização social.
Quando tentamos forçar estes interesses de grupo para o centro da política geral, o resultado é a fragmentação.
O foco no "geral" perde-se, e o preço dessa escolha é alto: paga-se com a incompreensão do eleitor, com contestação silenciosa e com abstenção.
O Erro do "Blindado" por Listas
Considerar que eleições "em lista" são suficientes para representar as várias sensibilidades em qualquer partido é um erro estratégico e democrático.
Este modelo protege o "amiguismo" e distancia o deputado do cidadão:
- O eleitor merece uma relação direta e palpável com quem o representa.
- Votar numa lista de desconhecidos, escolhidos por serem "fiéis" às direções partidárias, aniquila o sentido de responsabilidade política que um candidato deveria ter para com o seu eleitor
A Constituição Não É Obstáculo
É preciso desmontar a narrativa de que a Constituição da República Portuguesa (CRP) impõe este distanciamento.
A CRP não obriga a listas fechadas e impenetráveis.
Os partidos têm a liberdade - se o desejarem - de implementar "primárias distritais abertas" a militantes e simpatizantes para designarem OS SEUS candidatos a deputados.
O que falta não é base legal, é coragem política.
Um Caminho para a Regeneração
Para salvar a democracia do crescimento dos extremismos, precisamos de injetar transparência no sistema.
Transparência para o Cidadão:
Democracia exige que a informação flua fácil e clara, logo digerível pelos eleitores, para acompanhar as governações.
O eleitor deve ter acesso a sumários executivos claros por entidades especializadas, diversas, internacionais e - através de software auditado regularmente por entidades plurinacionais - sorteadas, reportando como os seus governantes estão a gerir o bem comum.
Este é o momento de decidir: ou reformamos o sistema para o tornar transparente e aproximar deputados do povo ou, continuaremos a alimentar a narrativa que apenas serve interesses a quem quer destruir - com aproveitamento pessoal - a democracia por dentro.
quarta-feira, 18 de março de 2026
Onde se vive melhor...
domingo, 15 de março de 2026
Cleptocracia. Conhece caso semelhante?
Numa cleptocracia, os governantes tratam o tesouro público como a sua conta bancária pessoal.
É um regime de corrupção institucionalizada onde a prioridade não é governar, mas sim extrair o máximo de riqueza possível do país.
Risco Económico:
Leva, invariavelmente, ao défice excessivo, ao empobrecimento da população e ao colapso dos serviços públicos, já que o dinheiro destinado a hospitais e escolas acaba em contas offshore.
A Necessidade de Controlo
Para evitar que uma democracia se transforme em qualquer um destes cenários, a vigilância sobre os gastos públicos é fundamental. A proteção do interesse público exige sempre:
Auditorias Internacionais e Sorteadas:
Para garantir a independência, os auditores não devem ter ligações nem depedências políticas e a sua seleção deve ser aleatória, sigilosa, efectuada por sistema informático.
Transparência Total:
Disponibilização de sumários executivos claros em linguagem acessível, para que o eleitor possa fiscalizar onde cada euro é investido.
Responsabilidade Orçamental:
Regras rígidas contra o endividamento descontrolado, que muitas vezes serve apenas para alimentar redes de clientelismo.
Sem mecanismos de fiscalização externa, independente da política nacional e por sistema informático fechado regularmente auditado, o risco de o poder se fechar em si mesmo — seja para proteger fortunas ou para as criar ilegalmente — tem sido e é uma ameaça constante à soberania do povo.
quinta-feira, 12 de março de 2026
Cinismo internacional.
O Paradoxo Teocrático
O Caso do Irão
Existe um cinismo jurídico no embate entre democracias e o regime do Irão. É um facto reconhecido que o Irão opera como uma teocracia cujos moldes remontam à Baixa Idade Média.
Surge então a questão central:
Como pode o Direito Internacional, criado para proteger e fomentar sistemas democráticos, ser usado como escudo para proteger regimes que declaradamente procuram a aniquilação dessas mesmas democracias?
Não é coerente utilizar as leis do século XXI para salvaguardar um regime que:
- Desrespeita sistematicamente os Direitos Humanos.
- Submete as mulheres a leis opressivas (proibição de circular sem companhia ou falar alto em público).
- Rejeita a transparência e o escrutínio internacional.
Uma Visão Estratégica
O Direito Internacional não pode servir para defender "dinossaurias" ideológicas ou regimes criminosos.
Como democratas, devemos exigir que todas as intervenções e gastos públicos sejam transparentes e auditados.
A paz duradoura só será alcançada quando o Direito Internacional for aplicado com rigor e consequências visíveis, sem exceções para superpotências, mas também sem complacência para com tiranias teocráticas.
Eutanásia
Noélia Castillo uma jovem espanhola de 25 anos decidiu submeter-se à eutanásia por depressão grave e constante sofrimento. Diz-n...
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Como todos os sistemas políticos, o democrático está longe da perfeição! Sendo embora o que mais liberdade individual permite aos seus cida...
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Terá a ver com o publicado, o não publicado e a verdade, como o bom-senso a entende. Isto para tentar justificar o seguinte: O p...
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Se o leitor se colocar na pele de imigrante, sentirá que ter onde viver é fundamental para reiniciar a sua vida, necessariamente, dura...! T...