sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Somos governados por pedófios, corruptos e sociopatas.


​A questão central reside em como travar a ascensão ao poder de indivíduos sem escrúpulos ou com patologias do foro mental, um fenómeno que se alastra globalmente.

Aqueles que se apresentam como "dignos" revelam-se, frequentemente, narcisistas ou mentirosos compulsivos.

​O caso Epstein é o expoente máximo desta "monarquia" descarada e indecente que, há décadas, manobra as populações e os erários públicos. 

O cenário é de orgias, pedofilia, corrupção, nepotismo e traição — tudo sob o manto de uma impunidade absoluta que os faz sentir intocáveis.


​Contudo, é inútil "chover no molhado". O que é urgente e decisivo é a mobilização das populações contra esta sobranceria, através de medidas concretas. Proponho:

​A) Escrutínio Psiquiátrico Independente

  1. Avaliação Obrigatória: Qualquer candidato ou nomeado para cargos governativos, antes de iniciar o exercício de funções, deve ser sujeito a uma avaliação psiquiátrica por um painel de cinco especialistas (com pelo menos dez anos de experiência). Estes devem ser designados pelo Colégio de Psiquiatria da Ordem dos Médicos ou entidade equivalente de um país democrático situado no Top 10 do Democracy Index (DI) da Economist Intelligence Unit.
  2. Confidencialidade: A identidade dos psiquiatras avaliadores deve ser protegida, sendo apenas do conhecimento do órgão regulador que os designou.
  3. Mecanismo de Recurso: Da avaliação inicial caberá recurso para um colégio de um país distinto (também no Top 10 do DI). Se o parecer coincidir, a decisão é definitiva. 
  4. Havendo discrepância, a decisão final será tomada pelo órgão coletivo máximo de um terceiro país (também da DI) - com base nas avaliações produzidas - no prazo de uma semana após a última avaliação.

​B) Implementação do Polígrafo Digital

​Mantenho-me um defensor acérrimo de uma ferramenta que o poder teme e que o sistema judicial tenta diabolizar: o Polígrafo. Utilizado com sucesso há quase um século pelos principais serviços de segurança, esta tecnologia é rápida, de baixo custo e eficaz.

​A implementação da sua versão digital — equipada com sensores de dilatação pupilar — para o controlo regular de governantes seria um passo decisivo. Uma vez exigido por lei, este escrutínio traria a transparência e a tranquilidade que as sociedades exigem e merecem.









terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

MPGA



Make Portugal Great Again (MPGA)

​É uma hipótese que, a qualquer português de bom senso, arrancará um sorriso condescendente.

Make Portugal Great Again significaria um recuo de seiscentos anos, até às caravelas e ao Império. Já o Make America Great Again propõe regressar a um passado de há apenas um século. 

A diferença é gritante: por que razão um povo acredita poder retroceder cem anos, enquanto o outro sorri perante a ideia de recuar seiscentos?

​A resposta reside na ilusão sobre a variável mais implacável da existência: o Tempo. Ele é extraordinário precisamente por ser unidirecional; o tempo só sabe marchar para a frente.

​Apenas uma mente perturbada poderia propor a uma nação regressar ao passado. 

Mas há algo pior: o facto de a maioria desse povo escolher acreditar na miragem. 

E o que torna tudo ainda mais desconcertante é que este país — este povo — continua a ser a potência hegemónica do planeta. 

Militarmente, tecnologicamente e em termos de PIB, os EUA estão num patamar isolado onde, a curto prazo, ninguém o alcança.

​Esta pujança factual reduz o slogan MAGA ao vazio absoluto. 

A América não precisa de "voltar" a ser grande; ela já o é.

​O que se esperaria de uma liderança com tal poder seria a continuidade de um ciclo de paz, o fomento do desenvolvimento e a disseminação global da qualidade de vida que esta civilização logrou alcançar. 

Jamais a inauguração de uma era baseada na chantagem militar, no apoio a autocracias, na culpabilização das vítimas e na substituição da razão óbvia pelo hiper-enriquecimento de um líder e do seu círculo de privilégio.

​É difícil perdoar aos arquitetos deste caos que em nome de uma suposta grandeza nacional, justifiquem o descalabro universal. 

Quem troca o progresso partilhado pelo isolacionismo autoritário não está a fazer história; está apenas a tentar, inutilmente, travar o relógio.





domingo, 15 de fevereiro de 2026

A "especialidade" de ser português...

​O Mito do "Melhor Povo" e a Entrada na Federação Europeia


A afirmação reiterada de Marcelo Rebelo de Sousa de que os portugueses são “os melhores do mundo” merece uma análise crítica que vai além do patriotismo superficial. 

O que surge como um estímulo nacional parece-me, na verdade, um exagero deliberado que roça perigosamente um sentimento de supremacia.


​A Falácia da Pureza e a Realidade Histórica

​É contraditório invocar uma superioridade intrínseca num povo cuja génese é a própria definição de mistura. 

A identidade portuguesa consolida-se através de uma profunda fusão, afinidade e cultura:

​Herança Pré-Romana e Romana: 

Iberos, celtas e lusitanos sob a égide de Roma.

​Influências Germânicas e Semíticas: 

Visigodos e árabes que moldaram o território por séculos.

​Cosmopolitismo Monárquico: 

Uma aristocracia que, desde o século XII, se fundou com as principais casas reais europeias.

O Impacto Diplomático e o Radicalismo

​Quando proferida pela figura máxima do Estado, esta retórica torna-se, no mínimo, deselegante perante a comunidade internacional.

Mais do que isso, aproxima-se de um nacionalismo de matriz segregadora, tipicamente explorado por movimentos de extrema-direita, que dividem o mundo entre "nós" (os melhores) e os "outros".


União x Federação: O Dilema Europeu

Este tipo de discurso é precisamente o que impede uma Europa de avanço. Enquanto persistir a crença de que certas nações são superiores a outras — baseando-se em glórias passadas ou conveniências presentes para instruções especiais — o projeto europeu continuará fragilizado.

A diferença fundamental reside na estrutura de poder :

​A União Europeia atual: Um somatório de vontades parciais, interesses divergentes ou de coleta eleitoral interna.

​Os Blocos Concorrentes (EUA, China): Corpos geopolíticos únicos que atuam com determinação centralizada.


Conclusão: Os grandes concorrentes económicos e militares da UE são federações ou estados unitários

Enquanto a Europa pára refém dos "excecionalismos" nacionalistas e continuará a ser um conjunto de "meias vontades" incapazes de gerar a força de uma verdadeira federação .



sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Detesto ser injusto...


...mas poupem-me à parvoíce. Ou à presunção de que sou parvo.

​Há mais de uma semana que a atualidade nacional vive num estado de inundação permanente, interrompida apenas pelo futebol. 

Os media parecem empenhados em dar tempo de antena às 4 centenas de licenciados que Portugal, na área da informação, forma anualmente permitindo-lhes reciclar o mesmo nada, vezes sem conta. 

Entre a profecia do desastre e a perseguição inquisitória a governantes e forças de socorro, falta tudo: falta critério, falta solidez e falta, sobretudo, honestidade intelectual.

​O que vemos é um funil emocional. 

Sob o pretexto do interesse público, vende-se o drama privado para alimentar uma máquina publicitária voraz, que nos assalta a cada cinco minutos com 'breves instantes' de puro consumo.

No fim, a lama que fica nos sapatos dos repórteres é a mesma que tentam atirar à nossa inteligência.









quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Porque voam as telhas?


Tenho pouco de engenheiro civil, mas muito de curioso.

Quando há uns anos tive uma infiltração de água que vinha do telhado, amarrei uma ponta da corda à minha cintura e outra à chaminé e subi ao telhado.
Vi então que, as telhas - pesando em média 2,5Kg - estavam sobrepostas, encaixando nas extremidades umas das outras mas, soltas...

Alguém me disse:
"Os telhados são sempre assim... As telhas ficam em "auto-suporte" entre pequenas vigas (vigotas)."

Claro que este sistema, embora expedito, não é resistente a uma forte ventania nem o vidro resiste a um embate violento.

Mas quem se preocupa com isso?
A cultura de facilitismo, de mínimo de mão-de-obra e rapidez no concluir, impede que qualquer entidade se tenha oposto a esta "solução" simples e barata.

O Kristin é ímpar na história climatológica do país!
A intensidade do vento bateu recordes, no mínimo de 175 anos!

Ninguém o poderia prever, sem se preocupar em exagerar valores.

Mas que servem de lição: 
As telhas, bem como as chapas de zinco servindo de cobertura, têm de ser bem agarradas entre elas e presas às estruturas que as suportam.

Ou as mortes que ocorreram serviram apenas para comentário mediático...!







Existe Poder Comum!


Defesa da Democracia: 

O Dever de Resistir

​Os ataques abertos ao espírito democrático — por quem conhece bem o abismo das teocracias e ditaduras — impõem-nos um dever inadiável:

Defender a liberdade a qualquer preço. 

É revigorante ver adversários históricos unidos num propósito comum: salvaguardar o modelo de sociedade mais avançado que a humanidade já construiu.


​A Anatomia da Tirania

​O desespero do aspirante a ditador manifesta-se em palavras que ferem como pedras, discursos corrosivos e perdão ultrajante a criminosos. 

É a barbárie institucionalizada!

Agentes encapuzados atuando contra populações civis sob o olhar complacente do poder.

​Quando a impotência se disfarça em justificação intelectual para chefes de estado e militares, o caminho ficou livre para a maior das monstruosidades: Um mundo é governado por um psicopata legitimado por voto popular de 2,7 milhões que podem dominar 8 biliões de pessoas


​O Voto do Despeito

​Que povo elege a loucura?

Um povo intelectualmente desprotegido, que encontra no caos a resposta para as falhas de um sistema que tudo prometeu e entregou o vazio.

Foram décadas de promessas quebradas: sem saúde, sem educação, sem dignidade na velhice.

​Enquanto a opulência dos bilionários floresce, o desemprego desespera as maiorias. 

O povo, negligenciado pelas elites que juraram servi-lo, elegeu agora o manifesto do seu próprio despeito.


​O Caminho da Reconstrução

​Mas cuidado: destruir o sistema não cura o mal; apenas abre as portas a mais anarquia, onde prospera. 

O caminho não é a demolição, mas a refundação

É preciso avaliar, substituir, limitar poderes e assegurar direitos.

​O mundo, com toda a sua complexidade, ficará ingovernável se as únicas ferramentas forem o ódio e a demência.



domingo, 1 de fevereiro de 2026

O sorvedouro da saúde...

Os custos da saúde ameaçam o SNS  nacional tal como já limitaram outros na Europa, com destaque para o NHS, britânico.
Não serão apenas interesses de lucro privado a minar esta instituição social.

Também transportes, pessoal (150.000 são remunerados directamente), operação e manutenção, segurança...

Se a isto adicionarmos farmacêuticos e equipamentos teremos os 14.936 milhões que os nossos impostos vão, este ano, pagar.

Um caso, passado comigo, será um exemplo das limitações fortes de quem tem gerido o SNS:
Tive uma queda em V. do Castelo que me deixou bastante mal tratado. Como tinha dúvidas e não tinha a certeza se havia batido com a cabeça numa parede próxima, dirigi-me às urgências do hospital local.

Cumpri a rotina de entrada e lembrei que havia pouco tempo, tinha tirado análises gerais no SNS em Lisboa.
Uma sra. que estava do outro lado do guichet, perguntou-me se as tinha ali, ao que respondi, não.
"Bem, é que o SNS não tem sistema de dados centralizado ..."

35 anos após o uso da informática, o sistema ainda não está centralizado?
Tive que fazer novas análises, esperar por um EEG e assinar um termo de responsabilidade porque ao fim de 5 horas de espera, senti-me melhor e... estava farto.
Os milhares de milhões gastos anualmente desde 1980 no SNS, obviamente, não são para servir bem os usuários. 

São para servir... a quem dele se serve...!

No SNS, vivemos um paradoxo: o orçamento sobe todos os anos, mas a sensação de escassez permanece.

Em 2026, prevê-se que a despesa do SNS cresça cerca de 4,5% (um aumento de mais de 672 milhões de euros), mas os custos com medicamentos estão a um ritmo muito superior.

Vejamos: 

Enquanto o orçamento geral crescia a um dígito , a despesa com medicamentos em meio hospitalar chegou a subir quase 15% num único ano.

Sabemos que o custo não sobe porque se compram "mais" caixas de comprimidos comuns, mas porque os novos tratamentos ( imunoterapia , doenças raras ) são caríssimos. Uma única terapia genética pode custar centenas de milhares de euros. 

Porém, três questões devem ser colocadas: 

- Quem, como e com que critérios negoceia o custo dos medicamentos aos hospitais?

- Porquê a UE não tem delegação de poder dos estados-membros para negociar, como fez aquando do Covid, preços de medicamentos para 400 milhões de habitantes e depois os distribui?

- Será que negociando com cada um dos 27, o lucro das farmacêuticas e de algumas pessoas (quem será?...) é maior empresarial e também pessoalmente?

O aumento anual do OE para a saúde vai ser quase totalmente “engolido” por dois fatores: Salários (as despesas com pessoal subiram 5,2%) e Tecnologia / Medicamentos

A sistematização destes gastos sem ideias de gestão inovadoras (sugiro um forte recurso à Inteligência Artificial) deixa muito pouca margem para que a “máquina” administrativa se modernize, perpetuando a ineficiência funcional e o bom serviço que todos pagam e merecem!




Somos governados por pedófios, corruptos e sociopatas.

​A questão central reside em como travar a ascensão ao poder de indivíduos sem escrúpulos ou com patologias do foro mental, um ...