quarta-feira, 15 de abril de 2026

As atitudes de um louco que acordam o mundo!


A análise da postura externa e de segurança de Donald Trump sugere que o recurso à força desmedida e a retórica da aniquilação não é apenas uma escolha tática, mas uma resposta estratégica proporcional à magnitude das ameaças contemporâneas. 

No que diz respeito ao regime teocrático do Irão, a lógica da "pressão máxima" assenta no princípio de que a contenção diplomática convencional falhou em travar a expansão nuclear e o financiamento do terrorismo regional. 

Ao mobilizar arsenais convencionais e manter a dissuasão nuclear como uma possibilidade real, a estratégia visa desestabilizar a confiança do regime, forçando-o a um recuo que sanções económicas, por si só, nunca conseguiram garantir. 

Ao evocar o "Holocausto no Médio Oriente" anunciado pelo Irão - o seu enorme arsenal, a sua insistência no nuclear, o seu contra-ataque a países muçulmanos - tal funciona como mecanismo de choque, eliminando a ambiguidade dialética e estabelece linhas vermelhas claras que os adversários temem cruzar.


​Paralelamente, a abordagem brutal no combate ao narcotráfico global parte da premissa de que os cartéis e as redes de distribuição de fentanil operam como organizações paramilitares que corroendo minam a soberania das nações. 

A militarização desta luta e o uso de armamento de ponta são vistos, nesta ótica, como as únicas ferramentas capazes de desmantelar infraestruturas as quais, visivelmente, se tornaram demasiado poderosas para forças policiais comuns. 

A visão aqui defendida é a de que problemas existenciais — como a erosão social causada pela droga e a ameaça existencial de uma teocracia nuclear — exigem soluções que ultrapassam os limites da política tradicional. 

É a aplicação do realismo político levado ao extremo, por razões de solidariedade e sobrevivência: num mundo onde o caos se propaga, a projeção de um poder militar avassalador e a vontade de o utilizar surgem como os únicos pilares capazes de restaurar a ordem e garantir a sobrevivência das democracias ocidentais perante inimigos que não reconhecem as regras da ordem internacional.


sábado, 11 de abril de 2026

Épica frustação


É o que podemos sentir após a ineficácia do sociopata Trump face à cleptocracia iraniana.

Após ter gasto em armamento durante 39 dias, mais do que o PIB anual português, Trump... agachou.

Provavelmente, alguém lhe lembrou que tinha eleições em Novembro e as sondagens estavam demasiado baixas para a regra de "esquecimento do eleitor pelas asneiras" cometidas, de oito meses, poder ter sido eficaz.

Assistimos a um combate, com armas modernas, entre loucos do século XXI e fanáticos do século XII.

Trump é um buraco negro na política, cercado por uma corte tão desprovida de noção de estabilidade política e lógica social, quanto ele.

Os ayatolahs são fanáticos que usam religião para justificar a destruição do Ocidente cristão, financiando o seu extenso arsenal militar com o lucro do petróleo vendido a esses mesmos países.

Como foi possível a política mundial chegar a este nível de baixeza e imbecilidade?








quarta-feira, 8 de abril de 2026

Um louco comanda o mundo!

Convém pensarmos... enquanto existimos...:

Como foi possível permitir que um sociopata, alegado pedófilo, alegado autor de fraudes financeiras, alegado amigo íntimo de um criminoso sexual e, apesar dos controlos democráticos tradicionais, ser eleito presidente e comandante chefe do exército mais poderoso do mundo?

Qual o mecanismo democrático que poderia ter travado este alto risco global de guerra, descalabro económico, cleptocracia, nepotismo e amiguismo?

Como pode uma percentagem residual - no caso americano 1,62% de eleitores republicanos a mais do que democratas - decidir sobre os destinos do mundo?

Particularmente, se há conhecimento estatístico de que a maioria se baseia em eleitores com menos escolaridade, menos conhecimento económico interno e menos sensibilidade para movimentos internacionais? 

Democracia tem de, na sua definição, OBRIGAR a mecanismos severos para filtrar votos institivos e votos ponderados, premiando estes em detrimento dos outros!

Se sobrevivermos a Trump...



domingo, 5 de abril de 2026

Humanismo.

  

O Paradoxo dos Direitos Humanos Entre Idealismo e Impunidade

​Os Direitos Humanos figuram entre as conquistas mais elevadas da civilização do século XXI. 

Frutos de lições amargas extraídas das tragédias que assolaram a humanidade, estes direitos permanecem, contudo, como meras utopias em nações subjugadas por "verdades" místicas ou por conveniências ditatoriais de elites dominantes.

​É precisamente aqui que reside um abismo intelectual e ético: enquanto celebramos o valor intrínseco destes direitos, assistimos à sua perversão por "marginais com poder" — dirigentes que operam na sombra e à revelia da lei, perpetuando o tráfico, a escravatura e conflitos injustificáveis.

O que mais alarma é a impunidade: estes agentes gozam de existências faustosas à custa do sofrimento alheio, utilizando a riqueza acumulada para corromper instituições de topo nas próprias sociedades democráticas que dizem defender os direitos humanos.

​Milénios depois, estes esquemas socialmente corrosivos não só persistem, como se capilarizam. 

A premissa deve ser clara: 

Direitos Humanos, sim — mas só para quem os respeita. 

Não há coexistência possível entre a dignidade humana e o crime organizado global. 

Talvez por isso, mesmo aqueles que repudiam figuras como Trump e os seus desmandos políticos, sexuais e financeiros sintam um eco de justiça quando veem a força bruta do crime ser travada de forma decisiva — seja por míssil contra o narcotráfico furtivo ou contra um regime assassino, dito teocrático. 

Será o instinto de sobrevivência da civilização perante a barbárie...







terça-feira, 31 de março de 2026

Eutanásia


Noélia Castillo uma jovem espanhola de 25 anos decidiu submeter-se à eutanásia por depressão grave e constante sofrimento.

Diz-nos a história da jovem que ela foi rejeitada pelos pais que a entregaram a uma instituição, onde foi violada por um grupo e, após outros sofrimentos, tentou suicidar-se várias vezes o que lhe deixou várias mutilações e mais sofrimento.

Questões: 

Quais as razões, o estado mental, as circunstâncias, em que os pais decidem rejeitar um filho?

Porque conceberam a criança?

Porquê o estado, os estados, permitem estas monstruosidades sobre crianças em nome da "proteção às crianças"?

Quais as razões pelas quais a "justiça" permanece indiferente, impotente e silenciosa?

A quem interessa este conjunto pantanoso?

Em nome da humanidade para com os pais cometem-se as maiores brutalidades sobre os filhos, perante a silenciosa cumplicidade social?

domingo, 29 de março de 2026

A verdade eterna!


Embora já tenha abordado este tema, a urgência do momento exige que o faça com uma explicação renovada. 

O recente cenário político nos Estados Unidos, personificado na figura de Donald Trump, serve como exemplo a um fenómeno preocupante: ascensão - palavrosa, gesticulada e desbragada - da retórica movida pelo narcisismo, gula e ressentimento, conseguindo rivalizar — e muitas vezes superar — a satisfação de sentir o bom senso do equilíbrio institucional.

Uma democracia deve ter como objetivo primordial a educação social gratuita e universal. 

Apenas a educação permite a alguém perceber a diferença entre conversa vazia e dificuldades reais num país.

Tal não é apenas um direito, mas necessidade estratégica da Democracia

Para que o sistema funcione, o cidadão precisa de ferramentas intelectuais que lhe permitam:

- Identificar promessas irrealizáveis ​​por mais sedutoras que sejam as suas roupas.

- Valorizar a Igualdade

- Compreender que Estado de Direito é o que tenta tratar de forma equânime todos os indivíduos independentemente de sua origem, cultura ou condição económica

- Respeitar a alteridade

- Consolidar convivência harmoniosa entre diferentes religiões, etnias e géneros.


​A vitória eleitoral da figura de Trump com um histórico de desinformação científica e desrespeito pelas instituições — como a indiferença social à invasão do Capitólio e assassinatos em consequência, perdão aos assassinos e desvalorização de crises sanitárias — não acontece sem motivo. 

Foi resultado de um sistema que negligenciou durante décadas, pilares básicos como saúde, formação e proteção social das suas classes média e baixa. 

Quando a estrutura falha, o eleitorado torna-se permeável a lideranças erráticas, movidas por ódio acumulado que cega perante erros alheios, ainda que menores e óbvios.

 Democracia e o valor da Paz

​Não é criticar a Democracia por erros em tempos de Paz, mas sim de considerar que ela é um organismo vivo que precisa proteção e exige uma renovadora manutenção

Ao abdicar do cuidado intensivo com a educação dos seus cidadãos, o sistema fica vulnerável à demagogia. 

A História ensina-nos que o vazio da alfabetização política é rapidamente preenchido por lógicas totalitárias, oligarquias ou teocracias que, invariavelmente, conduzem à guerra e ao sacrifício... de gerações.

A Paz que vivemos há mais de 80 anos é o bem mais precioso das sociedades democráticas na Europa. O único que permite que as próximas gerações continuem cumprindo este legado.

Quando esse bem é esquecido — como se viu em Portugal no passado — o resultado foi o crescimento possibilitado a forças extremistas as quais - capitalizando descontentamento de novas gerações impreparadas - desconsideram e minimizam o muito conseguido em Democracia.

Não há sistemas políticos sem falhas!

Mas há apenas UM de todos para todos e, outros, de todos para um só indivíduo ou pequeno grupo.

E a Democracia só sobrevive se for capaz de formar as gerações imunes ao canto da sereia do autoritarismo.

Ignorar o pilar educação não é apenas uma falha política; é negligência civilizacional. 

Aqueles que esquecem a exigência de liberdade de discernimento, facilitando ferramentas para tal, condenam não apenas o presente mas também o futuro e não devem governar.

















quarta-feira, 25 de março de 2026

Viajando e governando...!


A Matemática do Absurdo: Onde Param os Milhões das Viagens?

​É urgente falar sobre a obscenidade dos gastos em viagens do Governo. Entre o executado em 2024 e o projetado para 2026, assistimos a um assalto planeado ao erário público sob o pretexto de "deslocações".

​O Raio-X do Gasto

​Se considerarmos uma viagem padrão de 3 dias a Bruxelas (Voo em executiva, alojamento e ajudas de custo) num valor de 1.600€, os números do Orçamento do Estado revelam uma realidade paralela:

  • 2024: 113,3 Milhões €
  • 2025: 156,6 Milhões € (+38%)
  • 2026: ~165 Milhões € (Projetado)

​O "Impossível" Político

​Com 165 milhões de euros, o Governo está a orçamentar o equivalente a 103.125 viagens individuais de três dias a Bruxelas.

​Se dividirmos este valor pelos 58 governantes atuais, cada um teria de realizar 1.778 viagens por ano. Matemática e fisicamente, isto significaria que cada governante passaria 5.334 dias por ano fora do país.

​Como o ano só tem 365 dias, a pergunta é inevitável: 

Quem está, afinal, a viajar com o nosso dinheiro? ,

Serão comitivas intermináveis de assessores? 

Serão custos sumptuários escondidos?

Mais espantoso: Onde estão os naturais protestos da Oposição que NÃO SE OUVEM?

Ou é apenas a mais pura falta de escrutínio e o risco de um défice excessivo a ser alimentado por mordomias?

​A Exigência de Auditoria

​Num país com dois milhões de pobres, onde a inflação ronda os 2% e os meios digitais permitem trabalho remoto, este aumento de quase 50% de deslocações em dois anos é uma traição à confiança do eleitor.

Para que servirão os sistemas de teleconferência?

Será que apenas presencialmente será possível avaliar e discutir situações?


Exigimos:

  1. Auditorias Internacionais Obrigatórias: Equipas independentes, sorteadas sob sigilo, para analisar cada euro gasto em consumo intermédio.
  2. Transparência Digital: Um portal onde o cidadão possa ver, em tempo real, quem viajou, com que acompanhantes e com que justificação, bem como o(s) motivo(s). 
  3. Relatórios dessas reuniões em sumário(s) executivo(s) de leitura clara e fácil para um cidadão com a escolaridade obrigatória e colocados no site do governo nas duas semanas posteriores à deslocação.
  4. Responsabilização Direta: O Primeiro-Ministro e o Presidente da República não devem assinar estes orçamentos sem explicar a quem neles confiou este desvio da realidade. É um abuso à confiança neles delegada!

A impunidade perante o exagero é o que destrói a Democracia. 

Enquanto o Governo voa em executiva, o povo fica em terra a pagar a fatura.




As atitudes de um louco que acordam o mundo!

A análise da postura externa e de segurança de Donald Trump sugere que o recurso à força desmedida e a retórica da aniquilação não é apenas ...