domingo, 1 de fevereiro de 2026

O sorvedouro da saúde...

Os custos da saúde ameaçam o SNS  nacional tal como já limitaram outros na Europa, com destaque para o NHS, britânico.
Não serão apenas interesses de lucro privado a minar esta instituição social.

Também transportes, pessoal (150.000 são remunerados directamente), operação e manutenção, segurança...

Se a isto adicionarmos farmacêuticos e equipamentos teremos os 14.936 milhões que os nossos impostos vão, este ano, pagar.

Um caso, passado comigo, será um exemplo das limitações fortes de quem tem gerido o SNS:
Tive uma queda em V. do Castelo que me deixou bastante mal tratado. Como tinha dúvidas e não tinha a certeza se havia batido com a cabeça numa parede próxima, dirigi-me às urgências do hospital local.

Cumpri a rotina de entrada e lembrei que havia pouco tempo, tinha tirado análises gerais no SNS em Lisboa.
Uma sra. que estava do outro lado do guichet, perguntou-me se as tinha ali, ao que respondi, não.
"Bem, é que o SNS não tem sistema de dados centralizado ..."

35 anos após o uso da informática, o sistema ainda não está centralizado?
Tive que fazer novas análises, esperar por um EEG e assinar um termo de responsabilidade porque ao fim de 5 horas de espera, senti-me melhor e... estava farto.
Os milhares de milhões gastos anualmente desde 1980 no SNS, obviamente, não são para servir bem os usuários. 

São para servir... a quem dele se serve...!

No SNS, vivemos um paradoxo: o orçamento sobe todos os anos, mas a sensação de escassez permanece.

Em 2026, prevê-se que a despesa do SNS cresça cerca de 4,5% (um aumento de mais de 672 milhões de euros), mas os custos com medicamentos estão a um ritmo muito superior.

Vejamos: 

Enquanto o orçamento geral crescia a um dígito , a despesa com medicamentos em meio hospitalar chegou a subir quase 15% num único ano.

Sabemos que o custo não sobe porque se compram "mais" caixas de comprimidos comuns, mas porque os novos tratamentos ( imunoterapia , doenças raras ) são caríssimos. Uma única terapia genética pode custar centenas de milhares de euros. 

Porém, três questões devem ser colocadas: 

- Quem, como e com que critérios negoceia o custo dos medicamentos aos hospitais?

- Porquê a UE não tem delegação de poder dos estados-membros para negociar, como fez aquando do Covid, preços de medicamentos para 400 milhões de habitantes e depois os distribui?

- Será que negociando com cada um dos 27, o lucro das farmacêuticas e de algumas pessoas (quem será?...) é maior empresarial e também pessoalmente?

O aumento anual do OE para a saúde vai ser quase totalmente “engolido” por dois fatores: Salários (as despesas com pessoal subiram 5,2%) e Tecnologia / Medicamentos

A sistematização destes gastos sem ideias de gestão inovadoras (sugiro um forte recurso à Inteligência Artificial) deixa muito pouca margem para que a “máquina” administrativa se modernize, perpetuando a ineficiência funcional e o bom serviço que todos pagam e merecem!




terça-feira, 27 de janeiro de 2026

As Heranças


Desde o início dos tempos, todos os pais pretendem deixar a seus filhos bens, no intuito destes ficarem mais protegidos no futuro.

Os pais vivem ou viveram os encantos e ternura das crianças que trouxeram ao mundo neles vendo sempre as criaturas deliciosas com quem partilharam a melhor parte das suas vidas.

Porém as crianças crescem!

E aqueles seres adoráveis, indefesos e obedientes, são naturalmente transformados em jovens rebeldes, convencidos e distantes, em nada reconhecidos aos progenitores.

Os jovens têm os seus amigos, os seus gostos, as suas paixões, as suas ambições... onde os pais - a família - não consta.
Os "velhos" serão apenas abonos para financiar esses novos interesses.

É a natureza. 
O humano não pode ser culpabilizável.

Se há muito dinheiro em jogo, o jovem sente que pode ser ainda mais diletante, menos empenhado, mais aventureiro. 
Se correr mal para ele há, como sempre houve, apoio familiar.

Um presente fácil, compromete o futuro do jovem, o seu carácter, a sua determinação, a sua capacidade de afirmação.
Se, pela lei natural da vida, herdar bastantes valores, teremos mais um bon-vivant gozando muito mas, produzindo pouco, enquanto se propala como um nobre da "nova realeza".

Aos pais e governantes chamo a atenção para estes factos - cada dia mais óbvios - com consequências graves para o futuro dos filhos e respectivos povos.

Em minha opinião nenhum herdeiro deveria receber quantia superior a €1.000.000 (um milhão de euros). 

O restante seria entregue à gestão do estado com destino obrigatório a obras sociais públicas com reconhecida capacidade para apoiar crianças sem família ou com doenças graves devendo obrigatoriamente publicar os seus orçamentos e relatórios de contas anuais, facilmente acessíveis na internet.

A submissão humilhante a que um sociopata submete hoje o mundo é  resultado de uma herança fabulosa lhe ter sido entregue.

A Democracia ao permitir que gente poderosa fuja aos impostos dos mais diferentes modos, com destaque para os offshore financeiros, tem este "retorno" fascista!








English

From the beginning of time, all parents intend to leave their children possessions, so that they will be better protected in the future.

Parents live or have lived the charms and tenderness of the children they brought into the world and always see in them the delightful creatures with whom they shared the best part of their lives.

However, children grow up!

And those adorable, defenseless, and obedient beings are naturally transformed into rebellious, self-assured, and distant young people, in no way acknowledging their parents.

Young people have their friends, their tastes, their passions, their ambitions... where parents – the family – are absent.

The "old folks" will only be used to finance these new interests.

It's nature.

Humans cannot be blamed.

However, if there is a lot of money at stake, the young person feels they can be more dilettante, less committed, more adventurous.

If things go wrong for them, there is, as there always has been, family support.

 An easy gift compromises the young person's future, their character, their determination, their ability to assert themselves.

If, by the natural law of life, they inherit enough values, we will have yet another bon vivant enjoying themselves immensely but producing little, while proclaiming themselves a nobleman of the "new royalty."

I call the attention of parents and rulers to these facts—becoming more obvious every day—with serious consequences for the future of their children and their respective peoples.

In my opinion, no heir should receive more than €1,000,000 (one million euros).

The remainder should be given to the state to manage public social programs with a recognized capacity in supporting children without families or with serious illnesses, and with budgets and annual financial reports made easily available online.











domingo, 25 de janeiro de 2026

Por uma Democracia Real


Chamar Democracia à mera eleição popular de uma só figura é focar na ponta do iceberg, ignorando a base oculta, silenciosa, pesada e poderosa que a sustenta.

Quanto custa uma campanha eleitoral ?

Quem a paga?

Quem confere os números declarados?

E os valores "doados" em notas, não controláveis?

​O que assistimos é um esquema de enriquecimento do grupo que financiou e financia a carreira do eleito, e a quem este irá retribuir após a tomada de posse. A prova? Nenhum eleito abandona a política mais pobre do que quando entrou.

​O sistema que temos assenta, teoricamente, em quatro pilares de soberania: Presidente da República, Parlamento, Governo e Tribunais. No caso português — e em muitos outros — estes pilares estão profundamente distorcidos:

Presidente da República: Figura fundamentalmente decorativa, eleita pelo povo, apenas com interferência em momento de rutura.

Parlamento (Poder Legislativo): Arregimentado por listas fechadas, sob a decisão quase exclusiva do líder partidário e futuro Primeiro-Ministro(PM).

Qualquer deputado eleito por um partido, que durante a legislatura vote contra a decisão do PM, pode ficar certo de o seu nome não entrar na lista para a próxima legislatura.

Governo (Poder executivo): Constituído pela vontade exclusiva do PM entre financiadores, familiares, amigos e figuras de confiança do partido. 

Sem que sejam publicados os motivos da escolha nem projectos dos nomeados coincidentes com o programa eleitoral do partido.

Tribunais: Um esquema altamente antidemocrático, sem qualquer voto popular direto, "atenuado" por uma votação interna no sistema.  

A sua atuação carece de respeito pelo tempo, eficiência e eficácia, aceitando, placidamente, a fuga de "segredos de justiça" para os media e interferindo sistematicamente em ciclos eleitorais, provocando a queda de maiorias sem causa palpável.

​Este, um sistema sem gota de Democracia na sua formação, uma ditadura dentro de uma Democracia nominal e principal obstáculo à sua credibilidade.

Acresce a total dependência do PM dos poderes legislativo e executivo!


É urgente e inadiável: Apenas um sistema político democrático cujos Órgãos de Soberania dependam DIRECTAPERIÓDICA, SECRETA e EXCLUSIVAMENTE dos eleitores, capaz de funcionar sem qualquer tutela antidemocrática, pode garantir Democracia Real.


English

To call the mere popular election of a single figure "Democracy" is to focus on the tip of the iceberg, ignoring the hidden, silent, heavy, and powerful base that sustains it.

How much does an election campaign cost?

Who pays for it?

Who verifies the numbers?

What we are witnessing is a scheme to enrich the group that financed and finances the elected official's career, and to whom the elected official will repay after taking office. The proof? No elected official abandons the poorest politics.

The system we have is, theoretically, based on four pillars of sovereignty: President of the Republic, Parliament, Government, and Courts. In the Portuguese case—and in many others—these pillars are profoundly distorted:

President of the Republic: A fundamentally decorative figure, elected by the people, with interference only at the moment of rupture.

Parliament: Organized through closed lists, under the almost exclusive control of the party leader and future Prime Minister.

Government: Constituted by the exclusive will of the Prime Minister among financiers, family members, friends, and trusted figures of the party.

Courts: A highly undemocratic system, without any direct popular vote, mitigated by an internal vote within the system. Its performance lacks respect for time, efficiency, and effectiveness, placidly accepting the leaking of "judicial secrets" to the media and systematically interfering in electoral cycles and causing the fall of majorities without tangible cause.

This, a system without a drop of Democracy in its formation, is the main obstacle to its credibility.

It is urgent and cannot be postponed: Only a democratic political system whose organs of sovereignty depend directly, periodically, secretly, and exclusively on the voters, capable of functioning without any anti-democratic oversight, can guarantee real democracy.



sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

O efeito "Polígrafo"!

Para se recordar o impacto do teste do polígrafo, perguntei ao Gemini qual dos 3 procuradores do Ministério Público, na fase de instrução da "Operação Marquês", RECUSOU ser interrogado por um polígrafo.

Eis o que o Gemini respondeu:

"O procurador que protagonizou esse episódio foi Rosário Teixeira, o principal magistrado do Ministério Público na fase de inquérito da Operação Marquês.

O incidente ocorreu em 2015, após o jornal Correio da Manhã ter publicado detalhes de um interrogatório a José Sócrates que ainda se encontrava sob segredo de justiça. 
Perante as suspeitas e críticas sobre a origem das fugas de informação para a comunicação social, a defesa de José Sócrates desafiou os três procuradores da equipa de investigação — Rosário Teixeira, Vítor Pinto e Gilberto de Melo — a submeterem-se ao teste do polígrafo para provar que não tinham sido eles a filtrar a informação.

Detalhes do Caso:
 * O Desafio: A defesa de Sócrates sugeriu o polígrafo como forma de os magistrados "limparem a sua honra" e provarem a sua inocência quanto às fugas de informação.

 * A Recusa: Rosário Teixeira recusou formalmente o teste, classificando a proposta como um "absurdo" e uma tentativa de "espetáculo mediático". 

O Ministério Público defendeu que os procuradores estavam sujeitos a deveres de reserva e que não tinham de provar a sua integridade através de métodos não previstos na lei para magistrados. 

(E assim "o sistema" protege os seus de suspeitas.)

Contexto: 

Na altura, as fugas de informação eram constantes, e o Correio da Manhã (e a CMTV) publicavam quase diariamente detalhes que apenas constavam nos autos, o que levou a uma guerra jurídica intensa sobre a violação do segredo de justiça.

Atualmente, o cenário mudou e a equipa de julgamento (iniciado em 2025) é composta por outros magistrados, como Rómulo Mateus, Rui Real, Nadine Xarope e, mais recentemente, Hugo Neto."

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quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Porquê Ventura quer só votos do povo?


Porquê Ventura quer apenas votos populares?

Porque precisa de quem é mais fácil de enganar. 
Com promessas impossíveis, incumpríveis, inacreditáveis...!

Quem tem mínimos de vivência política sabe que os imigrantes são mão de obra necessária à economia, aumentam as receitas da segurança social e invertem o envelhecimento populacional do país.

O povo entende que é português ou senegalês NÃO FOI escolha do próprio: aconteceu!

Tal como franceses e alemães há várias décadas, acolheram, enquadraram e deram novos horizontes aos imigrantes portugueses, cabe agora a nós enquadrar e dar um futuro melhor a quem precisa e se esforça por o merecer.

O chefe do Chega NÃO TEM, nunca teve, qualquer proposta para receber o melhor possível quem nos procura e de quem PRECISAMOS para que a economia continue a crescer.

Como não tem, nunca teve, qualquer projeto para acabar com a corrupção, melhorar o sistema de segurança, saúde ou justiça.

O homem é um vazio de ideias, outro profissional, outro ainda de conhecimento do exercício de funções governativas ou políticas públicas.
É fácil criticar ou vilipendiar outros, quando se ignoram as consequências financeiras, económicas e sociais das decisões.

Apenas o poder - entenda-se, administrar o dinheiro alheio - lhe importa.

Votará nele, quem achar que palavras, sorrisos e gestos são o que faz falta ao país.

Porque nele, ideias ou projetos e financiamentos significativos, são uma miragem.
Pessoalmente, não o queria nem para ele tentar me vender um carro em segunda mão.

Recordo "o país de tanga" ou o "corte de algumas gorduras do Estado"...

Palavras de ignorância sobre o estado do país que se propunha governar, e com base nas quais subiram na vida.

E nós pagamos... e bem!

E continuaremos a pagar ambições individuais envoltas em nuvens onde, em momentos emotivos, bem enganados, votamos.

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domingo, 18 de janeiro de 2026

Rescaldo Eleitoral

Ventura - que nunca esteve no governo, é um vazio de projetos mesmo para corrupção e imigração temas recorrentes nas suas alegorias retóricas.

Nunca será demais lembrar que um homem não faz milagres, muito menos em política.

A História está repleta de profetas de paraísos que terminaram nos infernos da Terra.

Estaline, Hitler, Mao-Tse-Tung ou Khomeni estão nesse caso.

Prometer é tão mais fácil, quanto mais se ignorar por completo as dificuldades em cumprir.

Ventura está neste caso.
Diz o povo com razão: "Se você quer conhecer um vilão, ponha-lhe o pau na mão"...

O futuro ainda está no voto!



sábado, 17 de janeiro de 2026

Democracia para Ditaduras!

Democracia é assunto para democratas!

A História diz-nos:

Democracia é o veículo que melhor transporta valores, instituições, esperanças, de geração para geração.

Ditaduras só entendem violência, estagnação, domínio de homens tão fortes na aparência como limitados de inteligência porém, faustosos na ganância.

Violência, como resposta à violência ditatorial sobre direitos humanos, internacionais e para convivência pacífica, justifica-se.

A Europa, ao educar as suas populações, esqueceu as Ditaduras, as quais em nome da sua sobrevivência, dogmatizam e estigmatizam culturas, demonizam vizinhos e justificam, como disfarce da sua incapacidade gestora, guerras em nome da História ou de ódios religiosos.

A palavra "mudança", em Democracia, não pode ser irracionalidade justificadora.

Mudar mas, 

PARA ONDE? 
QUAIS OS NOVOS OBJECTIVOS? QUEM OS FINANCIA? 
QUANTO CUSTAM e 
DURANTE QUANTO TEMPO VÃO DURAR ?

Estas questões merecem respostas sólidas, verdadeiramente independentes, em termos financeiros suportadas por especialistas credíveis, preferencialmente independentes dos proponentes em disputa eleitoral como sejam, diferentes em nacionalidade e sem conflitualidade de interesses conhecida.

Sem estes cuidados, acusar o mau estar político por erros democráticos e votar emotivamente em qualquer "lobo disfarçado de cordeiro", só poderá implicar retrocesso na evolução histórica de um povo que tal decida.









O sorvedouro da saúde...

Os custos da saúde ameaçam o SNS   nacional tal como já limitaram outros na Europa, com destaque para o NHS, britânico. Não serã...