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domingo, 14 de junho de 2026

Mundo louco!




Até a década de 1970, o mundo conhecia essencialmente uma forma jurídica de domínio territorial pela força das armas: a pátria soberana.

​Tudo mudou em 1979, quando fanáticos xiitas derrubaram o regime pró-ocidental do Xá da Pérsia, Mohammad Reza Pahlavi, e instalaram a única teocracia do século XX: o Irão. 

Seguiram-se milhares de reforços nas avenidas de Teerão e todo o tipo de atrocidades medievais contra iranianos pró-Pahlavi — ironicamente em nome de Alá, o mesmo Deus dos cristãos.

Inspirado pela estratégia de contaminação ideológica e militar levada ao cabo por Moscovo durante a Guerra Fria, Teerão desenvolveu uma ideia igualmente eficaz: a criação de proxies (forças subalternas).

​Estas forças são ocultas, ilegais, financiadas e comandadas à distância. Não usam uniforme, não têm pátria nem práticas de educação ou saúde para com o povo com o qual se misturam — embora recebam subsídios de organizações como a ONU, a União Europeia e os EUA - desviando esses apoios humanitários para fins bélicos os quais, são a sua, única, razão existencial.

Operaram a partir de quartéis construídos camufladamente em infraestruturas civis alheias, sob o máximo sigilo e sempre com o patrocínio silencioso do Irão.

O grande nó cego reside no fato do Direito Internacional ter sido desenhado para Estados, omitindo a figura de  "procuradores" em território estrangeiro. 

Embora sejam classificados como terroristas pela ONU, o fato de não usarem farda, se misturarem com a população civil e ocultarem seu arsenal, impede que os exércitos tradicionais das democracias consigam combatê-los através de métodos convencionais.

Este vazio legal no Direito Internacional tornou-se o argumento preferido dos "quinta-coluna" — os comentadores avençados por Teerão que inundam os ecrãs de televisão.

​A hipocrisia do sistema é evidente: 

As pátrias e Estados legítimos constam no Direito Internacional e, por isso, são severamente condenados sempre que violam as regras ao responder a estes grupos.

Em contrapartida, como pouco importante estes proxies :

  • ​Violam sistematicamente os direitos humanos;
  • ​Operam à margem de qualquer legalidade internacional;
  • ​Usam as populações que controlam como escudos humanos e referências;
  • ​Praticam raptos, infanticídios e outras obscenidades de guerra.

A comunidade internacional prefere refugiar-se na conveniência de uma omissão de lei obsoleta, projetada apenas para o confronto entre Estados, fechando os olhos à natureza desses grupos terroristas. 

O crime sai impune!

Enquanto isso, as redes de propaganda  robotizadas vão normalizando o terrorismo na opinião pública, explorando a tragédia de crianças mortas, omitindo a responsabilidade dos próprios grupos que os usam como mártires

O objetivo final é claro: semear a incompreensão e a dúvida, atiçando raivas e fraturando o Ocidente por dentro.



quinta-feira, 12 de março de 2026

Cinismo internacional.

​​

O Paradoxo Teocrático 

O Caso do Irão

​Existe um cinismo jurídico no embate entre democracias e o regime do Irão. É um facto reconhecido que o Irão opera como uma teocracia cujos moldes remontam à Baixa Idade Média.

​Surge então a questão central: 

Como pode o Direito Internacional, criado para proteger e fomentar sistemas democráticos, ser usado como escudo para proteger regimes que declaradamente procuram a aniquilação dessas mesmas democracias?

​Não é coerente utilizar as leis do século XXI para salvaguardar um regime que:

  • ​Desrespeita sistematicamente os Direitos Humanos.
  • ​Submete as mulheres a leis opressivas (proibição de circular sem companhia ou falar alto em público).
  • ​Rejeita a transparência e o escrutínio internacional.

​Uma Visão Estratégica

​O Direito Internacional não pode servir para defender "dinossaurias" ideológicas ou regimes criminosos.

 Como democratas, devemos exigir que todas as intervenções e gastos públicos sejam transparentes e auditados. 

A paz duradoura só será alcançada quando o Direito Internacional for aplicado com rigor e consequências visíveis, sem exceções para superpotências, mas também sem complacência para com tiranias teocráticas.


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Enfrentar o futuro ao lado da Inteligência Artificial não é vencer uma corrida contra as máquinas; trata-se de mudar de uma mentalidade de r...