A minha verdade. Sem "apoio" de publicidade. Ao abrigo do artigo 37º da CRP. Divulgue este blog pelos seus contactos...!
domingo, 21 de junho de 2026
Esquemas antigos, que prevalecem...!
domingo, 14 de junho de 2026
Mundo louco!
Tudo mudou em 1979, quando fanáticos xiitas derrubaram o regime pró-ocidental do Xá da Pérsia, Mohammad Reza Pahlavi, e instalaram a única teocracia do século XX: o Irão.
Seguiram-se milhares de reforços nas avenidas de Teerão e todo o tipo de atrocidades medievais contra iranianos pró-Pahlavi — ironicamente em nome de Alá, o mesmo Deus dos cristãos.
Inspirado pela estratégia de contaminação ideológica e militar levada ao cabo por Moscovo durante a Guerra Fria, Teerão desenvolveu uma ideia igualmente eficaz: a criação de proxies (forças subalternas).
Estas forças são ocultas, ilegais, financiadas e comandadas à distância. Não usam uniforme, não têm pátria nem práticas de educação ou saúde para com o povo com o qual se misturam — embora recebam subsídios de organizações como a ONU, a União Europeia e os EUA - desviando esses apoios humanitários para fins bélicos os quais, são a sua, única, razão existencial.
Operaram a partir de quartéis construídos camufladamente em infraestruturas civis alheias, sob o máximo sigilo e sempre com o patrocínio silencioso do Irão.
O grande nó cego reside no fato do Direito Internacional ter sido desenhado para Estados, omitindo a figura de "procuradores" em território estrangeiro.
Embora sejam classificados como terroristas pela ONU, o fato de não usarem farda, se misturarem com a população civil e ocultarem seu arsenal, impede que os exércitos tradicionais das democracias consigam combatê-los através de métodos convencionais.
Este vazio legal no Direito Internacional tornou-se o argumento preferido dos "quinta-coluna" — os comentadores avençados por Teerão que inundam os ecrãs de televisão.
A hipocrisia do sistema é evidente:
As pátrias e Estados legítimos constam no Direito Internacional e, por isso, são severamente condenados sempre que violam as regras ao responder a estes grupos.
Em contrapartida, como pouco importante estes proxies :
- Violam sistematicamente os direitos humanos;
- Operam à margem de qualquer legalidade internacional;
- Usam as populações que controlam como escudos humanos e referências;
- Praticam raptos, infanticídios e outras obscenidades de guerra.
A comunidade internacional prefere refugiar-se na conveniência de uma omissão de lei obsoleta, projetada apenas para o confronto entre Estados, fechando os olhos à natureza desses grupos terroristas.
O crime sai impune!
Enquanto isso, as redes de propaganda robotizadas vão normalizando o terrorismo na opinião pública, explorando a tragédia de crianças mortas, omitindo a responsabilidade dos próprios grupos que os usam como mártires .
O objetivo final é claro: semear a incompreensão e a dúvida, atiçando raivas e fraturando o Ocidente por dentro.
quarta-feira, 10 de junho de 2026
Central nuclear versus eólicas e fotovoltaicas
Vamos usar como referência uma central nuclear média moderna de 1.000 MW (1 GW) de potência.
O Fator de Capacidade (A dependência)
Antes dos números, este é o gráfico mental da eficiência de cada fonte:
- Central Nuclear: Funciona cerca de 90% do tempo.
- Parques Eólicos: Funcionam, em média, 35% do tempo (dependendo do vento).
- Painéis Solares: Funcionam, em média, 20% do tempo (dependendo do sol e da noite).
Isso significa que para substituir 1 MW de energia nuclear, precisamos de muito mais de 1 MW de capacidade instalada eólica ou solar.
Central Nuclear vs. Centrais Eólicas
Vamos usar como referência uma central nuclear média moderna de 1.000 MW (1 GW) de potência.
Pela potência bruta: Uma central eólica de 1.000 MW equivaleria a cerca de 333 aerogeradores.
(Cada gerador eólico 3000w=3Mw.)
Pela energia real gerada (ajustada pelo fator de capacidade):
1000 MWx 0.90 / 3 MWx 0.35 = (10⁹x0,9/3x10⁶x0,35) = 857 aerogeradores
Resultado: 1 central nuclear produz a energia equivalente a cerca de 860 aerogeradores de grande porte.
Se agruparmos estes aerogeradores em parques eólicos médios (de 50 MW cada), precisaríamos de aproximadamente 17 centrais/parques eólicos.
Central Nuclear vs. Painéis Fotovoltaicos
Considerando um painel solar padrão residencial/comercial de 400 W (0,0004 MW):
Pela potência bruta: Precisaríamos de 2.500.000 painéis.
Pela energia real gerada (ajustada ao fator de capacidade):
1000MW x 0,90 / 0,0004 x 0,20= 11.250.000 painéis
Resultado:
1 central nuclear produz o equivalente a cerca de 11,2 milhões de painéis solares.
Em termos de área, isso cobriria facilmente uma extensão de 20 a 25 quilómetros quadrados de parques solares lineares.
Embora seja admissível a colocação de 17 centrais eólicas, parece impraticável - nesta fase evolutiva dos painéis solares - admitir áreas tão extensas para a sua instalação.
domingo, 7 de junho de 2026
A UNIÃO FAZ A FORÇA !
Se houve uma grande prova de que a união faz a força, foi a resposta à crise pandémica: as vacinas chegaram a tempo e a valores acessíveis porque a União Europeia avançou com uma compra conjunta de milhões de doses para todos os Estados-membros.
Dessa experiência colhemos uma lição económica inquestionável: quanto maior é a escala da encomenda, mais rápida é a entrega e menor o preço por unidade.
Se Portugal tivesse tentado negociar sozinho, teria ficado no fim da fila e pago um preço astronómico.
A lógica inversa também se aplica: o isolamento gera respostas lentas, ineficientes e caras.
Se este modelo resultou para a saúde pública, a conclusão lógica e legítima é aplicá-lo a outras áreas estratégicas.
Por que razão não existe um organismo europeu centralizado para a aquisição de material militar? O preço e o prazo de entrega de caças — preferencialmente de fabrico europeu — seriam drasticamente reduzidos.
Contudo, nos Ministérios da Defesa de cada país da UE, o que assistimos é a um 'cada um por si' numa corrida irracional.
Muitas vezes, o conceito de 'defesa da pátria' é instrumentalizado para justificar contratos opacos, derrapagens financeiras e o enriquecimento de intermediários, tudo à custa dos impostos dos cidadãos.
Um exemplo flagrante desta falha de visão comunitária é a opção nacional de compra dos caças F-35 aos EUA.
Trata-se de um luxo anti-europeu.
Ao canalizarmos investimentos massivos para fora do bloco, enfraquecemos a indústria de defesa europeia e adquirimos aeronaves de ataque em quantidades limitadas, desalinhadas com um verdadeiro interesse comunitário de defesa e cooperação autónoma.
A soberania europeia e a gestão responsável do dinheiro público exigem que deixemos o isolamento e apliquemos, de uma vez por todas, o princípio de que juntos somos mais fortes, mais rápidos e mais eficientes!
segunda-feira, 1 de junho de 2026
Ministra da saúde?
A escolha e o apoio de Montenegro à atual líder do Ministério da Saúde — figura que transitou técnica e diretamente da direção de Assuntos Externos e Acesso ao Mercado da multinacional MSD Portugal (indústria farmacêutica , entre 2006 e 2014) — levanta sérias questões éticas, agravadas por uma gestão já amplamente contestada.
Estaremos perante um Ministério da tutela pública ou um bastião de interesses das farmacêuticas?
Esta nomeação adensa o ceticismo gerado pela promessa de reestruturação do SNS em escassos 60 dias.
Sem, inclusivé, a apresentação de um plano estruturado e transparente, assiste-se hoje ao agravamento sistêmico dos serviços de saúde.
O problema, contudo, é mais profundo e corrói a nossa arquitetura constitucional:
Que qualidade democrática resta quando o incumprimento deliberado de promessas eleitorais goza de total impunidade?
Vivemos num modelo onde o Governo, enquanto órgão executivo não eleito diretamente, pode ser preenchido por individualidades cujos passados, conflitos de interesses e escrutínio público permanecem opacos para o eleitor.
Urge rever as regras do jogo se quisermos devolver a transparência ao sistema e resgatar a confiança na vida coletiva.
quarta-feira, 27 de maio de 2026
Aeroporto Luís de Camões
domingo, 24 de maio de 2026
Recordando...
Recordo os meus tempos de liceu: durante cinco anos letivos, convivi com dois colegas homossexuais na mesma turma.
Diariamente, nos intervalos entre aulas, cerca de quarenta alunos percorriam os longos corredores e escadarias do edifício.
Nesses trajetos, um grupo de 'bandalhos' — hoje diríamos bullies — insultava-os com palavrões e obscenidades físicas, numa exibição de virilidade tão ruidosa quanto imbecil e frágil.
Eu assistia a tudo com silêncio cobarde, típico dos fisicamente débeis — uma passividade que, na política, se traduz por fraqueza psicológica — embora sentisse uma irritação constante e consciente.
Numa sociedade composta maioritariamente por pessoas como eu, penso, a comunidade homossexual encontrou na união a sua força. Felizmente, enquanto grupo, conquistaram solidariedade e respeito.
Contudo, se pretendem manter o apoio desta maioria silenciosa, deveriam evitar a atuação ostensiva como lobby social em setores como a televisão, a moda ou a diplomacia.
Esse excesso de exposição corre o risco de reativar antigos preconceitos e de suscitar comportamentos que julgávamos ultrapassados.
domingo, 17 de maio de 2026
EUA e Trump!
Há, desde sempre, um nevoeiro entre o país e quem o dirige.
Assim, quando Trump fala — ele próprio o diz —, é a sua "consciência" (leio "inteligência") que determina o seu discurso. Isto é Trump, pura e simplesmente!
Os EUA nasceram como Democracia e, ao longo de mais de 200 anos, foram os seus paladinos, apoiando causas pró-democráticas, antifascistas e anticomunistas. Foi o país que ajudou a Europa a derrotar Hitler, que susteve a União Soviética e que reergueu da destruição completa dois antigos inimigos, elevando-os aos mais altos patamares de capacidade económica: a Alemanha e o Japão que, menos de 30 anos após o fim da II Guerra Mundial, se tornaram, respetivamente, a 2.ª e a 3.ª potências económicas globais.
Se bem que a nossa memória resgate apenas os grandes factos históricos, compreendemos facilmente que os líderes máximos dos EUA nestes feitos foram quem defendeu o que o país representa para a Democracia e para o Mundo.
Acidentes de percurso, circunstâncias pontuais ou anomalias de personalidade não podem alterar o sentimento de reconhecimento que conservo para com o papel histórico dos EUA ao longo da minha geração. Não serão, certamente, teocracias religiosas, ditaduras militares ou o sistemático envenenamento propagandístico dos extremos políticos que me farão vacilar nas convicções que adquiri ao longo da vida.
domingo, 10 de maio de 2026
Limitações do sistema Democrático!
A Democracia sob Sequestro
O atual estado do sistema democrático global é alarmante. A história e o presente demonstram que a urna, por si só, não é garantia de liberdade. Figuras como Hitler, Putin, Trump, Milei, Bolsonaro e Orbán partilham um traço comum: foram todos catapultados ao poder pelo voto popular.
1. O Paradoxo da "Democracia Iliberal"
Uma vez investidos de autoridade, estes líderes iniciaram processos sistemáticos de subversão. Onde Hitler triunfou na conversão total para a ditadura, outros testam os limites da resiliência democrática.
É imperativo rejeitar o eufemismo académico de "democracia iliberal".
Esta contradição nos termos é uma máscara semântica: um sistema que atropela direitos individuais e liberdades civis não é uma variante da democracia; é uma ditadura em gestação.
2. A Ilusão da Separação de Poderes
Para que um Estado seja reconhecido internacionalmente como uma Democracia Plena, a definição e a independência dos seus órgãos de soberania devem ser absolutas. O sistema atual falha, principalmente, porque permite uma contaminação mútua entre poderes.
A verdadeira independência exige que um órgão de soberania não dependa — nem direta, nem indiretamente — de qualquer outro. Enquanto houver cruzamento em nomeações, financiamento ou decisões, a independência é ficção jurídica. O controlo deve emanar exclusivamente da vontade popular, impedindo que um poder capture outro.
3. O Fim do "Aprendiz de Feiticeiro"
Chamar "Democracia" a um regime onde um único indivíduo — muitas vezes sem o respaldo direto do sufrágio universal — manobra, influencia e controla as engrenagens do Estado é uma fraude intelectual.
É manter uma fachada que serve apenas às elites que operam as sombras do poder.
Manter o sistema como está é deixar o povo à mercê de "aprendizes de feiticeiro" que, sob o pretexto de o representar, o conduzem ao abismo ditatorial.
A democracia só sobrevive se for capaz de blindar as suas instituições contra aqueles que a usam apenas como degrau para o autoritarismo.
domingo, 3 de maio de 2026
O fosso entre gerações.
quarta-feira, 29 de abril de 2026
Montenegro
A análise por mim traçada sobre a figura de Luís Montenegro reflete um descontentamento profundo com o exercício da governação e com a postura ética que se exige de quem ocupa o cargo de Primeiro-Ministro.
O retrato que vou apresentar é o de um dirigente cujas ações — ou a falta delas — comprometem a lisura necessária para o serviço público e para a defesa dos valores democráticos.
Este cenário desenha um padrão preocupante:
- Opacidade na gestão pública e privada:
Quando se observam casos como o da construção da sua casa em Espinho e a transferência de ativos da Spinumviva para os filhos, a questão deixa de ser estritamente legal para se tornar uma questão de integridade e exemplo.
A perceção de que o decisor político contorna a lei — nomeadamente a Lei n.º 52/2019, que visa o reforço da transparência — é corrosiva para a confiança nas instituições.
- O défice democrático no financiamento:
A relutância em tornar públicos os financiadores dos partidos políticos é um obstáculo direto à transparência que, sobre redução do populismo e a moralização da política, é essencial.
Sem saber quem financia o poder, o cidadão perde a capacidade de identificar conflitos de interesse, o que alimenta o cinismo e o afastamento da vida coletiva.
- O distanciamento da realidade laboral:
Ao avançar com uma reforma laboral que não conta com o consenso ou o apoio dos parceiros sociais, o governo ignora a concertação, pilar basilar da estabilidade económica e social, impondo uma visão unilateral que ignora as necessidades reais de quem trabalha e de quem produz.
- A falha moral na política externa:
Talvez o ponto mais grave seja a divergência em relação à posição da União Europeia.
Num momento em que a coesão europeia é o único baluarte contra a agressão russa, a capitulação perante um regime autoritário e o seu líder, responsável por atrocidades amplamente documentadas, não é apenas um erro diplomático: é uma rutura com o compromisso humanista e democrático que Portugal assumiu perante os seus pares e a comunidade internacional. Porquê?
Em última análise, o descrito é a antítese de uma democracia robusta.
Uma sociedade que aspira a reduzir o populismo e impedir a corrupção depende de líderes que sejam, antes de tudo, transparentes e coerentes.
Quando a ação governativa se pauta pela opacidade, pelo desrespeito pelas normas de transparência e por uma condescendência perante a violação dos direitos humanos, o custo não é apenas político — é a erosão sensível da própria fibra moral do país.
A exigência de transparência e de probidade não deve ser vista como uma crítica partidária, mas como um dever de cidadania ativa, indispensável para resgatar a política do descrédito e devolvê-la ao seu propósito genuíno:
O bem comum!
sábado, 18 de abril de 2026
O ciclo do consumo...!
A dívida pública é dividida em "pedaços" chamados Títulos do Tesouro ou Obrigações. Quem os compra é que é o credor.
Fundos de Pensões e Seguradoras:
São os maiores donos da dívida mundial.
Quando você desconta para a sua reforma ou paga um seguro de vida, esse dinheiro não fica parado num cofre; as empresas investem-no em dívida pública por ser considerada segura.
Ou seja: o governo pode estar a dever-lhe a sua futura reforma.
Bancos Comerciais: Os bancos usam os depósitos dos clientes para comprar títulos do Estado. Isto ajuda-os a ter ativos que rendem juros "garantidos"
Investidores Privados e Cidadãos Comuns: Qualquer pessoa pode comprar Certificados de Aforro ou Obrigações do Tesouro. Nestes casos, o Estado deve diretamente aos seus cidadãos.
Bancos Centrais: Nos últimos anos (especialmente desde a crise de 2008 e a pandemia), os Bancos Centrais (como o Banco de Portugal/BCE) passaram a comprar muita dívida dos seus próprios países para injetar dinheiro na economia.
Fundos Soberanos e Outros Países: Existem países que têm "dinheiro a mais" (como a China, devido às exportações, ou a Noruega e Arábia Saudita, devido ao petróleo).
Eles compram dívida de outros países (como os EUA ou Portugal) como forma de guardar as suas poupanças.
2. O Grande "Loop" Financeiro
A confusão mental acontece porque pensamos na dívida pública como uma dívida entre vizinhos.
Mas na economia global, a dívida funciona mais como um sistema de circulação sanguínea:
- O Estado pede dinheiro para construir escolas ou pagar salários.
- Um Fundo de Pensões empresta esse dinheiro.
- O Estado paga juros ao Fundo.
- O Fundo usa esses juros para pagar a reforma ao cidadão que, por sua vez, paga impostos ao Estado.
3. Mas então, como é que todos podem estar endividados ao mesmo tempo?
Imagine que existem 3 pessoas: A, B e C.
A deve 10€ a B.
B deve 10€ a C.
C deve 10€ a A.
Todos estão endividados, mas o sistema continua a funcionar porque o dinheiro está em movimento.
O problema só surge quando alguém deixa de acreditar que o outro vai pagar (a crise de confiança).
Resumo: O "Dono" da Dívida
Se somarmos tudo, cerca de 80% da dívida mundial está em mãos privadas (bancos, fundos e pessoas como eu e você). Os governos não devem uns aos outros num sistema fechado; devem ao sistema financeiro global que, por sua vez, é alimentado pelas poupanças e investimentos de todos nós.
Mas... quem ganha com a circulação da dívida? Os bancos! Ganham sempre!
quarta-feira, 15 de abril de 2026
As atitudes de um louco que acordam o mundo!
A análise da postura externa e de segurança de Donald Trump sugere que o recurso à força desmedida e a retórica da aniquilação não é apenas uma escolha tática, mas uma resposta estratégica proporcional à magnitude das ameaças contemporâneas.
No que diz respeito ao regime teocrático do Irão, a lógica da "pressão máxima" assenta no princípio de que a contenção diplomática convencional falhou em travar a expansão nuclear e o financiamento do terrorismo regional.
Ao mobilizar arsenais convencionais e manter a dissuasão nuclear como uma possibilidade real, a estratégia visa desestabilizar a confiança do regime, forçando-o a um recuo que sanções económicas, por si só, nunca conseguiram garantir.
Ao evocar o "Holocausto no Médio Oriente" anunciado pelo Irão - o seu enorme arsenal, a sua insistência no nuclear, o seu contra-ataque a países muçulmanos - tal funciona como mecanismo de choque, eliminando a ambiguidade dialética e estabelece linhas vermelhas claras que os adversários temem cruzar.
Paralelamente, a abordagem brutal no combate ao narcotráfico global parte da premissa de que os cartéis e as redes de distribuição de fentanil operam como organizações paramilitares que corroendo minam a soberania das nações.
A militarização desta luta e o uso de armamento de ponta são vistos, nesta ótica, como as únicas ferramentas capazes de desmantelar infraestruturas as quais, visivelmente, se tornaram demasiado poderosas para forças policiais comuns.
A visão aqui defendida é a de que problemas existenciais — como a erosão social causada pela droga e a ameaça existencial de uma teocracia nuclear — exigem soluções que ultrapassam os limites da política tradicional.
É a aplicação do realismo político levado ao extremo, por razões de solidariedade e sobrevivência: num mundo onde o caos se propaga, a projeção de um poder militar avassalador e a vontade de o utilizar surgem como os únicos pilares capazes de restaurar a ordem e garantir a sobrevivência das democracias ocidentais perante inimigos que não reconhecem as regras da ordem internacional.
sábado, 11 de abril de 2026
Épica frustação
quarta-feira, 8 de abril de 2026
Um louco comanda o mundo!
domingo, 5 de abril de 2026
Humanismo.
O Paradoxo dos Direitos Humanos Entre Idealismo e Impunidade
Os Direitos Humanos figuram entre as conquistas mais elevadas da civilização do século XXI.
Frutos de lições amargas extraídas das tragédias que assolaram a humanidade, estes direitos permanecem, contudo, como meras utopias em nações subjugadas por "verdades" místicas ou por conveniências ditatoriais de elites dominantes.
É precisamente aqui que reside um abismo intelectual e ético: enquanto celebramos o valor intrínseco destes direitos, assistimos à sua perversão por "marginais com poder" — dirigentes que operam na sombra e à revelia da lei, perpetuando o tráfico, a escravatura e conflitos injustificáveis.
O que mais alarma é a impunidade: estes agentes gozam de existências faustosas à custa do sofrimento alheio, utilizando a riqueza acumulada para corromper instituições de topo nas próprias sociedades democráticas que dizem defender os direitos humanos.
Milénios depois, estes esquemas socialmente corrosivos não só persistem, como se capilarizam.
A premissa deve ser clara:
Direitos Humanos, sim — mas só para quem os respeita.
Não há coexistência possível entre a dignidade humana e o crime organizado global.
Talvez por isso, mesmo aqueles que repudiam figuras como Trump e os seus desmandos políticos, sexuais e financeiros sintam um eco de justiça quando veem a força bruta do crime ser travada de forma decisiva — seja por míssil contra o narcotráfico furtivo ou contra um regime assassino, dito teocrático.
Será o instinto de sobrevivência da civilização perante a barbárie...
terça-feira, 31 de março de 2026
Eutanásia
domingo, 29 de março de 2026
A verdade eterna!
Embora já tenha abordado este tema, a urgência do momento exige que o faça com uma explicação renovada.
O recente cenário político nos Estados Unidos, personificado na figura de Donald Trump, serve como exemplo a um fenómeno preocupante: ascensão - palavrosa, gesticulada e desbragada - da retórica movida pelo narcisismo, gula e ressentimento, conseguindo rivalizar — e muitas vezes superar — a satisfação de sentir o bom senso do equilíbrio institucional.
Uma democracia deve ter como objetivo primordial a educação social gratuita e universal.
Apenas a educação permite a alguém perceber a diferença entre conversa vazia e dificuldades reais num país.
Tal não é apenas um direito, mas necessidade estratégica da Democracia
Para que o sistema funcione, o cidadão precisa de ferramentas intelectuais que lhe permitam:
- Identificar promessas irrealizáveis por mais sedutoras que sejam as suas roupas.
- Valorizar a Igualdade
- Compreender que Estado de Direito é o que tenta tratar de forma equânime todos os indivíduos independentemente de sua origem, cultura ou condição económica
- Respeitar a alteridade
- Consolidar convivência harmoniosa entre diferentes religiões, etnias e géneros.
A vitória eleitoral da figura de Trump com um histórico de desinformação científica e desrespeito pelas instituições — como a indiferença social à invasão do Capitólio e assassinatos em consequência, perdão aos assassinos e desvalorização de crises sanitárias — não acontece sem motivo.
Foi resultado de um sistema que negligenciou durante décadas, pilares básicos como saúde, formação e proteção social das suas classes média e baixa.
Quando a estrutura falha, o eleitorado torna-se permeável a lideranças erráticas, movidas por ódio acumulado que cega perante erros alheios, ainda que menores e óbvios.
Democracia e o valor da Paz
Não é criticar a Democracia por erros em tempos de Paz, mas sim de considerar que ela é um organismo vivo que precisa proteção e exige uma renovadora manutenção.
Ao abdicar do cuidado intensivo com a educação dos seus cidadãos, o sistema fica vulnerável à demagogia.
A História ensina-nos que o vazio da alfabetização política é rapidamente preenchido por lógicas totalitárias, oligarquias ou teocracias que, invariavelmente, conduzem à guerra e ao sacrifício... de gerações.
A Paz que vivemos há mais de 80 anos é o bem mais precioso das sociedades democráticas na Europa. O único que permite que as próximas gerações continuem cumprindo este legado.
Quando esse bem é esquecido — como se viu em Portugal no passado — o resultado foi o crescimento possibilitado a forças extremistas as quais - capitalizando descontentamento de novas gerações impreparadas - desconsideram e minimizam o muito conseguido em Democracia.
Não há sistemas políticos sem falhas!
Mas há apenas UM de todos para todos e, outros, de todos para um só indivíduo ou pequeno grupo.
E a Democracia só sobrevive se for capaz de formar as gerações imunes ao canto da sereia do autoritarismo.
Ignorar o pilar educação não é apenas uma falha política; é negligência civilizacional.
Aqueles que esquecem a exigência de liberdade de discernimento, facilitando ferramentas para tal, condenam não apenas o presente mas também o futuro e não devem governar.
quarta-feira, 25 de março de 2026
Viajando e governando...!
A Matemática do Absurdo: Onde Param os Milhões das Viagens?
É urgente falar sobre a obscenidade dos gastos em viagens do Governo. Entre o executado em 2024 e o projetado para 2026, assistimos a um assalto planeado ao erário público sob o pretexto de "deslocações".
O Raio-X do Gasto
Se considerarmos uma viagem padrão de 3 dias a Bruxelas (Voo em executiva, alojamento e ajudas de custo) num valor de 1.600€, os números do Orçamento do Estado revelam uma realidade paralela:
- 2024: 113,3 Milhões €
- 2025: 156,6 Milhões € (+38%)
- 2026: ~165 Milhões € (Projetado)
O "Impossível" Político
Com 165 milhões de euros, o Governo está a orçamentar o equivalente a 103.125 viagens individuais de três dias a Bruxelas.
Se dividirmos este valor pelos 58 governantes atuais, cada um teria de realizar 1.778 viagens por ano. Matemática e fisicamente, isto significaria que cada governante passaria 5.334 dias por ano fora do país.
Como o ano só tem 365 dias, a pergunta é inevitável:
Quem está, afinal, a viajar com o nosso dinheiro? ,
Serão comitivas intermináveis de assessores?
Serão custos sumptuários escondidos?
Mais espantoso: Onde estão os naturais protestos da Oposição que NÃO SE OUVEM?
Ou é apenas a mais pura falta de escrutínio e o risco de um défice excessivo a ser alimentado por mordomias?
A Exigência de Auditoria
Num país com dois milhões de pobres, onde a inflação ronda os 2% e os meios digitais permitem trabalho remoto, este aumento de quase 50% de deslocações em dois anos é uma traição à confiança do eleitor.
Para que servirão os sistemas de teleconferência?
Será que apenas presencialmente será possível avaliar e discutir situações?
Exigimos:
- Auditorias Internacionais Obrigatórias: Equipas independentes, sorteadas sob sigilo, para analisar cada euro gasto em consumo intermédio.
- Transparência Digital: Um portal onde o cidadão possa ver, em tempo real, quem viajou, com que acompanhantes e com que justificação, bem como o(s) motivo(s).
- Relatórios dessas reuniões em sumário(s) executivo(s) de leitura clara e fácil para um cidadão com a escolaridade obrigatória e colocados no site do governo nas duas semanas posteriores à deslocação.
- Responsabilização Direta: O Primeiro-Ministro e o Presidente da República não devem assinar estes orçamentos sem explicar a quem neles confiou este desvio da realidade. É um abuso à confiança neles delegada!
A impunidade perante o exagero é o que destrói a Democracia.
Enquanto o Governo voa em executiva, o povo fica em terra a pagar a fatura.
domingo, 22 de março de 2026
Ideais versus causas. A crise da Democracia.
Deputados em lista, como desvio à validade democrática.
A Esquerda, da qual fiz parte, com orgulho e moralmente, de arma na mão — impulsionada, sem dúvida, pela audácia da extrema-esquerda — parece ter-se perdido pelo caminho.
Trocámos a guerra dos grandes ideais por escaramuças em "causas" de nicho, muitas vezes ditadas por conveniências de calendário eleitoral.
Esquecemos um princípio básico: as causas específicas têm o seu lugar natural na educação e sensibilização social.
Quando tentamos forçar estes interesses de grupo para o centro da política geral, o resultado é a fragmentação.
O foco no "geral" perde-se, e o preço dessa escolha é alto: paga-se com a incompreensão do eleitor, com contestação silenciosa e com abstenção.
O Erro do "Blindado" por Listas
Considerar que eleições "em lista" são suficientes para representar as várias sensibilidades em qualquer partido é um erro estratégico e democrático.
Este modelo protege o "amiguismo" e distancia o deputado do cidadão:
- O eleitor merece uma relação direta e palpável com quem o representa.
- Votar numa lista de desconhecidos, escolhidos por serem "fiéis" às direções partidárias, aniquila o sentido de responsabilidade política que um candidato deveria ter para com o seu eleitor
A Constituição Não É Obstáculo
É preciso desmontar a narrativa de que a Constituição da República Portuguesa (CRP) impõe este distanciamento.
A CRP não obriga a listas fechadas e impenetráveis.
Os partidos têm a liberdade - se o desejarem - de implementar "primárias distritais abertas" a militantes e simpatizantes para designarem OS SEUS candidatos a deputados.
O que falta não é base legal, é coragem política.
Um Caminho para a Regeneração
Para salvar a democracia do crescimento dos extremismos, precisamos de injetar transparência no sistema.
Transparência para o Cidadão:
Democracia exige que a informação flua fácil e clara, logo digerível pelos eleitores, para acompanhar as governações.
O eleitor deve ter acesso a sumários executivos claros por entidades especializadas, diversas, internacionais e - através de software auditado regularmente por entidades plurinacionais - sorteadas, reportando como os seus governantes estão a gerir o bem comum.
Este é o momento de decidir: ou reformamos o sistema para o tornar transparente e aproximar deputados do povo ou, continuaremos a alimentar a narrativa que apenas serve interesses a quem quer destruir - com aproveitamento pessoal - a democracia por dentro.
quarta-feira, 18 de março de 2026
Onde se vive melhor...
domingo, 15 de março de 2026
Cleptocracia. Conhece caso semelhante?
Numa cleptocracia, os governantes tratam o tesouro público como a sua conta bancária pessoal.
É um regime de corrupção institucionalizada onde a prioridade não é governar, mas sim extrair o máximo de riqueza possível do país.
Risco Económico:
Leva, invariavelmente, ao défice excessivo, ao empobrecimento da população e ao colapso dos serviços públicos, já que o dinheiro destinado a hospitais e escolas acaba em contas offshore.
A Necessidade de Controlo
Para evitar que uma democracia se transforme em qualquer um destes cenários, a vigilância sobre os gastos públicos é fundamental. A proteção do interesse público exige sempre:
Auditorias Internacionais e Sorteadas:
Para garantir a independência, os auditores não devem ter ligações nem depedências políticas e a sua seleção deve ser aleatória, sigilosa, efectuada por sistema informático.
Transparência Total:
Disponibilização de sumários executivos claros em linguagem acessível, para que o eleitor possa fiscalizar onde cada euro é investido.
Responsabilidade Orçamental:
Regras rígidas contra o endividamento descontrolado, que muitas vezes serve apenas para alimentar redes de clientelismo.
Sem mecanismos de fiscalização externa, independente da política nacional e por sistema informático fechado regularmente auditado, o risco de o poder se fechar em si mesmo — seja para proteger fortunas ou para as criar ilegalmente — tem sido e é uma ameaça constante à soberania do povo.
quinta-feira, 12 de março de 2026
Cinismo internacional.
O Paradoxo Teocrático
O Caso do Irão
Existe um cinismo jurídico no embate entre democracias e o regime do Irão. É um facto reconhecido que o Irão opera como uma teocracia cujos moldes remontam à Baixa Idade Média.
Surge então a questão central:
Como pode o Direito Internacional, criado para proteger e fomentar sistemas democráticos, ser usado como escudo para proteger regimes que declaradamente procuram a aniquilação dessas mesmas democracias?
Não é coerente utilizar as leis do século XXI para salvaguardar um regime que:
- Desrespeita sistematicamente os Direitos Humanos.
- Submete as mulheres a leis opressivas (proibição de circular sem companhia ou falar alto em público).
- Rejeita a transparência e o escrutínio internacional.
Uma Visão Estratégica
O Direito Internacional não pode servir para defender "dinossaurias" ideológicas ou regimes criminosos.
Como democratas, devemos exigir que todas as intervenções e gastos públicos sejam transparentes e auditados.
A paz duradoura só será alcançada quando o Direito Internacional for aplicado com rigor e consequências visíveis, sem exceções para superpotências, mas também sem complacência para com tiranias teocráticas.
terça-feira, 10 de março de 2026
Japão e Irão...
Para que se não esqueça e considere:
A História diz-nos que o Japão em 1942 era uma potência militarista agressiva, mantendo hábitos medievais onde o Imperador era visto como uma divindade, e que ocupou cidades como Pequim e Xangai.
A 6 e 9 de agosto de 1945, a administração Truman, após ser informada de que uma invasão terrestre no arquipélago japonês custaria a vida a cerca de um milhão de soldados americanos (estimativas da Operação Downfall), ordenou o lançamento de duas bombas atómicas sobre Hiroshima e Nagasáqui.
O impacto causou a morte de aproximadamente 200.000 a 400.000 pessoas (entre efeitos imediatos e posteriores), incluindo militares e civis.
O Japão rendeu-se sem condições. Iniciou então, e mantém até hoje, um sistema democrático.
Três décadas após 1945, o Japão e a Alemanha — beneficiando do Plano Marshall na Europa e de investimentos equivalentes no Pacífico — emergiram como segunda e terceira potências económicas mundiais, logo após os EUA.
Nem a Alemanha nem o Japão foram posteriormente esmagados por genocídios ou excluídos da ordem internacional; pelo contrário, foram completamente integrados no bloco democrático.
Em resposta, nunca se registaram, por parte destas nações, atos de terrorismo ou escaramuças contra os EUA.
Estas evidências históricas levam-me a concluir que apenas uma demonstração de força verdadeiramente impressionante poderá, no presente, dominar civilizações ainda presas por ditadores ou teocratas que - para proveito próprio - incutem e aterrorisam as populações que dominam, com místicas e ações próprias da Baixa Idade Média, em pleno no século XXI.
A mentalidade aburguesada, pacifista, de amor extremo e incondicional pelas tenras idades promovidos - e bem -pelos sistemas políticos democráticos, tornaram-se fragilidades aproveitadas pelos seus inimigos para os inibir de responder a ataques hediondos, sem gota de humanidade, que estes regularmente, cometem.
Como evitar que tal continue ou se agrave?
domingo, 8 de março de 2026
Irão e Rússia...
segunda-feira, 2 de março de 2026
NÃO À REGIONALIZAÇÃO !!!
Votei a favor da regionalizaçãbo em 1998, mas os acontecimentos na Catalunha, entre 2014 e 2017, deram-me um "banho de realidade". Sem qualquer fundamento jurídico plausível e com base num referendo local que contou com apenas 49% de participação, declarou-se uma independência unilateral.
O processo autonómico catalão começou pela promoção da língua e de símbolos identitários, mas rapidamente derivou para uma narrativa de superioridade económica, usando o elevado PIB da região como justificativa para o isolamento. Na verdade, o que vimos foi a ambição de uma elite que pretendia o controlo absoluto de um orçamento, ignorando o todo nacional e abrindo portas a influências externas perigosas.
Como se não bastasse, a investigação do "Caso Voloh" expôs a suposta interferência russa, cuja tese principal sugere que o Kremlin utilizou a crise catalã para desestabilizar a União Europeia através de:
- Oferta de Tropas e Financiamento: Investigações judiciais indicam que, na véspera da declaração de 2017, emissários russos teriam oferecido a Carles Puigdemont o envio de 10 mil soldados e o pagamento da dívida pública catalã — oferta que terá sido recusada por ser irrealista.
- Desinformação e Redes de Bots: O uso de meios estatais (RT e Sputnik) para amplificar narrativas separatistas, tentando pintar a democracia espanhola como um "Estado autoritário".
- Geopolítica de Moscovo: Para Putin, o caos em Espanha enfraqueceria a coesão da NATO e da UE, servindo de retaliação pelas sanções impostas após a anexação da Crimeia.
A lição que retirei é clara: uma "independência" que visa enriquecer alguns, transformando os cidadãos em peões de interesses alheios sem qualquer vantagem real, é um erro histórico.
Portugal não necessita de regionalização, nem de mais despesa para sustentar "poleiros" políticos.
Os arautos que tentam agora usar a tragédia do Kristin para justificar esta reforma demonstram falta de sensibilidade.
Foi um evento meteorológico sem precedentes e de previsão quase impossível; usá-lo como arma política é oportunismo.
O mesmo padrão observa-se agora nos "baronetes" regionais portugueses. O interesse parece resumir-se ao controlo financeiro: adjudicações a amigos e cargos para os aparelhos partidários. Em vez de termos 200 bombeiros profissionais todo o ano, preferem o jogo da exigência constante ao poder central.
Onde termina esta caminhada? Numa independência subsidiada por interesses externos?
Gostaria de conhecer o plano real destes senhores para o crescimento demográfico e económico regional do país, para além da eterna chantagem política sobre o orçamento de Lisboa.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026
Passos, um incompetente perigoso!
Se há pessoa pela qual tenho o mais absoluto desdenho é aquela que nunca se afirmou por nada conhecido mas, que as circunstâcias e o voto de raiva, fizeram dela alguém.
Este indivíduo de que falo, pertence ao grupo de 800.000 regressados de África após Abril de 1974.
Jovem, com bom aspecto, ingressou na JSD e aí, pelas quotas que a JSD acordou com o Presidente do PSD, entrou na lista, em lugar elegível para a legislatura seguinte.
Nunca foram encontrados quaisquer méritos que o distinguissem como deputado, além do de ter o acesso facilitado aos gabinetes dos dirigentes do partido.
E assim fez a sua carreira!
Durante mais de 20 anos PP Coelho viveu como facilitador de interesses privados junto de gabinetes partidários e ministeriais.
Quando as licenciaturas foram reduzidas (processo de Bolonha) de cinco para três anos, cerca dos 40 anos de idade, decidiu uma aventura universitária, privada, claro.
Aí, conhece ML Albuquerque e com simpatias recíprocas, um acabou licenciado a outra, comissária europeia.
Como os ventos eram favoráveis e o escrutínio democrático dos valores académicos, sociais e pessoais de governantes era, e é, nulo em 2011, um acaba primeiro-ministro e a outra ministra.
Mas, para mim, o mais incrível nisto tudo é um PM ter á sua frente a solução para a crise iniciada em 2011, por forma evidente como Mário Centeno a viria a consagrar após 2016, e não a ter visto ou a ter recusado, preferindo ir "além da troika" e privatizando empresas públicas em 9.400 milhões de €, quando a troika "apenas" lhe exigia 5.000...
Nisto, terá sido apoiado pela teoria - da sua professora - económica friedmaniana Albuquerque (igual à atual do Milei na Argentina) de terra queimada, para depois bater palmas quando nascessem as primeiras ervas...
Mário Centeno mostrou que bastaria colocar o potencial turístico do país em andamento, para que tudo se resolvesse e, em vez dos 131% deixados por PPCoelho, se reduzisse a dívida, em alguns anos apenas, para valores inferiores a 100% e super-avit a seguir.
Um PM e uma ministra das finanças ignorantes e mal intencionados, dogmatizados por ideologias inconsequentes de resultados nunca provados além de terem cortado vencimentos, reformas, feriados... em nome de uma distopia, falharam gritantemente ao povo que os tinha eleito mentindo, afirmando que fariam cortes apenas em pequenas gorduras do estado, mas que ficaram com os seus futuros assegurados e o povo enganado, levou anos a pagar e a levantar cabeça.
Punição para quem mente em política? Nenhuma!
O castigo é para quem aprovou a CRP mas nenhuma das suas oito emendas, e aceita crimes sem castigo para políticos mentirosos: o Povo!
sábado, 21 de fevereiro de 2026
NOVO PARTIDO : EM DEFESA DA DEMOCRACIA !
Manifesto!
Manifesto do Cidadão: Para uma Gestão Pública Sem "Batota"
Este manifesto baseia-se numa ideia simples: O Estado serve o Povo, não os Grupos de Interesses. Para que isto seja verdade, precisamos de quatro "travões" de emergência:
1. "Quem Escolhe é o Nome, não a Sigla" (Voto Nominal)
- O Problema: Hoje votamos em listas fechadas. Os deputados devem fidelidade ao chefe do partido, não a nós.
- A Solução: Votar diretamente na pessoa (Círculos Uninominais). Se o deputado do seu distrito não defende a região ou protege corruptos, o cidadão sabe exatamente quem é e não o volta a eleger.
2. "A Porta Só Abre para Um Lado" (Fim das Portas Giratórias)
- O Problema: Ministros e Reguladores saem do Governo para serem administradores das empresas que acabaram de beneficiar.
- A Solução: Quem aceita um cargo de alta responsabilidade pública fica proibido de trabalhar no setor privado dessa área durante 10 anos. Se fiscalizou bancos, não pode trabalhar para bancos.
3. "Magistrados: Uma Carreira de Mão Única" (Justiça Blindada)
- O Problema: Juízes que entram e saem da política ou que esperam por tachos no privado após a reforma.
- A Solução: Ser Juiz ou Procurador é uma escolha para a vida. Ganham bem e têm prestígio, mas ficam proibidos de exercer cargos políticos ou de trabalhar para grandes escritórios de advogados. A sua única lealdade é à Lei.
4. "O Dinheiro Tem Rasto" (Modelo Francês)
- O Problema: Malas de dinheiro e "sacos azuis" que alimentam a corrupção e os "Cavalos de Troia".
- A Solução: Limites baixos para pagamentos em dinheiro vivo (como em França) e uso do Euro Digital para grandes transações. Cada cêntimo da corrupção deve deixar uma pegada digital impossível de apagar.
5. "O Sorteio é Sagrado" (Fim do Juiz Escolhido)
- O Problema: Processos sensíveis que parecem cair sempre nas mãos dos mesmos juízes, ou que "dormem" até prescreverem.
- A Solução: Sorteio eletrónico transparente e auditável por cidadãos. Além disso, rotatividade obrigatória: nenhum juiz fica "dono" de um tribunal ou de um tipo de crime durante décadas.
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026
Somos governados por pedófios, corruptos e sociopatas.
A questão central reside em como travar a ascensão ao poder de indivíduos sem escrúpulos ou com patologias do foro mental, um fenómeno que se alastra globalmente.
Aqueles que se apresentam como "dignos" revelam-se, frequentemente, narcisistas ou mentirosos compulsivos.
O caso Epstein é o expoente máximo desta "monarquia" descarada e indecente que, há décadas, manobra as populações e os erários públicos.
O cenário é de orgias, pedofilia, corrupção, nepotismo e traição — tudo sob o manto de uma impunidade absoluta que os faz sentir intocáveis.
Contudo, é inútil "chover no molhado". O que é urgente e decisivo é a mobilização das populações contra esta sobranceria, através de medidas concretas. Proponho:
A) Escrutínio Psiquiátrico Independente
- Avaliação Obrigatória: Qualquer candidato ou nomeado para cargos governativos, antes de iniciar o exercício de funções, deve ser sujeito a uma avaliação psiquiátrica por um painel de cinco especialistas (com pelo menos dez anos de experiência). Estes devem ser designados pelo Colégio de Psiquiatria da Ordem dos Médicos ou entidade equivalente de um país democrático situado no Top 10 do Democracy Index (DI) da Economist Intelligence Unit.
- Confidencialidade: A identidade dos psiquiatras avaliadores deve ser protegida, sendo apenas do conhecimento do órgão regulador que os designou.
- Mecanismo de Recurso: Da avaliação inicial caberá recurso para um colégio de um país distinto (também no Top 10 do DI). Se o parecer coincidir, a decisão é definitiva.
- Havendo discrepância, a decisão final será tomada pelo órgão coletivo máximo de um terceiro país (também da DI) - com base nas avaliações produzidas - no prazo de uma semana após a última avaliação.
B) Implementação do Polígrafo Digital
Mantenho-me um defensor acérrimo de uma ferramenta que o poder teme e que o sistema judicial tenta diabolizar: o Polígrafo. Utilizado com sucesso há quase um século pelos principais serviços de segurança, esta tecnologia é rápida, de baixo custo e eficaz.
A implementação da sua versão digital — equipada com sensores de dilatação pupilar — para o controlo regular de governantes seria um passo decisivo. Uma vez exigido por lei, este escrutínio traria a transparência e a tranquilidade que as sociedades exigem e merecem.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2026
MPGA
Make Portugal Great Again (MPGA)
É uma hipótese que, a qualquer português de bom senso, arrancará um sorriso condescendente.
Make Portugal Great Again significaria um recuo de seiscentos anos, até às caravelas e ao Império. Já o Make America Great Again propõe regressar a um passado de há apenas um século.
A diferença é gritante: por que razão um povo acredita poder retroceder cem anos, enquanto o outro sorri perante a ideia de recuar seiscentos?
A resposta reside na ilusão sobre a variável mais implacável da existência: o Tempo. Ele é extraordinário precisamente por ser unidirecional; o tempo só sabe marchar para a frente.
Apenas uma mente perturbada poderia propor a uma nação regressar ao passado.
Mas há algo pior: o facto de a maioria desse povo escolher acreditar na miragem.
E o que torna tudo ainda mais desconcertante é que este país — este povo — continua a ser a potência hegemónica do planeta.
Militarmente, tecnologicamente e em termos de PIB, os EUA estão num patamar isolado onde, a curto prazo, ninguém o alcança.
Esta pujança factual reduz o slogan MAGA ao vazio absoluto.
A América não precisa de "voltar" a ser grande; ela já o é.
O que se esperaria de uma liderança com tal poder seria a continuidade de um ciclo de paz, o fomento do desenvolvimento e a disseminação global da qualidade de vida que esta civilização logrou alcançar.
Jamais a inauguração de uma era baseada na chantagem militar, no apoio a autocracias, na culpabilização das vítimas e na substituição da razão óbvia pelo hiper-enriquecimento de um líder e do seu círculo de privilégio.
É difícil perdoar aos arquitetos deste caos que em nome de uma suposta grandeza nacional, justifiquem o descalabro universal.
Quem troca o progresso partilhado pelo isolacionismo autoritário não está a fazer história; está apenas a tentar, inutilmente, travar o relógio.
Esquemas antigos, que prevalecem...!
Há dias, dois cavalheiros conversaram sobre obras de construção civil num local público, e estando eu sentado numa mesa próxima,...
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Como todos os sistemas políticos, o democrático está longe da perfeição! Sendo embora o que mais liberdade individual permite aos seus cida...
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Terá a ver com o publicado, o não publicado e a verdade, como o bom-senso a entende. Isto para tentar justificar o seguinte: O p...
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Se o leitor se colocar na pele de imigrante, sentirá que ter onde viver é fundamental para reiniciar a sua vida, necessariamente, dura...! T...