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domingo, 3 de maio de 2026
O fosso entre gerações.
quarta-feira, 29 de abril de 2026
Montenegro
A análise por mim traçada sobre a figura de Luís Montenegro reflete um descontentamento profundo com o exercício da governação e com a postura ética que se exige de quem ocupa o cargo de Primeiro-Ministro.
O retrato que vou apresentar é o de um dirigente cujas ações — ou a falta delas — comprometem a lisura necessária para o serviço público e para a defesa dos valores democráticos.
Este cenário desenha um padrão preocupante:
- Opacidade na gestão pública e privada:
Quando se observam casos como o da construção da sua casa em Espinho e a transferência de ativos da Spinumviva para os filhos, a questão deixa de ser estritamente legal para se tornar uma questão de integridade e exemplo.
A perceção de que o decisor político contorna a lei — nomeadamente a Lei n.º 52/2019, que visa o reforço da transparência — é corrosiva para a confiança nas instituições.
- O défice democrático no financiamento:
A relutância em tornar públicos os financiadores dos partidos políticos é um obstáculo direto à transparência que, sobre redução do populismo e a moralização da política, é essencial.
Sem saber quem financia o poder, o cidadão perde a capacidade de identificar conflitos de interesse, o que alimenta o cinismo e o afastamento da vida coletiva.
- O distanciamento da realidade laboral:
Ao avançar com uma reforma laboral que não conta com o consenso ou o apoio dos parceiros sociais, o governo ignora a concertação, pilar basilar da estabilidade económica e social, impondo uma visão unilateral que ignora as necessidades reais de quem trabalha e de quem produz.
- A falha moral na política externa:
Talvez o ponto mais grave seja a divergência em relação à posição da União Europeia.
Num momento em que a coesão europeia é o único baluarte contra a agressão russa, a capitulação perante um regime autoritário e o seu líder, responsável por atrocidades amplamente documentadas, não é apenas um erro diplomático: é uma rutura com o compromisso humanista e democrático que Portugal assumiu perante os seus pares e a comunidade internacional. Porquê?
Em última análise, o descrito é a antítese de uma democracia robusta.
Uma sociedade que aspira a reduzir o populismo e impedir a corrupção depende de líderes que sejam, antes de tudo, transparentes e coerentes.
Quando a ação governativa se pauta pela opacidade, pelo desrespeito pelas normas de transparência e por uma condescendência perante a violação dos direitos humanos, o custo não é apenas político — é a erosão sensível da própria fibra moral do país.
A exigência de transparência e de probidade não deve ser vista como uma crítica partidária, mas como um dever de cidadania ativa, indispensável para resgatar a política do descrédito e devolvê-la ao seu propósito genuíno:
O bem comum!
sábado, 18 de abril de 2026
O ciclo do consumo...!
A dívida pública é dividida em "pedaços" chamados Títulos do Tesouro ou Obrigações. Quem os compra é que é o credor.
Fundos de Pensões e Seguradoras:
São os maiores donos da dívida mundial.
Quando você desconta para a sua reforma ou paga um seguro de vida, esse dinheiro não fica parado num cofre; as empresas investem-no em dívida pública por ser considerada segura.
Ou seja: o governo pode estar a dever-lhe a sua futura reforma.
Bancos Comerciais: Os bancos usam os depósitos dos clientes para comprar títulos do Estado. Isto ajuda-os a ter ativos que rendem juros "garantidos"
Investidores Privados e Cidadãos Comuns: Qualquer pessoa pode comprar Certificados de Aforro ou Obrigações do Tesouro. Nestes casos, o Estado deve diretamente aos seus cidadãos.
Bancos Centrais: Nos últimos anos (especialmente desde a crise de 2008 e a pandemia), os Bancos Centrais (como o Banco de Portugal/BCE) passaram a comprar muita dívida dos seus próprios países para injetar dinheiro na economia.
Fundos Soberanos e Outros Países: Existem países que têm "dinheiro a mais" (como a China, devido às exportações, ou a Noruega e Arábia Saudita, devido ao petróleo).
Eles compram dívida de outros países (como os EUA ou Portugal) como forma de guardar as suas poupanças.
2. O Grande "Loop" Financeiro
A confusão mental acontece porque pensamos na dívida pública como uma dívida entre vizinhos.
Mas na economia global, a dívida funciona mais como um sistema de circulação sanguínea:
- O Estado pede dinheiro para construir escolas ou pagar salários.
- Um Fundo de Pensões empresta esse dinheiro.
- O Estado paga juros ao Fundo.
- O Fundo usa esses juros para pagar a reforma ao cidadão que, por sua vez, paga impostos ao Estado.
3. Mas então, como é que todos podem estar endividados ao mesmo tempo?
Imagine que existem 3 pessoas: A, B e C.
A deve 10€ a B.
B deve 10€ a C.
C deve 10€ a A.
Todos estão endividados, mas o sistema continua a funcionar porque o dinheiro está em movimento.
O problema só surge quando alguém deixa de acreditar que o outro vai pagar (a crise de confiança).
Resumo: O "Dono" da Dívida
Se somarmos tudo, cerca de 80% da dívida mundial está em mãos privadas (bancos, fundos e pessoas como eu e você). Os governos não devem uns aos outros num sistema fechado; devem ao sistema financeiro global que, por sua vez, é alimentado pelas poupanças e investimentos de todos nós.
Mas... quem ganha com a circulação da dívida? Os bancos! Ganham sempre!
quarta-feira, 15 de abril de 2026
As atitudes de um louco que acordam o mundo!
A análise da postura externa e de segurança de Donald Trump sugere que o recurso à força desmedida e a retórica da aniquilação não é apenas uma escolha tática, mas uma resposta estratégica proporcional à magnitude das ameaças contemporâneas.
No que diz respeito ao regime teocrático do Irão, a lógica da "pressão máxima" assenta no princípio de que a contenção diplomática convencional falhou em travar a expansão nuclear e o financiamento do terrorismo regional.
Ao mobilizar arsenais convencionais e manter a dissuasão nuclear como uma possibilidade real, a estratégia visa desestabilizar a confiança do regime, forçando-o a um recuo que sanções económicas, por si só, nunca conseguiram garantir.
Ao evocar o "Holocausto no Médio Oriente" anunciado pelo Irão - o seu enorme arsenal, a sua insistência no nuclear, o seu contra-ataque a países muçulmanos - tal funciona como mecanismo de choque, eliminando a ambiguidade dialética e estabelece linhas vermelhas claras que os adversários temem cruzar.
Paralelamente, a abordagem brutal no combate ao narcotráfico global parte da premissa de que os cartéis e as redes de distribuição de fentanil operam como organizações paramilitares que corroendo minam a soberania das nações.
A militarização desta luta e o uso de armamento de ponta são vistos, nesta ótica, como as únicas ferramentas capazes de desmantelar infraestruturas as quais, visivelmente, se tornaram demasiado poderosas para forças policiais comuns.
A visão aqui defendida é a de que problemas existenciais — como a erosão social causada pela droga e a ameaça existencial de uma teocracia nuclear — exigem soluções que ultrapassam os limites da política tradicional.
É a aplicação do realismo político levado ao extremo, por razões de solidariedade e sobrevivência: num mundo onde o caos se propaga, a projeção de um poder militar avassalador e a vontade de o utilizar surgem como os únicos pilares capazes de restaurar a ordem e garantir a sobrevivência das democracias ocidentais perante inimigos que não reconhecem as regras da ordem internacional.
sábado, 11 de abril de 2026
Épica frustação
quarta-feira, 8 de abril de 2026
Um louco comanda o mundo!
domingo, 5 de abril de 2026
Humanismo.
O Paradoxo dos Direitos Humanos Entre Idealismo e Impunidade
Os Direitos Humanos figuram entre as conquistas mais elevadas da civilização do século XXI.
Frutos de lições amargas extraídas das tragédias que assolaram a humanidade, estes direitos permanecem, contudo, como meras utopias em nações subjugadas por "verdades" místicas ou por conveniências ditatoriais de elites dominantes.
É precisamente aqui que reside um abismo intelectual e ético: enquanto celebramos o valor intrínseco destes direitos, assistimos à sua perversão por "marginais com poder" — dirigentes que operam na sombra e à revelia da lei, perpetuando o tráfico, a escravatura e conflitos injustificáveis.
O que mais alarma é a impunidade: estes agentes gozam de existências faustosas à custa do sofrimento alheio, utilizando a riqueza acumulada para corromper instituições de topo nas próprias sociedades democráticas que dizem defender os direitos humanos.
Milénios depois, estes esquemas socialmente corrosivos não só persistem, como se capilarizam.
A premissa deve ser clara:
Direitos Humanos, sim — mas só para quem os respeita.
Não há coexistência possível entre a dignidade humana e o crime organizado global.
Talvez por isso, mesmo aqueles que repudiam figuras como Trump e os seus desmandos políticos, sexuais e financeiros sintam um eco de justiça quando veem a força bruta do crime ser travada de forma decisiva — seja por míssil contra o narcotráfico furtivo ou contra um regime assassino, dito teocrático.
Será o instinto de sobrevivência da civilização perante a barbárie...
terça-feira, 31 de março de 2026
Eutanásia
domingo, 29 de março de 2026
A verdade eterna!
Embora já tenha abordado este tema, a urgência do momento exige que o faça com uma explicação renovada.
O recente cenário político nos Estados Unidos, personificado na figura de Donald Trump, serve como exemplo a um fenómeno preocupante: ascensão - palavrosa, gesticulada e desbragada - da retórica movida pelo narcisismo, gula e ressentimento, conseguindo rivalizar — e muitas vezes superar — a satisfação de sentir o bom senso do equilíbrio institucional.
Uma democracia deve ter como objetivo primordial a educação social gratuita e universal.
Apenas a educação permite a alguém perceber a diferença entre conversa vazia e dificuldades reais num país.
Tal não é apenas um direito, mas necessidade estratégica da Democracia
Para que o sistema funcione, o cidadão precisa de ferramentas intelectuais que lhe permitam:
- Identificar promessas irrealizáveis por mais sedutoras que sejam as suas roupas.
- Valorizar a Igualdade
- Compreender que Estado de Direito é o que tenta tratar de forma equânime todos os indivíduos independentemente de sua origem, cultura ou condição económica
- Respeitar a alteridade
- Consolidar convivência harmoniosa entre diferentes religiões, etnias e géneros.
A vitória eleitoral da figura de Trump com um histórico de desinformação científica e desrespeito pelas instituições — como a indiferença social à invasão do Capitólio e assassinatos em consequência, perdão aos assassinos e desvalorização de crises sanitárias — não acontece sem motivo.
Foi resultado de um sistema que negligenciou durante décadas, pilares básicos como saúde, formação e proteção social das suas classes média e baixa.
Quando a estrutura falha, o eleitorado torna-se permeável a lideranças erráticas, movidas por ódio acumulado que cega perante erros alheios, ainda que menores e óbvios.
Democracia e o valor da Paz
Não é criticar a Democracia por erros em tempos de Paz, mas sim de considerar que ela é um organismo vivo que precisa proteção e exige uma renovadora manutenção.
Ao abdicar do cuidado intensivo com a educação dos seus cidadãos, o sistema fica vulnerável à demagogia.
A História ensina-nos que o vazio da alfabetização política é rapidamente preenchido por lógicas totalitárias, oligarquias ou teocracias que, invariavelmente, conduzem à guerra e ao sacrifício... de gerações.
A Paz que vivemos há mais de 80 anos é o bem mais precioso das sociedades democráticas na Europa. O único que permite que as próximas gerações continuem cumprindo este legado.
Quando esse bem é esquecido — como se viu em Portugal no passado — o resultado foi o crescimento possibilitado a forças extremistas as quais - capitalizando descontentamento de novas gerações impreparadas - desconsideram e minimizam o muito conseguido em Democracia.
Não há sistemas políticos sem falhas!
Mas há apenas UM de todos para todos e, outros, de todos para um só indivíduo ou pequeno grupo.
E a Democracia só sobrevive se for capaz de formar as gerações imunes ao canto da sereia do autoritarismo.
Ignorar o pilar educação não é apenas uma falha política; é negligência civilizacional.
Aqueles que esquecem a exigência de liberdade de discernimento, facilitando ferramentas para tal, condenam não apenas o presente mas também o futuro e não devem governar.
quarta-feira, 25 de março de 2026
Viajando e governando...!
A Matemática do Absurdo: Onde Param os Milhões das Viagens?
É urgente falar sobre a obscenidade dos gastos em viagens do Governo. Entre o executado em 2024 e o projetado para 2026, assistimos a um assalto planeado ao erário público sob o pretexto de "deslocações".
O Raio-X do Gasto
Se considerarmos uma viagem padrão de 3 dias a Bruxelas (Voo em executiva, alojamento e ajudas de custo) num valor de 1.600€, os números do Orçamento do Estado revelam uma realidade paralela:
- 2024: 113,3 Milhões €
- 2025: 156,6 Milhões € (+38%)
- 2026: ~165 Milhões € (Projetado)
O "Impossível" Político
Com 165 milhões de euros, o Governo está a orçamentar o equivalente a 103.125 viagens individuais de três dias a Bruxelas.
Se dividirmos este valor pelos 58 governantes atuais, cada um teria de realizar 1.778 viagens por ano. Matemática e fisicamente, isto significaria que cada governante passaria 5.334 dias por ano fora do país.
Como o ano só tem 365 dias, a pergunta é inevitável:
Quem está, afinal, a viajar com o nosso dinheiro? ,
Serão comitivas intermináveis de assessores?
Serão custos sumptuários escondidos?
Mais espantoso: Onde estão os naturais protestos da Oposição que NÃO SE OUVEM?
Ou é apenas a mais pura falta de escrutínio e o risco de um défice excessivo a ser alimentado por mordomias?
A Exigência de Auditoria
Num país com dois milhões de pobres, onde a inflação ronda os 2% e os meios digitais permitem trabalho remoto, este aumento de quase 50% de deslocações em dois anos é uma traição à confiança do eleitor.
Para que servirão os sistemas de teleconferência?
Será que apenas presencialmente será possível avaliar e discutir situações?
Exigimos:
- Auditorias Internacionais Obrigatórias: Equipas independentes, sorteadas sob sigilo, para analisar cada euro gasto em consumo intermédio.
- Transparência Digital: Um portal onde o cidadão possa ver, em tempo real, quem viajou, com que acompanhantes e com que justificação, bem como o(s) motivo(s).
- Relatórios dessas reuniões em sumário(s) executivo(s) de leitura clara e fácil para um cidadão com a escolaridade obrigatória e colocados no site do governo nas duas semanas posteriores à deslocação.
- Responsabilização Direta: O Primeiro-Ministro e o Presidente da República não devem assinar estes orçamentos sem explicar a quem neles confiou este desvio da realidade. É um abuso à confiança neles delegada!
A impunidade perante o exagero é o que destrói a Democracia.
Enquanto o Governo voa em executiva, o povo fica em terra a pagar a fatura.
domingo, 22 de março de 2026
Ideais versus causas. A crise da Democracia.
Deputados em lista, como desvio à validade democrática.
A Esquerda, da qual fiz parte, com orgulho e moralmente, de arma na mão — impulsionada, sem dúvida, pela audácia da extrema-esquerda — parece ter-se perdido pelo caminho.
Trocámos a guerra dos grandes ideais por escaramuças em "causas" de nicho, muitas vezes ditadas por conveniências de calendário eleitoral.
Esquecemos um princípio básico: as causas específicas têm o seu lugar natural na educação e sensibilização social.
Quando tentamos forçar estes interesses de grupo para o centro da política geral, o resultado é a fragmentação.
O foco no "geral" perde-se, e o preço dessa escolha é alto: paga-se com a incompreensão do eleitor, com contestação silenciosa e com abstenção.
O Erro do "Blindado" por Listas
Considerar que eleições "em lista" são suficientes para representar as várias sensibilidades em qualquer partido é um erro estratégico e democrático.
Este modelo protege o "amiguismo" e distancia o deputado do cidadão:
- O eleitor merece uma relação direta e palpável com quem o representa.
- Votar numa lista de desconhecidos, escolhidos por serem "fiéis" às direções partidárias, aniquila o sentido de responsabilidade política que um candidato deveria ter para com o seu eleitor
A Constituição Não É Obstáculo
É preciso desmontar a narrativa de que a Constituição da República Portuguesa (CRP) impõe este distanciamento.
A CRP não obriga a listas fechadas e impenetráveis.
Os partidos têm a liberdade - se o desejarem - de implementar "primárias distritais abertas" a militantes e simpatizantes para designarem OS SEUS candidatos a deputados.
O que falta não é base legal, é coragem política.
Um Caminho para a Regeneração
Para salvar a democracia do crescimento dos extremismos, precisamos de injetar transparência no sistema.
Transparência para o Cidadão:
Democracia exige que a informação flua fácil e clara, logo digerível pelos eleitores, para acompanhar as governações.
O eleitor deve ter acesso a sumários executivos claros por entidades especializadas, diversas, internacionais e - através de software auditado regularmente por entidades plurinacionais - sorteadas, reportando como os seus governantes estão a gerir o bem comum.
Este é o momento de decidir: ou reformamos o sistema para o tornar transparente e aproximar deputados do povo ou, continuaremos a alimentar a narrativa que apenas serve interesses a quem quer destruir - com aproveitamento pessoal - a democracia por dentro.
quarta-feira, 18 de março de 2026
Onde se vive melhor...
domingo, 15 de março de 2026
Cleptocracia. Conhece caso semelhante?
Numa cleptocracia, os governantes tratam o tesouro público como a sua conta bancária pessoal.
É um regime de corrupção institucionalizada onde a prioridade não é governar, mas sim extrair o máximo de riqueza possível do país.
Risco Económico:
Leva, invariavelmente, ao défice excessivo, ao empobrecimento da população e ao colapso dos serviços públicos, já que o dinheiro destinado a hospitais e escolas acaba em contas offshore.
A Necessidade de Controlo
Para evitar que uma democracia se transforme em qualquer um destes cenários, a vigilância sobre os gastos públicos é fundamental. A proteção do interesse público exige sempre:
Auditorias Internacionais e Sorteadas:
Para garantir a independência, os auditores não devem ter ligações nem depedências políticas e a sua seleção deve ser aleatória, sigilosa, efectuada por sistema informático.
Transparência Total:
Disponibilização de sumários executivos claros em linguagem acessível, para que o eleitor possa fiscalizar onde cada euro é investido.
Responsabilidade Orçamental:
Regras rígidas contra o endividamento descontrolado, que muitas vezes serve apenas para alimentar redes de clientelismo.
Sem mecanismos de fiscalização externa, independente da política nacional e por sistema informático fechado regularmente auditado, o risco de o poder se fechar em si mesmo — seja para proteger fortunas ou para as criar ilegalmente — tem sido e é uma ameaça constante à soberania do povo.
quinta-feira, 12 de março de 2026
Cinismo internacional.
O Paradoxo Teocrático
O Caso do Irão
Existe um cinismo jurídico no embate entre democracias e o regime do Irão. É um facto reconhecido que o Irão opera como uma teocracia cujos moldes remontam à Baixa Idade Média.
Surge então a questão central:
Como pode o Direito Internacional, criado para proteger e fomentar sistemas democráticos, ser usado como escudo para proteger regimes que declaradamente procuram a aniquilação dessas mesmas democracias?
Não é coerente utilizar as leis do século XXI para salvaguardar um regime que:
- Desrespeita sistematicamente os Direitos Humanos.
- Submete as mulheres a leis opressivas (proibição de circular sem companhia ou falar alto em público).
- Rejeita a transparência e o escrutínio internacional.
Uma Visão Estratégica
O Direito Internacional não pode servir para defender "dinossaurias" ideológicas ou regimes criminosos.
Como democratas, devemos exigir que todas as intervenções e gastos públicos sejam transparentes e auditados.
A paz duradoura só será alcançada quando o Direito Internacional for aplicado com rigor e consequências visíveis, sem exceções para superpotências, mas também sem complacência para com tiranias teocráticas.
terça-feira, 10 de março de 2026
Japão e Irão...
Para que se não esqueça e considere:
A História diz-nos que o Japão em 1942 era uma potência militarista agressiva, mantendo hábitos medievais onde o Imperador era visto como uma divindade, e que ocupou cidades como Pequim e Xangai.
A 6 e 9 de agosto de 1945, a administração Truman, após ser informada de que uma invasão terrestre no arquipélago japonês custaria a vida a cerca de um milhão de soldados americanos (estimativas da Operação Downfall), ordenou o lançamento de duas bombas atómicas sobre Hiroshima e Nagasáqui.
O impacto causou a morte de aproximadamente 200.000 a 400.000 pessoas (entre efeitos imediatos e posteriores), incluindo militares e civis.
O Japão rendeu-se sem condições. Iniciou então, e mantém até hoje, um sistema democrático.
Três décadas após 1945, o Japão e a Alemanha — beneficiando do Plano Marshall na Europa e de investimentos equivalentes no Pacífico — emergiram como segunda e terceira potências económicas mundiais, logo após os EUA.
Nem a Alemanha nem o Japão foram posteriormente esmagados por genocídios ou excluídos da ordem internacional; pelo contrário, foram completamente integrados no bloco democrático.
Em resposta, nunca se registaram, por parte destas nações, atos de terrorismo ou escaramuças contra os EUA.
Estas evidências históricas levam-me a concluir que apenas uma demonstração de força verdadeiramente impressionante poderá, no presente, dominar civilizações ainda presas por ditadores ou teocratas que - para proveito próprio - incutem e aterrorisam as populações que dominam, com místicas e ações próprias da Baixa Idade Média, em pleno no século XXI.
A mentalidade aburguesada, pacifista, de amor extremo e incondicional pelas tenras idades promovidos - e bem -pelos sistemas políticos democráticos, tornaram-se fragilidades aproveitadas pelos seus inimigos para os inibir de responder a ataques hediondos, sem gota de humanidade, que estes regularmente, cometem.
Como evitar que tal continue ou se agrave?
domingo, 8 de março de 2026
Irão e Rússia...
segunda-feira, 2 de março de 2026
NÃO À REGIONALIZAÇÃO !!!
Votei a favor da regionalizaçãbo em 1998, mas os acontecimentos na Catalunha, entre 2014 e 2017, deram-me um "banho de realidade". Sem qualquer fundamento jurídico plausível e com base num referendo local que contou com apenas 49% de participação, declarou-se uma independência unilateral.
O processo autonómico catalão começou pela promoção da língua e de símbolos identitários, mas rapidamente derivou para uma narrativa de superioridade económica, usando o elevado PIB da região como justificativa para o isolamento. Na verdade, o que vimos foi a ambição de uma elite que pretendia o controlo absoluto de um orçamento, ignorando o todo nacional e abrindo portas a influências externas perigosas.
Como se não bastasse, a investigação do "Caso Voloh" expôs a suposta interferência russa, cuja tese principal sugere que o Kremlin utilizou a crise catalã para desestabilizar a União Europeia através de:
- Oferta de Tropas e Financiamento: Investigações judiciais indicam que, na véspera da declaração de 2017, emissários russos teriam oferecido a Carles Puigdemont o envio de 10 mil soldados e o pagamento da dívida pública catalã — oferta que terá sido recusada por ser irrealista.
- Desinformação e Redes de Bots: O uso de meios estatais (RT e Sputnik) para amplificar narrativas separatistas, tentando pintar a democracia espanhola como um "Estado autoritário".
- Geopolítica de Moscovo: Para Putin, o caos em Espanha enfraqueceria a coesão da NATO e da UE, servindo de retaliação pelas sanções impostas após a anexação da Crimeia.
A lição que retirei é clara: uma "independência" que visa enriquecer alguns, transformando os cidadãos em peões de interesses alheios sem qualquer vantagem real, é um erro histórico.
Portugal não necessita de regionalização, nem de mais despesa para sustentar "poleiros" políticos.
Os arautos que tentam agora usar a tragédia do Kristin para justificar esta reforma demonstram falta de sensibilidade.
Foi um evento meteorológico sem precedentes e de previsão quase impossível; usá-lo como arma política é oportunismo.
O mesmo padrão observa-se agora nos "baronetes" regionais portugueses. O interesse parece resumir-se ao controlo financeiro: adjudicações a amigos e cargos para os aparelhos partidários. Em vez de termos 200 bombeiros profissionais todo o ano, preferem o jogo da exigência constante ao poder central.
Onde termina esta caminhada? Numa independência subsidiada por interesses externos?
Gostaria de conhecer o plano real destes senhores para o crescimento demográfico e económico regional do país, para além da eterna chantagem política sobre o orçamento de Lisboa.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026
Passos, um incompetente perigoso!
Se há pessoa pela qual tenho o mais absoluto desdenho é aquela que nunca se afirmou por nada conhecido mas, que as circunstâcias e o voto de raiva, fizeram dela alguém.
Este indivíduo de que falo, pertence ao grupo de 800.000 regressados de África após Abril de 1974.
Jovem, com bom aspecto, ingressou na JSD e aí, pelas quotas que a JSD acordou com o Presidente do PSD, entrou na lista, em lugar elegível para a legislatura seguinte.
Nunca foram encontrados quaisquer méritos que o distinguissem como deputado, além do de ter o acesso facilitado aos gabinetes dos dirigentes do partido.
E assim fez a sua carreira!
Durante mais de 20 anos PP Coelho viveu como facilitador de interesses privados junto de gabinetes partidários e ministeriais.
Quando as licenciaturas foram reduzidas (processo de Bolonha) de cinco para três anos, cerca dos 40 anos de idade, decidiu uma aventura universitária, privada, claro.
Aí, conhece ML Albuquerque e com simpatias recíprocas, um acabou licenciado a outra, comissária europeia.
Como os ventos eram favoráveis e o escrutínio democrático dos valores académicos, sociais e pessoais de governantes era, e é, nulo em 2011, um acaba primeiro-ministro e a outra ministra.
Mas, para mim, o mais incrível nisto tudo é um PM ter á sua frente a solução para a crise iniciada em 2011, por forma evidente como Mário Centeno a viria a consagrar após 2016, e não a ter visto ou a ter recusado, preferindo ir "além da troika" e privatizando empresas públicas em 9.400 milhões de €, quando a troika "apenas" lhe exigia 5.000...
Nisto, terá sido apoiado pela teoria - da sua professora - económica friedmaniana Albuquerque (igual à atual do Milei na Argentina) de terra queimada, para depois bater palmas quando nascessem as primeiras ervas...
Mário Centeno mostrou que bastaria colocar o potencial turístico do país em andamento, para que tudo se resolvesse e, em vez dos 131% deixados por PPCoelho, se reduzisse a dívida, em alguns anos apenas, para valores inferiores a 100% e super-avit a seguir.
Um PM e uma ministra das finanças ignorantes e mal intencionados, dogmatizados por ideologias inconsequentes de resultados nunca provados além de terem cortado vencimentos, reformas, feriados... em nome de uma distopia, falharam gritantemente ao povo que os tinha eleito mentindo, afirmando que fariam cortes apenas em pequenas gorduras do estado, mas que ficaram com os seus futuros assegurados e o povo enganado, levou anos a pagar e a levantar cabeça.
Punição para quem mente em política? Nenhuma!
O castigo é para quem aprovou a CRP mas nenhuma das suas oito emendas, e aceita crimes sem castigo para políticos mentirosos: o Povo!
sábado, 21 de fevereiro de 2026
NOVO PARTIDO : EM DEFESA DA DEMOCRACIA !
Manifesto!
Manifesto do Cidadão: Para uma Gestão Pública Sem "Batota"
Este manifesto baseia-se numa ideia simples: O Estado serve o Povo, não os Grupos de Interesses. Para que isto seja verdade, precisamos de quatro "travões" de emergência:
1. "Quem Escolhe é o Nome, não a Sigla" (Voto Nominal)
- O Problema: Hoje votamos em listas fechadas. Os deputados devem fidelidade ao chefe do partido, não a nós.
- A Solução: Votar diretamente na pessoa (Círculos Uninominais). Se o deputado do seu distrito não defende a região ou protege corruptos, o cidadão sabe exatamente quem é e não o volta a eleger.
2. "A Porta Só Abre para Um Lado" (Fim das Portas Giratórias)
- O Problema: Ministros e Reguladores saem do Governo para serem administradores das empresas que acabaram de beneficiar.
- A Solução: Quem aceita um cargo de alta responsabilidade pública fica proibido de trabalhar no setor privado dessa área durante 10 anos. Se fiscalizou bancos, não pode trabalhar para bancos.
3. "Magistrados: Uma Carreira de Mão Única" (Justiça Blindada)
- O Problema: Juízes que entram e saem da política ou que esperam por tachos no privado após a reforma.
- A Solução: Ser Juiz ou Procurador é uma escolha para a vida. Ganham bem e têm prestígio, mas ficam proibidos de exercer cargos políticos ou de trabalhar para grandes escritórios de advogados. A sua única lealdade é à Lei.
4. "O Dinheiro Tem Rasto" (Modelo Francês)
- O Problema: Malas de dinheiro e "sacos azuis" que alimentam a corrupção e os "Cavalos de Troia".
- A Solução: Limites baixos para pagamentos em dinheiro vivo (como em França) e uso do Euro Digital para grandes transações. Cada cêntimo da corrupção deve deixar uma pegada digital impossível de apagar.
5. "O Sorteio é Sagrado" (Fim do Juiz Escolhido)
- O Problema: Processos sensíveis que parecem cair sempre nas mãos dos mesmos juízes, ou que "dormem" até prescreverem.
- A Solução: Sorteio eletrónico transparente e auditável por cidadãos. Além disso, rotatividade obrigatória: nenhum juiz fica "dono" de um tribunal ou de um tipo de crime durante décadas.
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026
Somos governados por pedófios, corruptos e sociopatas.
A questão central reside em como travar a ascensão ao poder de indivíduos sem escrúpulos ou com patologias do foro mental, um fenómeno que se alastra globalmente.
Aqueles que se apresentam como "dignos" revelam-se, frequentemente, narcisistas ou mentirosos compulsivos.
O caso Epstein é o expoente máximo desta "monarquia" descarada e indecente que, há décadas, manobra as populações e os erários públicos.
O cenário é de orgias, pedofilia, corrupção, nepotismo e traição — tudo sob o manto de uma impunidade absoluta que os faz sentir intocáveis.
Contudo, é inútil "chover no molhado". O que é urgente e decisivo é a mobilização das populações contra esta sobranceria, através de medidas concretas. Proponho:
A) Escrutínio Psiquiátrico Independente
- Avaliação Obrigatória: Qualquer candidato ou nomeado para cargos governativos, antes de iniciar o exercício de funções, deve ser sujeito a uma avaliação psiquiátrica por um painel de cinco especialistas (com pelo menos dez anos de experiência). Estes devem ser designados pelo Colégio de Psiquiatria da Ordem dos Médicos ou entidade equivalente de um país democrático situado no Top 10 do Democracy Index (DI) da Economist Intelligence Unit.
- Confidencialidade: A identidade dos psiquiatras avaliadores deve ser protegida, sendo apenas do conhecimento do órgão regulador que os designou.
- Mecanismo de Recurso: Da avaliação inicial caberá recurso para um colégio de um país distinto (também no Top 10 do DI). Se o parecer coincidir, a decisão é definitiva.
- Havendo discrepância, a decisão final será tomada pelo órgão coletivo máximo de um terceiro país (também da DI) - com base nas avaliações produzidas - no prazo de uma semana após a última avaliação.
B) Implementação do Polígrafo Digital
Mantenho-me um defensor acérrimo de uma ferramenta que o poder teme e que o sistema judicial tenta diabolizar: o Polígrafo. Utilizado com sucesso há quase um século pelos principais serviços de segurança, esta tecnologia é rápida, de baixo custo e eficaz.
A implementação da sua versão digital — equipada com sensores de dilatação pupilar — para o controlo regular de governantes seria um passo decisivo. Uma vez exigido por lei, este escrutínio traria a transparência e a tranquilidade que as sociedades exigem e merecem.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2026
MPGA
Make Portugal Great Again (MPGA)
É uma hipótese que, a qualquer português de bom senso, arrancará um sorriso condescendente.
Make Portugal Great Again significaria um recuo de seiscentos anos, até às caravelas e ao Império. Já o Make America Great Again propõe regressar a um passado de há apenas um século.
A diferença é gritante: por que razão um povo acredita poder retroceder cem anos, enquanto o outro sorri perante a ideia de recuar seiscentos?
A resposta reside na ilusão sobre a variável mais implacável da existência: o Tempo. Ele é extraordinário precisamente por ser unidirecional; o tempo só sabe marchar para a frente.
Apenas uma mente perturbada poderia propor a uma nação regressar ao passado.
Mas há algo pior: o facto de a maioria desse povo escolher acreditar na miragem.
E o que torna tudo ainda mais desconcertante é que este país — este povo — continua a ser a potência hegemónica do planeta.
Militarmente, tecnologicamente e em termos de PIB, os EUA estão num patamar isolado onde, a curto prazo, ninguém o alcança.
Esta pujança factual reduz o slogan MAGA ao vazio absoluto.
A América não precisa de "voltar" a ser grande; ela já o é.
O que se esperaria de uma liderança com tal poder seria a continuidade de um ciclo de paz, o fomento do desenvolvimento e a disseminação global da qualidade de vida que esta civilização logrou alcançar.
Jamais a inauguração de uma era baseada na chantagem militar, no apoio a autocracias, na culpabilização das vítimas e na substituição da razão óbvia pelo hiper-enriquecimento de um líder e do seu círculo de privilégio.
É difícil perdoar aos arquitetos deste caos que em nome de uma suposta grandeza nacional, justifiquem o descalabro universal.
Quem troca o progresso partilhado pelo isolacionismo autoritário não está a fazer história; está apenas a tentar, inutilmente, travar o relógio.
domingo, 15 de fevereiro de 2026
A "especialidade" de ser português...
O Mito do "Melhor Povo" e a Entrada na Federação Europeia
A afirmação reiterada de Marcelo Rebelo de Sousa de que os portugueses são “os melhores do mundo” merece uma análise crítica que vai além do patriotismo superficial.
O que surge como um estímulo nacional parece-me, na verdade, um exagero deliberado que roça perigosamente um sentimento de supremacia.
A Falácia da Pureza e a Realidade Histórica
É contraditório invocar uma superioridade intrínseca num povo cuja génese é a própria definição de mistura.
A identidade portuguesa consolida-se através de uma profunda fusão, afinidade e cultura:
Herança Pré-Romana e Romana:
Iberos, celtas e lusitanos sob a égide de Roma.
Influências Germânicas e Semíticas:
Visigodos e árabes que moldaram o território por séculos.
Cosmopolitismo Monárquico:
Uma aristocracia que, desde o século XII, se fundou com as principais casas reais europeias.
O Impacto Diplomático e o Radicalismo
Quando proferida pela figura máxima do Estado, esta retórica torna-se, no mínimo, deselegante perante a comunidade internacional.
Mais do que isso, aproxima-se de um nacionalismo de matriz segregadora, tipicamente explorado por movimentos de extrema-direita, que dividem o mundo entre "nós" (os melhores) e os "outros".
União x Federação: O Dilema Europeu
Este tipo de discurso é precisamente o que impede uma Europa de avanço. Enquanto persistir a crença de que certas nações são superiores a outras — baseando-se em glórias passadas ou conveniências presentes para instruções especiais — o projeto europeu continuará fragilizado.
A diferença fundamental reside na estrutura de poder :
A União Europeia atual: Um somatório de vontades parciais, interesses divergentes ou de coleta eleitoral interna.
Os Blocos Concorrentes (EUA, China): Corpos geopolíticos únicos que atuam com determinação centralizada.
Conclusão: Os grandes concorrentes económicos e militares da UE são federações ou estados unitários .
Enquanto a Europa pára refém dos "excecionalismos" nacionalistas e continuará a ser um conjunto de "meias vontades" incapazes de gerar a força de uma verdadeira federação .
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026
Detesto ser injusto...
...mas poupem-me à parvoíce. Ou à presunção de que sou parvo.
Há mais de uma semana que a atualidade nacional vive num estado de inundação permanente, interrompida apenas pelo futebol.
Os media parecem empenhados em dar tempo de antena às 4 centenas de licenciados que Portugal, na área da informação, forma anualmente permitindo-lhes reciclar o mesmo nada, vezes sem conta.
Entre a profecia do desastre e a perseguição inquisitória a governantes e forças de socorro, falta tudo: falta critério, falta solidez e falta, sobretudo, honestidade intelectual.
O que vemos é um funil emocional.
Sob o pretexto do interesse público, vende-se o drama privado para alimentar uma máquina publicitária voraz, que nos assalta a cada cinco minutos com 'breves instantes' de puro consumo.
No fim, a lama que fica nos sapatos dos repórteres é a mesma que tentam atirar à nossa inteligência.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026
Porque voam as telhas?
Existe Poder Comum!
Defesa da Democracia:
O Dever de Resistir
Os ataques abertos ao espírito democrático — por quem conhece bem o abismo das teocracias e ditaduras — impõem-nos um dever inadiável:
Defender a liberdade a qualquer preço.
É revigorante ver adversários históricos unidos num propósito comum: salvaguardar o modelo de sociedade mais avançado que a humanidade já construiu.
A Anatomia da Tirania
O desespero do aspirante a ditador manifesta-se em palavras que ferem como pedras, discursos corrosivos e perdão ultrajante a criminosos.
É a barbárie institucionalizada!
Agentes encapuzados atuando contra populações civis sob o olhar complacente do poder.
Quando a impotência se disfarça em justificação intelectual para chefes de estado e militares, o caminho ficou livre para a maior das monstruosidades: Um mundo é governado por um psicopata legitimado por voto popular de 2,7 milhões que podem dominar 8 biliões de pessoas
O Voto do Despeito
Que povo elege a loucura?
Um povo intelectualmente desprotegido, que encontra no caos a resposta para as falhas de um sistema que tudo prometeu e entregou o vazio.
Foram décadas de promessas quebradas: sem saúde, sem educação, sem dignidade na velhice.
Enquanto a opulência dos bilionários floresce, o desemprego desespera as maiorias.
O povo, negligenciado pelas elites que juraram servi-lo, elegeu agora o manifesto do seu próprio despeito.
O Caminho da Reconstrução
Mas cuidado: destruir o sistema não cura o mal; apenas abre as portas a mais anarquia, onde prospera.
O caminho não é a demolição, mas a refundação.
É preciso avaliar, substituir, limitar poderes e assegurar direitos.
O mundo, com toda a sua complexidade, ficará ingovernável se as únicas ferramentas forem o ódio e a demência.
terça-feira, 27 de janeiro de 2026
As Heranças
In my opinion, no heir should receive more than €1,000,000 (one million euros).
The remainder should be given to the state to manage public social programs with a recognized capacity in supporting children without families or with serious illnesses, and with budgets and annual financial reports made easily available online.
domingo, 25 de janeiro de 2026
Por uma Democracia Real
Chamar Democracia à mera eleição popular de uma só figura é focar na ponta do iceberg, ignorando a base oculta, silenciosa, pesada e poderosa que a sustenta.
Quanto custa uma campanha eleitoral ?
Quem a paga?
Quem confere os números declarados?
E os valores "doados" em notas, não controláveis?
O que assistimos é um esquema de enriquecimento do grupo que financiou e financia a carreira do eleito, e a quem este irá retribuir após a tomada de posse. A prova? Nenhum eleito abandona a política mais pobre do que quando entrou.
O sistema que temos assenta, teoricamente, em quatro pilares de soberania: Presidente da República, Parlamento, Governo e Tribunais. No caso português — e em muitos outros — estes pilares estão profundamente distorcidos:
Presidente da República: Figura fundamentalmente decorativa, eleita pelo povo, apenas com interferência em momento de rutura.
Parlamento (Poder Legislativo): Arregimentado por listas fechadas, sob a decisão quase exclusiva do líder partidário e futuro Primeiro-Ministro(PM).
Qualquer deputado eleito por um partido, que durante a legislatura vote contra a decisão do PM, pode ficar certo de o seu nome não entrar na lista para a próxima legislatura.
Governo (Poder executivo): Constituído pela vontade exclusiva do PM entre financiadores, familiares, amigos e figuras de confiança do partido.
Sem que sejam publicados os motivos da escolha nem projectos dos nomeados coincidentes com o programa eleitoral do partido.
Tribunais: Um esquema altamente antidemocrático, sem qualquer voto popular direto, "atenuado" por uma votação interna no sistema.
A sua atuação carece de respeito pelo tempo, eficiência e eficácia, aceitando, placidamente, a fuga de "segredos de justiça" para os media e interferindo sistematicamente em ciclos eleitorais, provocando a queda de maiorias sem causa palpável.
Este, um sistema sem gota de Democracia na sua formação, uma ditadura dentro de uma Democracia nominal e principal obstáculo à sua credibilidade.
Acresce a total dependência do PM dos poderes legislativo e executivo!
É urgente e inadiável: Apenas um sistema político democrático cujos Órgãos de Soberania dependam DIRECTA, PERIÓDICA, SECRETA e EXCLUSIVAMENTE dos eleitores, capaz de funcionar sem qualquer tutela antidemocrática, pode garantir Democracia Real.
English
To call the mere popular election of a single figure "Democracy" is to focus on the tip of the iceberg, ignoring the hidden, silent, heavy, and powerful base that sustains it.
How much does an election campaign cost?
Who pays for it?
Who verifies the numbers?
What we are witnessing is a scheme to enrich the group that financed and finances the elected official's career, and to whom the elected official will repay after taking office. The proof? No elected official abandons the poorest politics.
The system we have is, theoretically, based on four pillars of sovereignty: President of the Republic, Parliament, Government, and Courts. In the Portuguese case—and in many others—these pillars are profoundly distorted:
President of the Republic: A fundamentally decorative figure, elected by the people, with interference only at the moment of rupture.
Parliament: Organized through closed lists, under the almost exclusive control of the party leader and future Prime Minister.
Government: Constituted by the exclusive will of the Prime Minister among financiers, family members, friends, and trusted figures of the party.
Courts: A highly undemocratic system, without any direct popular vote, mitigated by an internal vote within the system. Its performance lacks respect for time, efficiency, and effectiveness, placidly accepting the leaking of "judicial secrets" to the media and systematically interfering in electoral cycles and causing the fall of majorities without tangible cause.
This, a system without a drop of Democracy in its formation, is the main obstacle to its credibility.
It is urgent and cannot be postponed: Only a democratic political system whose organs of sovereignty depend directly, periodically, secretly, and exclusively on the voters, capable of functioning without any anti-democratic oversight, can guarantee real democracy.
sexta-feira, 23 de janeiro de 2026
O efeito "Polígrafo"!
O fosso entre gerações.
Nascido na década de 1950, sinto que a idade não me turvou a memória. Recordo-me de que, na minha juventude, a Segunda Guerra M...
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Como todos os sistemas políticos, o democrático está longe da perfeição! Sendo embora o que mais liberdade individual permite aos seus cida...
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Terá a ver com o publicado, o não publicado e a verdade, como o bom-senso a entende. Isto para tentar justificar o seguinte: O p...
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Se o leitor se colocar na pele de imigrante, sentirá que ter onde viver é fundamental para reiniciar a sua vida, necessariamente, dura...! T...