O Paradoxo dos Direitos Humanos Entre Idealismo e Impunidade
Os Direitos Humanos figuram entre as conquistas mais elevadas da civilização do século XXI.
Frutos de lições amargas extraídas das tragédias que assolaram a humanidade, estes direitos permanecem, contudo, como meras utopias em nações subjugadas por "verdades" místicas ou por conveniências ditatoriais de elites dominantes.
É precisamente aqui que reside um abismo intelectual e ético: enquanto celebramos o valor intrínseco destes direitos, assistimos à sua perversão por "marginais com poder" — dirigentes que operam na sombra e à revelia da lei, perpetuando o tráfico, a escravatura e conflitos injustificáveis.
O que mais alarma é a impunidade: estes agentes gozam de existências faustosas à custa do sofrimento alheio, utilizando a riqueza acumulada para corromper instituições de topo nas próprias sociedades democráticas que dizem defender os direitos humanos.
Milénios depois, estes esquemas socialmente corrosivos não só persistem, como se capilarizam.
A premissa deve ser clara:
Direitos Humanos, sim — mas só para quem os respeita.
Não há coexistência possível entre a dignidade humana e o crime organizado global.
Talvez por isso, mesmo aqueles que repudiam figuras como Trump e os seus desmandos políticos, sexuais e financeiros sintam um eco de justiça quando veem a força bruta do crime ser travada de forma decisiva — seja por míssil contra o narcotráfico furtivo ou contra um regime assassino, dito teocrático.
Será o instinto de sobrevivência da civilização perante a barbárie...
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