Numa cleptocracia, os governantes tratam o tesouro público como a sua conta bancária pessoal.
É um regime de corrupção institucionalizada onde a prioridade não é governar, mas sim extrair o máximo de riqueza possível do país.
Risco Económico:
Leva, invariavelmente, ao défice excessivo, ao empobrecimento da população e ao colapso dos serviços públicos, já que o dinheiro destinado a hospitais e escolas acaba em contas offshore.
A Necessidade de Controlo
Para evitar que uma democracia se transforme em qualquer um destes cenários, a vigilância sobre os gastos públicos é fundamental. A proteção do interesse público exige sempre:
Auditorias Internacionais e Sorteadas:
Para garantir a independência, os auditores não devem ter ligações nem depedências políticas e a sua seleção deve ser aleatória, sigilosa, efectuada por sistema informático.
Transparência Total:
Disponibilização de sumários executivos claros em linguagem acessível, para que o eleitor possa fiscalizar onde cada euro é investido.
Responsabilidade Orçamental:
Regras rígidas contra o endividamento descontrolado, que muitas vezes serve apenas para alimentar redes de clientelismo.
Sem mecanismos de fiscalização externa, independente da política nacional e por sistema informático fechado regularmente auditado, o risco de o poder se fechar em si mesmo — seja para proteger fortunas ou para as criar ilegalmente — tem sido e é uma ameaça constante à soberania do povo.