O Paradoxo Teocrático
O Caso do Irão
Existe um cinismo jurídico no embate entre democracias e o regime do Irão. É um facto reconhecido que o Irão opera como uma teocracia cujos moldes remontam à Baixa Idade Média.
Surge então a questão central:
Como pode o Direito Internacional, criado para proteger e fomentar sistemas democráticos, ser usado como escudo para proteger regimes que declaradamente procuram a aniquilação dessas mesmas democracias?
Não é coerente utilizar as leis do século XXI para salvaguardar um regime que:
- Desrespeita sistematicamente os Direitos Humanos.
- Submete as mulheres a leis opressivas (proibição de circular sem companhia ou falar alto em público).
- Rejeita a transparência e o escrutínio internacional.
Uma Visão Estratégica
O Direito Internacional não pode servir para defender "dinossaurias" ideológicas ou regimes criminosos.
Como democratas, devemos exigir que todas as intervenções e gastos públicos sejam transparentes e auditados.
A paz duradoura só será alcançada quando o Direito Internacional for aplicado com rigor e consequências visíveis, sem exceções para superpotências, mas também sem complacência para com tiranias teocráticas.
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