domingo, 19 de julho de 2026

O futuro do humano com a I. Artificial !

Enfrentar o futuro ao lado da Inteligência Artificial não é vencer uma corrida contra as máquinas; trata-se de mudar de uma mentalidade de rivalidade para uma de coevolução deliberada. 

À medida que a IA lida cada vez mais com a lógica, a síntese massiva de dados e a execução de rotinas, o papel humano está a passar por uma transformação profunda.

​Para navegar neste futuro com sucesso, a humanidade deve concentrar-se em pilares distintos de adaptação, governação e resiliência cognitiva.


​1. Mudar da Execução para a Orquestração

​À medida que os agentes de IA se tornam capazes de gerir tarefas complexas e multifacetadas em vários ecossistemas de software, os humanos assumirão cada vez mais o papel de orquestradores.

Definição de Intenção: 

A IA é excecional a otimizar para atingir um objetivo, mas não consegue decidir quais os objetivos que valem a pena ser perseguidos

Os humanos devem fornecer a direção moral, a intenção estratégica e a faísca criativa.

A Dinâmica da "IA no Circuito": 

Em vez de mantermos um humano no circuito apenas para impedir a máquina de cometer erros, utilizaremos a IA para aumentar a nossa própria tomada de decisões (que é falível), filtrando o ruído e injetando o nosso julgamento matizado.


​2. Preservar e Valorizar o "Conhecimento Tácito"

​Um risco significativo da dependência excessiva de sistemas automatizados é a atrofia cognitiva — por vezes designada por "empatia terceirizada" ou "atrofia das capacidades nativas".

O Ciclo de Mestria: 

Para direcionar e criticar a IA de forma eficaz, os humanos ainda precisam de compreender a mecânica subjacente ao trabalho. 

A verdadeira mestria — aquilo que os artesãos, chefes de cozinha ou decisores de problemas complexos possuem — é local, fluida e difícil de inscrever numa base de dados.

Manter as Competências Afiadas:

Manter as capacidades humanas nativas na arte, na escrita crítica e no trabalho manual garante que não construímos acidentalmente um "motor de mediocridade" que homogeneíza a cultura e o pensamento.

​3. Regras Sistémicas e Salvaguardas Democráticas

​A forma como estruturamos as nossas sociedades determinará se a IA centraliza o poder ou se capacita o coletivo. 

Enfrentar o futuro exige regras robustas e sistemáticas para impedir que a tecnologia seja utilizada como arma ou que corroa a agência humana.

Proteger a Verdade e a Agência Individual: 

À medida que o conteúdo gerado por IA aumenta de escala, uma governação clara, a soberania dos dados e uma "prova de humanidade" fiável serão essenciais para proteger os discursos democráticos da manipulação e do populismo automatizado.

Combater a Vigilância e a Desigualdade: 

Se não for regulamentada, a IA pode facilmente priorizar o controlo centralizado em detrimento dos interesses humanos locais. 

O foco deve centrar-se na criação de sistemas abertos, descentralizados e auditados que incentivem a participação cívica em vez do consumo passivo.

​4. Reaver Tempo para o Experiencial

​Se a IA assumir com sucesso horas de tarefas digitais diárias e trabalho rotineiro, abre-se uma janela histórica para um novo tipo de foco humano.

Foco na Vida Coletiva: 

Libertar largura de banda cognitiva permite que as comunidades reinvestam energia na colaboração presencial, na filosofia e nos aspetos emocionais e experienciais da vida que os dados não conseguem quantificar.


​Regra Geral Híbrida: 

Seja rápido com a IA onde a velocidade e a escala importam (análise de dados, modelação, programação rotineira), mas permaneça intencionalmente lento onde são necessários um consenso humano profundo, responsabilidade ética e reflexão pessoal.

​Em última análise, as máquinas refletirão a clareza das instruções e a saúde das sociedades que as constroem. 

O verdadeiro desafio da era da IA não é dominar a tecnologia, mas sim dominarmo-nos a nós próprios.

​Para aprofundar a forma como esta coexistência altera o nosso conceito de propósito e trabalho, pode assistir a este debate sobre que explora o aspeto da vida humana quando as máquinas tratam dos nossos esforços instrumentais.


Duplo click:

https://youtu.be/BS4y-_KMyF4?si=X0R-djD7Y0moPDj8

Scroll down to "The illusion of AI".


domingo, 12 de julho de 2026

Ormuz !


O Paradoxo de Ormuz: Orgulho, Sangue e Geopolítica

O que fará com que centenas de milhares de pessoas acorram ao funeral de um ditador teocrático?

​À primeira vista, o cenário é incompreensível. 

Falamos do líder de uma teocracia de moldes medievais, marcada pela total subordinação da mulher, perseguição implacável à homossexualidade e aplicação arbitrária da pena de morte.

Um regime que arrasta o país para o abismo económico — com uma inflação asfixiante de 88%, taxas de juro a 22% e um desemprego real mascarado pelos números oficiais — e que, ainda em janeiro de 2026, foi acusado de assassinar a sangue frio 42.000 manifestantes.

​A resposta para este aparente contrassenso reside no orgulho nacional instrumentalizado. 

(Caberá aqui referir que "orgulho nacional" é, globalmente, indefinido portanto, manipulável conforme o interesse circunstancial do poder.)

Este fervor popular surge como uma reação direta aos ataques cirúrgicos e destrutivos de Donald Trump e Benjamin Netanyahu, que desmantelaram os locais onde o regime alegadamente enriquecia U^{235} a níveis militares com o objetivo declarado de destruir o Estado de Israel.

​A Assimetria do Conflito e a Arma Geográfica

​Militarmente encurralados e com as suas infraestruturas nucleares devastadas, os teocratas "redescobriram" a vulnerabilidade do Ocidente através da geografia, focando as suas atenções no estratégico Estreito de Ormuz.

Munidos apenas de rampas móveis de mísseis e táticas de guerra assimétrica, os líderes extremistas ameaçam agora afundar qualquer navio mercante que tente atravessar aquela via vital, exigindo, na prática, um tributo de pirataria moderna para permitir o fluxo do comércio global.

​O grande catalisador desta crise foi, em larga medida, a postura de Donald Trump. 

Ao rasgar o acordo nuclear assinado na era Obama — transformando a diplomacia internacional em objeto de chacota universal — Trump iniciou um conflito sem antecipar o seu desfecho de longo prazo. 

Um contraste gritante: enquanto a administração americana cortou os fundos da USAID, um orçamento anual regular de 30 a 34 mil milhões de dólares, servindo para financiar programas de saúde global, assistência humanitária, segurança alimentar e consolidação democrática em mais de 100 países, gastou mais de 25 mil milhões de dólares em munições de curto alcance no ataque ao Irão.

A infantilidade de Trump, a sua obsessão anti-Obama, a sua egocêntria conceção do mundo, a sua fanática venalidade por dinheiro, a óbvia sociopatia, colocam o mundo e a civilização ocidental em grande perigo!

Trump, que iniciou este conflito, que não antecipou a sua conclusão, que tentou fazer do protocolo JCOPA, de Obama com o Irão chacota universal, acaba expondo a fraqueza militar do Ocidente às realidades geográficas e humanas do Oriente, despoletando mais vinganças e ódios adormacidos, radicalizando elementos da diáspora muitos trabalhando no Ocidente.

Trump é um risco para o mundo!




domingo, 5 de julho de 2026

IA: Cadeia trófica!


A Nova Cadeia Trófica Corporativa

​Por cadeia trófica entendemos, de forma simples, que o animal maior come o menor. No mundo do emprego, a lógica sempre foi a mesma.

​Ao longo da história, os computadores, a robótica e, agora, a Inteligência Artificial têm sido as "grandes bocas" das administrações, utilizadas para engolir os animais mais pequenos — a força de trabalho operacional. Mas isto é apenas o ecossistema atual.

​A verdade é que a IA está a transformar-se na "superboca" que irá devorar tudo.

​Neste momento, já ninguém duvida de que a IA é infinitamente mais capaz do que qualquer gestor para, numa fração de segundo, processar volumes massivos de dados, cruzar estatísticas, analisar concorrência, prever flutuações de mercado e desenhar projeções. Em suma: faz mais, faz tudo, melhor e muito mais depressa.

​Chegará o dia em que o grande capital e os acionistas perceberão — e com toda a razão financeira — que os salários e bónus astronómicos pagos aos administradores são um investimento redundante e caríssimo. Afinal, qualquer profissional com conhecimentos intermédios, apoiado por uma IA de topo, tomará decisões estratégicas muito mais precisas e fundamentadas.

​Poderá tardar, mas acontecerá. A própria administração que alimentou a tecnologia para substituir a base acabará por ser a caça. Na evolução do mercado, nenhum predador está a salvo de se tornar a presa do algoritmo.







sábado, 27 de junho de 2026

2 - A Direita, acreditem. é muito corrupta!



​Estou exausto de observar como a narrativa mediática dominante — estruturalmente dependente de grandes grupos económicos e financeiros — molda a perceção pública sobre a corrupção. 

Ao longo das últimas décadas, assistimos a uma cobertura desproporcional e persistente dos desvios éticos e financeiros de políticos de esquerda, transformando o escrutínio legítimo em autênticas campanhas de desgaste. 

Em Portugal e em Espanha, a política de esquerda tem sido, sistematicamente, tambor para as baguetes mediáticas.

​No entanto, quando olhamos para os grandes colapsos financeiros e desfalques bancários operados por grandes capitalistas, a abordagem muda drasticamente. 

Falamos de verbas astronómicas que foram socializadas (pagas com o dinheiro dos contribuintes), mas cujas responsabilidades criminais foram diluídas em narrativas abstratas sobre "crises do sistema bancário em geral"..

Os nomes dos decisores privados envolvidos, raramente recebem o mesmo grau de linchamento público mediático ou a mesma personalização obsessiva, dada aos protagonistas políticos.

​Deste duplo critério mediático — muitas vezes blindado pelo argumento da "liberdade de imprensa" — resulta um subproduto perigoso: 

A erosão da confiança pública na política e nas instituições democráticas!

Ao focar a indignação popular predominantemente na classe política (e com particular afinco na esquerda), abre-se um vazio representativo. 

É precisamente desse descontentamento capitalizado que se alimentam as forças populistas e a extrema-direita, que se apresentam como "antissistema", omitindo que defendem, afinal, o mesmo modelo económico desregulado.

​Para repor a verdade histórica e analítica dos últimos vinte anos, importa cruzar os dados da realidade:


​Em Portugal

  • Pela Direita e Grande Capital (Macro-financeiro)
  • Universo Espírito Santo (BES/GES): A acusação do Ministério Público calculou os prejuízos globais do colapso do grupo em cerca de 11,8 mil milhões de euros. Só o Fundo de Resolução e as injeções públicas subsequentes no Novo Banco custaram milhares de milhões aos contribuintes.
  • BPN (Banco Português de Negócios): O Tribunal de Contas estima que o custo acumulado da nacionalização e da gestão dos ativos tóxicos (através da empresa pública Parvalorem) já ultrapassou os 5,9 mil milhões de euros de dinheiros públicos, havendo o risco de o buraco final ascender a perto de 10 mil milhões de euros até ao encerramento total do processo.
  • Pela Esquerda (Esfera Política):
  • Operação Marquês (José Sócrates): No epicentro do caso, o Ministério Público acusou o ex-Primeiro-Ministro de acumular uma fortuna oculta na Suíça (através de testas-de-ferro) avaliada em cerca de 24 milhões de euros, alegadamente proveniente de subornos e luvas de grupos económicos (como o Grupo Lena e o Grupo Espírito Santo). O pedido global de indemnização cível ao Estado imputado a vários arguidos do processo foi fixado em 58 milhões de euros.
0u seja: 22.000.000.000 (22 mil milhões) à direita, 58.000.000 (58 milhões à esquerda. 

Cerca de 380 vezes menos!

Em Espanha

  • Pela Direita e Grande Capital (Macro-financeiro):
  • Caso Gürtel e Papéis de Bárcenas: 
  • Embora a contabilidade paralela ("Caixa B") do Partido Popular envolvesse alguns milhões de euros em subornos diretos, a justiça confiscou só ao extesoureiro Luis Bárcenas mais de 48 milhões de euros ocultos em contas na Suíça. O impacto sistémico na contratação pública fraudulenta e favorecimento de empresas privadas é estimado em dezenas de milhões de euros.
  • Caso Bankia (Resgate Bancário): No plano do grande capital financeiro gerido pela direita (Rodrigo Rato), o colapso e subsequente resgate público da Bankia custou ao Estado espanhol mais de 22 mil milhões de euros, dos quais a esmagadora maioria nunca foi recuperada pelo erário público.

  • Pela Esquerda (Esfera Política):
  • Caso dos ERE na Andaluzia (PSOE): O maior escândalo judicial da esquerda espanhola envolveu a criação de um sistema ilegal de distribuição de ajudas sociolaborais. 
  • A sentença judicial definitiva fixou o montante total do fundo fraudulento desviado das contas públicas em 680 milhões de euros, distribuídos ao longo de uma década por empresas em crise, autarcas e redes clientelares.

Ou seja, 22.048.000.000 à Direita, 680.000.000 à Esquerda. 

Ou seja, 32 vezes inferior.

Mas crime é crime! Seja 1 cêntimo, seja 1 milhão. 
Porém, a Direita exagera!

​Em suma, a corrupção deve ser combatida sem olhar a quadrantes ideológicos. 


Contudo, enquanto o ecossistema mediático continuar a hiperbolizar os desvios da esfera pública e a anestesiar ou despersonalizar a pilhagem económica operada pela elite financeira, a democracia continuará a sofrer de uma assimetria perigosa


O populismo não cresce no vácuo; cresce na sombra de uma indignação seletiva promovida sistematicamente pelos media!





domingo, 21 de junho de 2026

Esquemas antigos, que prevalecem...!


Há dias, dois cavalheiros conversaram sobre obras de construção civil num local público, e estando eu sentado numa mesa próxima, foi claramente ouvido.

Um disse para o outro: "... e ele então disse-me: eu envio-lhe mais dois orçamentos, com preços mais altos que o do meu, para você mostrar aos seus vizinhos e a coisa está  feita..."

Explicando: 

É um esquema antigo do  empresário "amigo" de quem contrata. 

Para ganharem a obra por preços mais altos que o normal do mercado , combinando com outros dois - ou mais - empresários: três deles enviarão orçamentos ao dono-da-obra interessado o qual, adjudicará ao preço mais baixo, sendo este o do "amigo", e os outros dois enviarão a esse mesmo adjudicatário, orçamentos com valores mais elevados.

O empresário "amigo", por sua vez, pagará o "favor" aos outros em futura "consulta" fazendo a mesma moscambilha, enviando-o desta feita, um preço mais alto.

Creio que este esquema - de tão antigo - se passará a TODOS os níveis de obras, públicas ou não, e quem pariu as regras sabia-lo-á muito bem, mas este é, alegadamente, um esquema ótimo que unta da melhor maneira as mãos de quem tem o poder de, inevitavelmente, controlar a adjudicação.

Só que parece que o MP não sabe, e se dedica a espetáculos mediáticos ridículos sobre pequenos contratos entre militantes partidários, para disfarçar suas limitações e condicionamentos sobre alvos muito maiores.

Um aviso a todos os condomínios e demais pessoas: Verifiquem sempre bem os preços do mercado e votem apenas adjudicações que oscilem mais ou menos 5% destes valores.

Claro que os governantes nunca admitirão estas limitações na Lei, para eles...

Divulgue este esquema em defesa de todos...


domingo, 14 de junho de 2026

Mundo louco!




Até a década de 1970, o mundo conhecia essencialmente uma forma jurídica de domínio territorial pela força das armas: a pátria soberana.

​Tudo mudou em 1979, quando fanáticos xiitas derrubaram o regime pró-ocidental do Xá da Pérsia, Mohammad Reza Pahlavi, e instalaram a única teocracia do século XX: o Irão. 

Seguiram-se milhares de reforços nas avenidas de Teerão e todo o tipo de atrocidades medievais contra iranianos pró-Pahlavi — ironicamente em nome de Alá, o mesmo Deus dos cristãos.

Inspirado pela estratégia de contaminação ideológica e militar levada ao cabo por Moscovo durante a Guerra Fria, Teerão desenvolveu uma ideia igualmente eficaz: a criação de proxies (forças subalternas).

​Estas forças são ocultas, ilegais, financiadas e comandadas à distância. Não usam uniforme, não têm pátria nem práticas de educação ou saúde para com o povo com o qual se misturam — embora recebam subsídios de organizações como a ONU, a União Europeia e os EUA - desviando esses apoios humanitários para fins bélicos os quais, são a sua, única, razão existencial.

Operaram a partir de quartéis construídos camufladamente em infraestruturas civis alheias, sob o máximo sigilo e sempre com o patrocínio silencioso do Irão.

O grande nó cego reside no fato do Direito Internacional ter sido desenhado para Estados, omitindo a figura de  "procuradores" em território estrangeiro. 

Embora sejam classificados como terroristas pela ONU, o fato de não usarem farda, se misturarem com a população civil e ocultarem seu arsenal, impede que os exércitos tradicionais das democracias consigam combatê-los através de métodos convencionais.

Este vazio legal no Direito Internacional tornou-se o argumento preferido dos "quinta-coluna" — os comentadores avençados por Teerão que inundam os ecrãs de televisão.

​A hipocrisia do sistema é evidente: 

As pátrias e Estados legítimos constam no Direito Internacional e, por isso, são severamente condenados sempre que violam as regras ao responder a estes grupos.

Em contrapartida, como pouco importante estes proxies :

  • ​Violam sistematicamente os direitos humanos;
  • ​Operam à margem de qualquer legalidade internacional;
  • ​Usam as populações que controlam como escudos humanos e referências;
  • ​Praticam raptos, infanticídios e outras obscenidades de guerra.

A comunidade internacional prefere refugiar-se na conveniência de uma omissão de lei obsoleta, projetada apenas para o confronto entre Estados, fechando os olhos à natureza desses grupos terroristas. 

O crime sai impune!

Enquanto isso, as redes de propaganda  robotizadas vão normalizando o terrorismo na opinião pública, explorando a tragédia de crianças mortas, omitindo a responsabilidade dos próprios grupos que os usam como mártires

O objetivo final é claro: semear a incompreensão e a dúvida, atiçando raivas e fraturando o Ocidente por dentro.



quarta-feira, 10 de junho de 2026

Central nuclear versus eólicas e fotovoltaicas

Vamos usar como referência uma central nuclear média moderna de 1.000 MW (1 GW) de potência.

​O Fator de Capacidade (A dependência)

​Antes dos números, este é o gráfico mental da eficiência de cada fonte:

  • Central Nuclear: Funciona cerca de 90% do tempo.
  • Parques Eólicos: Funcionam, em média, 35% do tempo (dependendo do vento).
  • Painéis Solares: Funcionam, em média, 20% do tempo (dependendo do sol e da noite).

​Isso significa que para substituir 1 MW de energia nuclear, precisamos de muito mais de 1 MW de capacidade instalada eólica ou solar.

Central Nuclear vs. Centrais Eólicas

​Vamos usar como referência uma central nuclear média moderna de 1.000 MW (1 GW) de potência.

Pela potência bruta: Uma central eólica de 1.000 MW equivaleria a cerca de 333 aerogeradores.

(Cada gerador eólico 3000w=3Mw.)

Pela energia real gerada (ajustada pelo fator de capacidade):

1000 MWx 0.90 / 3 MWx 0.35 = (10⁹x0,9/3x10⁶x0,35) = 857 aerogeradores

Resultado: 1 central nuclear produz a energia equivalente a cerca de 860 aerogeradores de grande porte

Se agruparmos estes aerogeradores em parques eólicos médios (de 50 MW cada), precisaríamos de aproximadamente 17 centrais/parques eólicos.

Central Nuclear vs. Painéis Fotovoltaicos

​Considerando um painel solar padrão residencial/comercial de 400 W (0,0004 MW):

Pela potência bruta: Precisaríamos de 2.500.000 painéis.

Pela energia real gerada (ajustada ao fator de capacidade):

1000MW x 0,90 / 0,0004 x 0,20= 11.250.000 painéis


Resultado: 

1 central nuclear produz o equivalente a cerca de 11,2 milhões de painéis solares

Em termos de área, isso cobriria facilmente uma extensão de 20 a 25 quilómetros quadrados de parques solares lineares.

Embora seja admissível a colocação de 17 centrais eólicas, parece impraticável - nesta fase evolutiva dos painéis solares - admitir áreas tão extensas para a sua instalação.





domingo, 7 de junho de 2026

A UNIÃO FAZ A FORÇA !


​Se houve uma grande prova de que a união faz a força, foi a resposta à crise pandémica: as vacinas chegaram a tempo e a valores acessíveis porque a União Europeia avançou com uma compra conjunta de milhões de doses para todos os Estados-membros.

​Dessa experiência colhemos uma lição económica inquestionável: quanto maior é a escala da encomenda, mais rápida é a entrega e menor o preço por unidade. 

Se Portugal tivesse tentado negociar sozinho, teria ficado no fim da fila e pago um preço astronómico. 

A lógica inversa também se aplica: o isolamento gera respostas lentas, ineficientes e caras.

​Se este modelo resultou para a saúde pública, a conclusão lógica e legítima é aplicá-lo a outras áreas estratégicas.

Por que razão não existe um organismo europeu centralizado para a aquisição de material militar? O preço e o prazo de entrega de caças — preferencialmente de fabrico europeu — seriam drasticamente reduzidos.

​Contudo, nos Ministérios da Defesa de cada país da UE, o que assistimos é a um 'cada um por si' numa corrida irracional. 

Muitas vezes, o conceito de 'defesa da pátria' é instrumentalizado para justificar contratos opacos, derrapagens financeiras e o enriquecimento de intermediários, tudo à custa dos impostos dos cidadãos.

​Um exemplo flagrante desta falha de visão comunitária é a opção nacional de compra dos caças F-35 aos EUA.

Trata-se de um luxo anti-europeu. 

Ao canalizarmos investimentos massivos para fora do bloco, enfraquecemos a indústria de defesa europeia e adquirimos aeronaves de ataque em quantidades limitadas, desalinhadas com um verdadeiro interesse comunitário de defesa e cooperação autónoma.

​A soberania europeia e a gestão responsável do dinheiro público exigem que deixemos o isolamento e apliquemos, de uma vez por todas, o princípio de que juntos somos mais fortes, mais rápidos e mais eficientes!



segunda-feira, 1 de junho de 2026

Ministra da saúde?


A escolha e o apoio de Montenegro à atual líder do Ministério da Saúde — figura que transitou técnica e diretamente da direção de Assuntos Externos e Acesso ao Mercado da multinacional MSD Portugal (indústria farmacêutica , entre 2006 e 2014) — levanta sérias questões éticas, agravadas por uma gestão já amplamente contestada. 

Estaremos perante um Ministério da tutela pública ou um bastião de interesses das farmacêuticas?

Esta nomeação adensa o ceticismo gerado pela promessa de reestruturação do SNS em escassos 60 dias. 

Sem, inclusivé, a apresentação de um plano estruturado e transparente, assiste-se hoje ao agravamento sistêmico dos serviços de saúde.


O problema, contudo, é mais profundo e corrói a nossa arquitetura constitucional:

Que qualidade democrática resta quando o incumprimento deliberado de promessas eleitorais goza de total impunidade? 

Vivemos num modelo onde o Governo, enquanto órgão executivo não eleito diretamente, pode ser preenchido por individualidades cujos passados, conflitos de interesses e escrutínio público permanecem opacos para o eleitor. 

Urge rever as regras do jogo se quisermos devolver a transparência ao sistema e resgatar a confiança na vida coletiva.








quarta-feira, 27 de maio de 2026

Aeroporto Luís de Camões


A estimativa de custo para o Novo Aeroporto de Lisboa (NAL) — batizado como **Aeroporto Luís de Camões**, no Campo de Tiro de Alcochete — sofreu uma evolução e tanto nos últimos anos. Os valores foram saltando à medida que os estudos técnicos avançavam e a concessionária (ANA/Vinci) apresentava os seus relatórios oficiais ao Governo.
A evolução cronológica dos valores estimados para a infraestrutura aeroportuária pura (excluindo os acessos) desenha o seguinte cenário:

Linha Temporal das Estimativas de Custo

- Estudos Iniciais da CTI
*2023 - Maio 2024*
A Comissão Técnica Independente (CTI) apontava para um custo inicial de 6,1 mil milhões de euros para a construção de duas pistas em Alcochete, com capacidade de expansão. Quando o Governo Montenegro confirmou a decisão em maio de 2024, este era o valor base de referência.

- Relatório Inicial da ANA
*Dezembro 2024*
A ANA – Aeroportos de Portugal entregou o seu plano oficial ao Executivo, revendo substancialmente a estimativa em alta devido ao aumento do custo de mão de obra e materiais. O valor passou a fixar-se na fasquia dos 8,5 mil milhões de euros (um salto de quase 40% face ao estudo da CTI).

- O Debate do Custo de Oportunidade
*Abril 2025*
Surgiram análises macroeconómicas e debates políticos que elevaram a discussão para os 30 mil milhões de euros. 
É crucial notar que este valor não é o preço dos tijolos e pistas, mas sim uma estimativa do prejuízo ou custo global para o Estado ao aceitar prolongar a concessão à Vinci por mais 30 anos (abrindo mão de lançar um novo concurso internacional em 2062).

O que justifica esta variação?
Existem três fatores centrais que explicam por que os números parecem mudar de fisionomia conforme quem fala:

Custos de Construção Reais (8,5 mil milhões €):
É o orçamento estrito apresentado pela ANA em janeiro de 2025 para colocar o aeroporto a funcionar (previsto para meados de 2036/2037). A inflação no setor da construção civil e a escassez de mão de obra inflacionaram os 6,1 mil milhões originais.

 Modelo de Financiamento
A ANA propôs que a obra custe "zero" diretos ao Orçamento do Estado em troca do aumento das taxas aeroportuárias e da **extensão da concessão por 30 anos**.

Custos de Contexto (O "Tudo Incluído"): 
Os valores que circulam acima dos 8,5 mil milhões englobam as obras públicas complementares e obrigatórias para que o aeroporto faça sentido, como a **Terceira Travessia do Tejo (TTT)** e as ligações rodoferroviárias (Alta Velocidade), que são tuteladas pelo Estado e não pela concessionária.

domingo, 24 de maio de 2026

Recordando...



Recordo os meus tempos de liceu: durante cinco anos letivos, convivi com dois colegas homossexuais na mesma turma. 

Diariamente, nos intervalos entre aulas, cerca de quarenta alunos percorriam os longos corredores e escadarias do edifício.

​Nesses trajetos, um grupo de 'bandalhos' — hoje diríamos bullies — insultava-os com palavrões e obscenidades físicas, numa exibição de virilidade tão ruidosa quanto imbecil e frágil. 

Eu assistia a tudo com silêncio cobarde, típico dos fisicamente débeis — uma passividade que, na política, se traduz por fraqueza psicológica — embora sentisse uma irritação constante e consciente.

​Numa sociedade composta maioritariamente por pessoas como eu, penso, a comunidade homossexual encontrou na união a sua força. Felizmente, enquanto grupo, conquistaram solidariedade e respeito.

Contudo, se pretendem manter o apoio desta maioria silenciosa, deveriam evitar a atuação ostensiva como lobby social em setores como a televisão, a moda ou a diplomacia. 

Esse excesso de exposição corre o risco de reativar antigos preconceitos e de suscitar comportamentos que julgávamos ultrapassados.






domingo, 17 de maio de 2026

EUA e Trump!


​Há, desde sempre, um nevoeiro entre o país e quem o dirige.

​Assim, quando Trump fala — ele próprio o diz —, é a sua "consciência" (leio "inteligência") que determina o seu discurso. Isto é Trump, pura e simplesmente!

​Os EUA nasceram como Democracia e, ao longo de mais de 200 anos, foram os seus paladinos, apoiando causas pró-democráticas, antifascistas e anticomunistas. Foi o país que ajudou a Europa a derrotar Hitler, que susteve a União Soviética e que reergueu da destruição completa dois antigos inimigos, elevando-os aos mais altos patamares de capacidade económica: a Alemanha e o Japão que, menos de 30 anos após o fim da II Guerra Mundial, se tornaram, respetivamente, a 2.ª e a 3.ª potências económicas globais.

​Se bem que a nossa memória resgate apenas os grandes factos históricos, compreendemos facilmente que os líderes máximos dos EUA nestes feitos foram quem defendeu o que o país representa para a Democracia e para o Mundo.

​Acidentes de percurso, circunstâncias pontuais ou anomalias de personalidade não podem alterar o sentimento de reconhecimento que conservo para com o papel histórico dos EUA ao longo da minha geração. Não serão, certamente, teocracias religiosas, ditaduras militares ou o sistemático envenenamento propagandístico dos extremos políticos que me farão vacilar nas convicções que adquiri ao longo da vida.



domingo, 10 de maio de 2026

Limitações do sistema Democrático!

A Democracia sob Sequestro

​O atual estado do sistema democrático global é alarmante. A história e o presente demonstram que a urna, por si só, não é garantia de liberdade. Figuras como Hitler, Putin, Trump, Milei, Bolsonaro e Orbán partilham um traço comum: foram todos catapultados ao poder pelo voto popular.

​1. O Paradoxo da "Democracia Iliberal"

​Uma vez investidos de autoridade, estes líderes iniciaram processos sistemáticos de subversão. Onde Hitler triunfou na conversão total para a ditadura, outros testam os limites da resiliência democrática. 

É imperativo rejeitar o eufemismo académico de "democracia iliberal".

Esta contradição nos termos é uma máscara semântica: um sistema que atropela direitos individuais e liberdades civis não é uma variante da democracia; é uma ditadura em gestação.

​2. A Ilusão da Separação de Poderes

​Para que um Estado seja reconhecido internacionalmente como uma Democracia Plena, a definição e a independência dos seus órgãos de soberania devem ser absolutas. O sistema atual falha, principalmente, porque permite uma contaminação mútua entre poderes.

​A verdadeira independência exige que um órgão de soberania não dependa — nem direta, nem indiretamente — de qualquer outro. Enquanto houver cruzamento em nomeações, financiamento ou decisões, a independência é ficção jurídica. O controlo deve emanar exclusivamente da vontade popular, impedindo que um poder capture outro.

​3. O Fim do "Aprendiz de Feiticeiro"

​Chamar "Democracia" a um regime onde um único indivíduo — muitas vezes sem o respaldo direto do sufrágio universal — manobra, influencia e controla as engrenagens do Estado é uma fraude intelectual. 

É manter uma fachada que serve apenas às elites que operam as sombras do poder.

​Manter o sistema como está é deixar o povo à mercê de "aprendizes de feiticeiro" que, sob o pretexto de o representar, o conduzem ao abismo ditatorial. 

A democracia só sobrevive se for capaz de blindar as suas instituições contra aqueles que a usam apenas como degrau para o autoritarismo.



domingo, 3 de maio de 2026

O fosso entre gerações.



Nascido na década de 1950, sinto que a idade não me turvou a memória. 

Recordo-me de que, na minha juventude, a Segunda Guerra Mundial me parecia um evento longínquo, quase abstrato; não a tinha vivido e, por isso, pouco me dizia. 

Todo o conhecimento que adquiri sobre o tema veio de breves lições escolares ou do cinema, sem nunca aprofundar os seus antecedentes cruciais, como o Tratado de Versalhes, a fragilidade da República de Weimar ou a ascensão democrática de Hitler.

Hoje, percebo que um jovem absorve, fundamentalmente, a realidade da sua própria geração, mostrando pouco interesse pelo passado, mesmo quando este esteve na origem de grandes cataclismos. 

Esta constatação ajuda-me a compreender a atual adesão a fenómenos como o Chega.

As gerações mais novas não viveram os quatro anos de guerras coloniais; não sentiram o luto pelos familiares perdidos ou pelos que regressaram física e psicologicamente mutilados.

Não partilharam o desespero do "1 milhão de retornados", forçados a abandonar as vidas que tinham construído em África para enfrentar um futuro incerto. 
Não vivenciaram a instabilidade do 25 de Abril de 1974, a agitação do PREC, a crise económica que se seguiu, nem o fôlego de esperança que surgiu apenas com a entrada na CEE, em 1986.
Quem não viveu estes marcos — nomeadamente aqueles com menos de 50 anos — dificilmente terá a dimensão necessária para os compreender ou para se defender das distorções e manipulações que deles são feitas.

Qualquer força política oportunista que manipule o passado, denigra o presente e prometa um futuro ilusório, colherá frutos eleitorais fáceis. 

E assim será até que a realidade, sob a forma de desilusão, desmascare o engodo e revele a Verdade.










quarta-feira, 29 de abril de 2026

Montenegro


A análise por mim traçada sobre a figura de Luís Montenegro reflete um descontentamento profundo com o exercício da governação e com a postura ética que se exige de quem ocupa o cargo de Primeiro-Ministro

O retrato que vou apresentar é o de um dirigente cujas ações — ou a falta delas — comprometem a lisura necessária para o serviço público e para a defesa dos valores democráticos.

​Este cenário desenha um padrão preocupante:          

- Opacidade na gestão pública e privada: 

Quando se observam casos como o da construção da sua casa em Espinho e a transferência de ativos da Spinumviva para os filhos, a questão deixa de ser estritamente legal para se tornar uma questão de integridade e exemplo. 

A perceção de que o decisor político contorna a lei — nomeadamente a Lei n.º 52/2019, que visa o reforço da transparência — é corrosiva para a confiança nas instituições.

- O défice democrático no financiamento

A relutância em tornar públicos os financiadores dos partidos políticos é um obstáculo direto à transparência que, sobre redução do populismo e a moralização da política, é essencial.

Sem saber quem financia o poder, o cidadão perde a capacidade de identificar conflitos de interesse, o que alimenta o cinismo e o afastamento da vida coletiva.​

- O distanciamento da realidade laboral:

Ao avançar com uma reforma laboral que não conta com o consenso ou o apoio dos parceiros sociais, o governo ignora a concertação, pilar basilar da estabilidade económica e social, impondo uma visão unilateral que ignora as necessidades reais de quem trabalha e de quem produz.

- A falha moral na política externa:

Talvez o ponto mais grave seja a divergência em relação à posição da União Europeia. 

Num momento em que a coesão europeia é o único baluarte contra a agressão russa, a capitulação perante um regime autoritário e o seu líder, responsável por atrocidades amplamente documentadas, não é apenas um erro diplomático: é uma rutura com o compromisso humanista e democrático que Portugal assumiu perante os seus pares e a comunidade internacional. Porquê?

​Em última análise, o descrito é a antítese de uma democracia robusta. 

Uma sociedade que aspira a reduzir o populismo e impedir a corrupção depende de líderes que sejam, antes de tudo, transparentes e coerentes.

Quando a ação governativa se pauta pela opacidade, pelo desrespeito pelas normas de transparência e por uma condescendência perante a violação dos direitos humanos, o custo não é apenas político — é a erosão sensível da própria fibra moral do país.

​A exigência de transparência e de probidade não deve ser vista como uma crítica partidária, mas como um dever de cidadania ativa, indispensável para resgatar a política do descrédito e devolvê-la ao seu propósito genuíno: 

O bem comum!



sábado, 18 de abril de 2026

O ciclo do consumo...!



Desde há muito que uma questão me abana o espírito: "Se, praticamente, todos os países têm dívida, devem a quem?" ou "Quem controla economicamente o mundo?"

Eis o que consegui saber:
"A quem devem os Governos?

​A dívida pública é dividida em "pedaços" chamados Títulos do Tesouro ou Obrigações. Quem os compra é que é o credor.

Fundos de Pensões e Seguradoras: 

São os maiores donos da dívida mundial. 

Quando você desconta para a sua reforma ou paga um seguro de vida, esse dinheiro não fica parado num cofre; as empresas investem-no em dívida pública por ser considerada segura. 

Ou seja: o governo pode estar a dever-lhe a sua futura reforma.

Bancos Comerciais: Os bancos usam os depósitos dos clientes para comprar títulos do Estado. Isto ajuda-os a ter ativos que rendem juros "garantidos" 

Investidores Privados e Cidadãos Comuns: Qualquer pessoa pode comprar Certificados de Aforro ou Obrigações do Tesouro. Nestes casos, o Estado deve diretamente aos seus cidadãos.

Bancos Centrais: Nos últimos anos (especialmente desde a crise de 2008 e a pandemia), os Bancos Centrais (como o Banco de Portugal/BCE) passaram a comprar muita dívida dos seus próprios países para injetar dinheiro na economia.

Fundos Soberanos e Outros Países: Existem países que têm "dinheiro a mais" (como a China, devido às exportações, ou a Noruega e Arábia Saudita, devido ao petróleo). 

Eles compram dívida de outros países (como os EUA ou Portugal) como forma de guardar as suas poupanças.


​2. O Grande "Loop" Financeiro

​A confusão mental acontece porque pensamos na dívida pública como uma dívida entre vizinhos. 

Mas na economia global, a dívida funciona mais como um sistema de circulação sanguínea:

  1. ​O Estado pede dinheiro para construir escolas ou pagar salários.
  2. ​Um Fundo de Pensões empresta esse dinheiro.
  3. ​O Estado paga juros ao Fundo.
  4. ​O Fundo usa esses juros para pagar a reforma ao cidadão que, por sua vez, paga impostos ao Estado.

​3. Mas então, como é que todos podem estar endividados ao mesmo tempo?

​Imagine que existem 3 pessoas: A, B e C.

​A deve 10€ a B.​

B deve 10€ a C.

C deve 10€ a A. 

Todos estão endividados, mas o sistema continua a funcionar porque o dinheiro está em movimento. 

O problema só surge quando alguém deixa de acreditar que o outro vai pagar (a crise de confiança).


​Resumo: O "Dono" da Dívida

​Se somarmos tudo, cerca de 80% da dívida mundial está em mãos privadas (bancos, fundos e pessoas como eu e você). Os governos não devem uns aos outros num sistema fechado; devem ao sistema financeiro global que, por sua vez, é alimentado pelas poupanças e investimentos de todos nós.

Mas... quem ganha com a circulação da dívida? Os bancos! Ganham sempre!

quarta-feira, 15 de abril de 2026

As atitudes de um louco que acordam o mundo!


A análise da postura externa e de segurança de Donald Trump sugere que o recurso à força desmedida e a retórica da aniquilação não é apenas uma escolha tática, mas uma resposta estratégica proporcional à magnitude das ameaças contemporâneas. 

No que diz respeito ao regime teocrático do Irão, a lógica da "pressão máxima" assenta no princípio de que a contenção diplomática convencional falhou em travar a expansão nuclear e o financiamento do terrorismo regional. 

Ao mobilizar arsenais convencionais e manter a dissuasão nuclear como uma possibilidade real, a estratégia visa desestabilizar a confiança do regime, forçando-o a um recuo que sanções económicas, por si só, nunca conseguiram garantir. 

Ao evocar o "Holocausto no Médio Oriente" anunciado pelo Irão - o seu enorme arsenal, a sua insistência no nuclear, o seu contra-ataque a países muçulmanos - tal funciona como mecanismo de choque, eliminando a ambiguidade dialética e estabelece linhas vermelhas claras que os adversários temem cruzar.


​Paralelamente, a abordagem brutal no combate ao narcotráfico global parte da premissa de que os cartéis e as redes de distribuição de fentanil operam como organizações paramilitares que corroendo minam a soberania das nações. 

A militarização desta luta e o uso de armamento de ponta são vistos, nesta ótica, como as únicas ferramentas capazes de desmantelar infraestruturas as quais, visivelmente, se tornaram demasiado poderosas para forças policiais comuns. 

A visão aqui defendida é a de que problemas existenciais — como a erosão social causada pela droga e a ameaça existencial de uma teocracia nuclear — exigem soluções que ultrapassam os limites da política tradicional. 

É a aplicação do realismo político levado ao extremo, por razões de solidariedade e sobrevivência: num mundo onde o caos se propaga, a projeção de um poder militar avassalador e a vontade de o utilizar surgem como os únicos pilares capazes de restaurar a ordem e garantir a sobrevivência das democracias ocidentais perante inimigos que não reconhecem as regras da ordem internacional.


sábado, 11 de abril de 2026

Épica frustação


É o que podemos sentir após a ineficácia do sociopata Trump face à cleptocracia iraniana.

Após ter gasto em armamento durante 39 dias, mais do que o PIB anual português, Trump... agachou.

Provavelmente, alguém lhe lembrou que tinha eleições em Novembro e as sondagens estavam demasiado baixas para a regra de "esquecimento do eleitor pelas asneiras" cometidas, de oito meses, poder ter sido eficaz.

Assistimos a um combate, com armas modernas, entre loucos do século XXI e fanáticos do século XII.

Trump é um buraco negro na política, cercado por uma corte tão desprovida de noção de estabilidade política e lógica social, quanto ele.

Os ayatolahs são fanáticos que usam religião para justificar a destruição do Ocidente cristão, financiando o seu extenso arsenal militar com o lucro do petróleo vendido a esses mesmos países.

Como foi possível a política mundial chegar a este nível de baixeza e imbecilidade?








quarta-feira, 8 de abril de 2026

Um louco comanda o mundo!

Convém pensarmos... enquanto existimos...:

Como foi possível permitir que um sociopata, alegado pedófilo, alegado autor de fraudes financeiras, alegado amigo íntimo de um criminoso sexual e, apesar dos controlos democráticos tradicionais, ser eleito presidente e comandante chefe do exército mais poderoso do mundo?

Qual o mecanismo democrático que poderia ter travado este alto risco global de guerra, descalabro económico, cleptocracia, nepotismo e amiguismo?

Como pode uma percentagem residual - no caso americano 1,62% de eleitores republicanos a mais do que democratas - decidir sobre os destinos do mundo?

Particularmente, se há conhecimento estatístico de que a maioria se baseia em eleitores com menos escolaridade, menos conhecimento económico interno e menos sensibilidade para movimentos internacionais? 

Democracia tem de, na sua definição, OBRIGAR a mecanismos severos para filtrar votos institivos e votos ponderados, premiando estes em detrimento dos outros!

Se sobrevivermos a Trump...



domingo, 5 de abril de 2026

Humanismo.

  

O Paradoxo dos Direitos Humanos Entre Idealismo e Impunidade

​Os Direitos Humanos figuram entre as conquistas mais elevadas da civilização do século XXI. 

Frutos de lições amargas extraídas das tragédias que assolaram a humanidade, estes direitos permanecem, contudo, como meras utopias em nações subjugadas por "verdades" místicas ou por conveniências ditatoriais de elites dominantes.

​É precisamente aqui que reside um abismo intelectual e ético: enquanto celebramos o valor intrínseco destes direitos, assistimos à sua perversão por "marginais com poder" — dirigentes que operam na sombra e à revelia da lei, perpetuando o tráfico, a escravatura e conflitos injustificáveis.

O que mais alarma é a impunidade: estes agentes gozam de existências faustosas à custa do sofrimento alheio, utilizando a riqueza acumulada para corromper instituições de topo nas próprias sociedades democráticas que dizem defender os direitos humanos.

​Milénios depois, estes esquemas socialmente corrosivos não só persistem, como se capilarizam. 

A premissa deve ser clara: 

Direitos Humanos, sim — mas só para quem os respeita. 

Não há coexistência possível entre a dignidade humana e o crime organizado global. 

Talvez por isso, mesmo aqueles que repudiam figuras como Trump e os seus desmandos políticos, sexuais e financeiros sintam um eco de justiça quando veem a força bruta do crime ser travada de forma decisiva — seja por míssil contra o narcotráfico furtivo ou contra um regime assassino, dito teocrático. 

Será o instinto de sobrevivência da civilização perante a barbárie...







O futuro do humano com a I. Artificial !

Enfrentar o futuro ao lado da Inteligência Artificial não é vencer uma corrida contra as máquinas; trata-se de mudar de uma mentalidade de r...