domingo, 25 de janeiro de 2026

Por uma Democracia Real


Chamar Democracia à mera eleição popular de uma só figura é focar na ponta do iceberg, ignorando a base oculta, silenciosa, pesada e poderosa que a sustenta.

Quanto custa uma campanha eleitoral ?

Quem a paga?

Quem confere os números declarados?

E os valores "doados" em notas, não controláveis?

​O que assistimos é um esquema de enriquecimento do grupo que financiou e financia a carreira do eleito, e a quem este irá retribuir após a tomada de posse. A prova? Nenhum eleito abandona a política mais pobre do que quando entrou.

​O sistema que temos assenta, teoricamente, em quatro pilares de soberania: Presidente da República, Parlamento, Governo e Tribunais. No caso português — e em muitos outros — estes pilares estão profundamente distorcidos:

Presidente da República: Figura fundamentalmente decorativa, eleita pelo povo, apenas com interferência em momento de rutura.

Parlamento (Poder Legislativo): Arregimentado por listas fechadas, sob a decisão quase exclusiva do líder partidário e futuro Primeiro-Ministro(PM).

Qualquer deputado eleito por um partido, que durante a legislatura vote contra a decisão do PM, pode ficar certo de o seu nome não entrar na lista para a próxima legislatura.

Governo (Poder executivo): Constituído pela vontade exclusiva do PM entre financiadores, familiares, amigos e figuras de confiança do partido. 

Sem que sejam publicados os motivos da escolha nem projectos dos nomeados coincidentes com o programa eleitoral do partido.

Tribunais: Um esquema altamente antidemocrático, sem qualquer voto popular direto, "atenuado" por uma votação interna no sistema.  

A sua atuação carece de respeito pelo tempo, eficiência e eficácia, aceitando, placidamente, a fuga de "segredos de justiça" para os media e interferindo sistematicamente em ciclos eleitorais, provocando a queda de maiorias sem causa palpável.

​Este, um sistema sem gota de Democracia na sua formação, uma ditadura dentro de uma Democracia nominal e principal obstáculo à sua credibilidade.

Acresce a total dependência do PM dos poderes legislativo e executivo!


É urgente e inadiável: Apenas um sistema político democrático cujos Órgãos de Soberania dependam DIRECTAPERIÓDICA, SECRETA e EXCLUSIVAMENTE dos eleitores, capaz de funcionar sem qualquer tutela antidemocrática, pode garantir Democracia Real.


English

To call the mere popular election of a single figure "Democracy" is to focus on the tip of the iceberg, ignoring the hidden, silent, heavy, and powerful base that sustains it.

How much does an election campaign cost?

Who pays for it?

Who verifies the numbers?

What we are witnessing is a scheme to enrich the group that financed and finances the elected official's career, and to whom the elected official will repay after taking office. The proof? No elected official abandons the poorest politics.

The system we have is, theoretically, based on four pillars of sovereignty: President of the Republic, Parliament, Government, and Courts. In the Portuguese case—and in many others—these pillars are profoundly distorted:

President of the Republic: A fundamentally decorative figure, elected by the people, with interference only at the moment of rupture.

Parliament: Organized through closed lists, under the almost exclusive control of the party leader and future Prime Minister.

Government: Constituted by the exclusive will of the Prime Minister among financiers, family members, friends, and trusted figures of the party.

Courts: A highly undemocratic system, without any direct popular vote, mitigated by an internal vote within the system. Its performance lacks respect for time, efficiency, and effectiveness, placidly accepting the leaking of "judicial secrets" to the media and systematically interfering in electoral cycles and causing the fall of majorities without tangible cause.

This, a system without a drop of Democracy in its formation, is the main obstacle to its credibility.

It is urgent and cannot be postponed: Only a democratic political system whose organs of sovereignty depend directly, periodically, secretly, and exclusively on the voters, capable of functioning without any anti-democratic oversight, can guarantee real democracy.



sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

O efeito "Polígrafo"!

Para se recordar o impacto do teste do polígrafo, perguntei ao Gemini qual dos 3 procuradores do Ministério Público, na fase de instrução da "Operação Marquês", RECUSOU ser interrogado por um polígrafo.

Eis o que o Gemini respondeu:

"O procurador que protagonizou esse episódio foi Rosário Teixeira, o principal magistrado do Ministério Público na fase de inquérito da Operação Marquês.

O incidente ocorreu em 2015, após o jornal Correio da Manhã ter publicado detalhes de um interrogatório a José Sócrates que ainda se encontrava sob segredo de justiça. 
Perante as suspeitas e críticas sobre a origem das fugas de informação para a comunicação social, a defesa de José Sócrates desafiou os três procuradores da equipa de investigação — Rosário Teixeira, Vítor Pinto e Gilberto de Melo — a submeterem-se ao teste do polígrafo para provar que não tinham sido eles a filtrar a informação.

Detalhes do Caso:
 * O Desafio: A defesa de Sócrates sugeriu o polígrafo como forma de os magistrados "limparem a sua honra" e provarem a sua inocência quanto às fugas de informação.

 * A Recusa: Rosário Teixeira recusou formalmente o teste, classificando a proposta como um "absurdo" e uma tentativa de "espetáculo mediático". 

O Ministério Público defendeu que os procuradores estavam sujeitos a deveres de reserva e que não tinham de provar a sua integridade através de métodos não previstos na lei para magistrados. 

(E assim "o sistema" protege os seus de suspeitas.)

Contexto: 

Na altura, as fugas de informação eram constantes, e o Correio da Manhã (e a CMTV) publicavam quase diariamente detalhes que apenas constavam nos autos, o que levou a uma guerra jurídica intensa sobre a violação do segredo de justiça.

Atualmente, o cenário mudou e a equipa de julgamento (iniciado em 2025) é composta por outros magistrados, como Rómulo Mateus, Rui Real, Nadine Xarope e, mais recentemente, Hugo Neto."

Sem comentários


quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Porquê Ventura quer só votos do povo?


Porquê Ventura quer apenas votos populares?

Porque precisa de quem é mais fácil de enganar. 
Com promessas impossíveis, incumpríveis, inacreditáveis...!

Quem tem mínimos de vivência política sabe que os imigrantes são mão de obra necessária à economia, aumentam as receitas da segurança social e invertem o envelhecimento populacional do país.

O povo entende que é português ou senegalês NÃO FOI escolha do próprio: aconteceu!

Tal como franceses e alemães há várias décadas, acolheram, enquadraram e deram novos horizontes aos imigrantes portugueses, cabe agora a nós enquadrar e dar um futuro melhor a quem precisa e se esforça por o merecer.

O chefe do Chega NÃO TEM, nunca teve, qualquer proposta para receber o melhor possível quem nos procura e de quem PRECISAMOS para que a economia continue a crescer.

Como não tem, nunca teve, qualquer projeto para acabar com a corrupção, melhorar o sistema de segurança, saúde ou justiça.

O homem é um vazio de ideias, outro profissional, outro ainda de conhecimento do exercício de funções governativas ou políticas públicas.
É fácil criticar ou vilipendiar outros, quando se ignoram as consequências financeiras, económicas e sociais das decisões.

Apenas o poder - entenda-se, administrar o dinheiro alheio - lhe importa.

Votará nele, quem achar que palavras, sorrisos e gestos são o que faz falta ao país.

Porque nele, ideias ou projetos e financiamentos significativos, são uma miragem.
Pessoalmente, não o queria nem para ele tentar me vender um carro em segunda mão.

Recordo "o país de tanga" ou o "corte de algumas gorduras do Estado"...

Palavras de ignorância sobre o estado do país que se propunha governar, e com base nas quais subiram na vida.

E nós pagamos... e bem!

E continuaremos a pagar ambições individuais envoltas em nuvens onde, em momentos emotivos, bem enganados, votamos.

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domingo, 18 de janeiro de 2026

Rescaldo Eleitoral

Ventura - que nunca esteve no governo, é um vazio de projetos mesmo para corrupção e imigração temas recorrentes nas suas alegorias retóricas.

Nunca será demais lembrar que um homem não faz milagres, muito menos em política.

A História está repleta de profetas de paraísos que terminaram nos infernos da Terra.

Estaline, Hitler, Mao-Tse-Tung ou Khomeni estão nesse caso.

Prometer é tão mais fácil, quanto mais se ignorar por completo as dificuldades em cumprir.

Ventura está neste caso.
Diz o povo com razão: "Se você quer conhecer um vilão, ponha-lhe o pau na mão"...

O futuro ainda está no voto!



sábado, 17 de janeiro de 2026

Democracia para Ditaduras!

Democracia é assunto para democratas!

A História diz-nos:

Democracia é o veículo que melhor transporta valores, instituições, esperanças, de geração para geração.

Ditaduras só entendem violência, estagnação, domínio de homens tão fortes na aparência como limitados de inteligência porém, faustosos na ganância.

Violência, como resposta à violência ditatorial sobre direitos humanos, internacionais e para convivência pacífica, justifica-se.

A Europa, ao educar as suas populações, esqueceu as Ditaduras, as quais em nome da sua sobrevivência, dogmatizam e estigmatizam culturas, demonizam vizinhos e justificam, como disfarce da sua incapacidade gestora, guerras em nome da História ou de ódios religiosos.

A palavra "mudança", em Democracia, não pode ser irracionalidade justificadora.

Mudar mas, 

PARA ONDE? 
QUAIS OS NOVOS OBJECTIVOS? QUEM OS FINANCIA? 
QUANTO CUSTAM e 
DURANTE QUANTO TEMPO VÃO DURAR ?

Estas questões merecem respostas sólidas, verdadeiramente independentes, em termos financeiros suportadas por especialistas credíveis, preferencialmente independentes dos proponentes em disputa eleitoral como sejam, diferentes em nacionalidade e sem conflitualidade de interesses conhecida.

Sem estes cuidados, acusar o mau estar político por erros democráticos e votar emotivamente em qualquer "lobo disfarçado de cordeiro", só poderá implicar retrocesso na evolução histórica de um povo que tal decida.









quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Impasse futuro!

​O Impasse da Civilização Tecnológica: 

Da Globalização ao Colapso

A inundação tecnológica que rege o planeta desde a década de 1980 alterou profundamente a anatomia das sociedades modernas. 

Este processo iniciou-se com a erosão da primazia humana na produção, deslocando o eixo industrial para o Sudeste Asiático, onde a combinação de mão-de-obra e automação maximizou a escala produtiva.

No entanto, este crescimento veio acompanhado de um apetite voraz por recursos naturais, expondo a fragilidade dos limites biofísicos da Terra.

​Simultaneamente, a economia - como forma útil para aplicação de capital - desmaterializou-se. 

Através de uma engenharia financeira sofisticada, grandes grupos económicos centralizaram as suas SGPS em offshore, utilizando mecanismos como

- Preços de transferência 

Uma empresa-mãe cria subsidiárias em diferentes países. 

A subsidiária num país com impostos baixos vende produtos ou serviços à subsidiária num país com impostos altos por um preço artificialmente inflacionado

Exemplo: Uma subsidiária na Irlanda cobra "royalties" altíssimos pelo uso da marca à subsidiária em Portugal. 

O lucro em Portugal desaparece (porque o custo dos royalties é deduzido), e o dinheiro acumula-se na Irlanda, onde paga quase 0% de IRC.

- A capitalização magra:

 A subsidiária paga juros elevados sobre um empréstimo. Como os juros são despesas dedutíveis, o lucro tributável no país de operação é reduzido drasticamente, transferindo a riqueza para a offshore (a que emprestou) sob a forma de juros.

O resultado foi uma transferência sistémica de riqueza que drenou as receitas de IRC dos governos ocidentais, deixando os estados com menos margem de manobra para mitigar as desigualdades geradas pela própria tecnologia.


​Hoje, a humanidade enfrenta um questionamento da qualidade existencial, pela manutenção dos seus níveis de vida. 

O sistema aproxima-se de um ponto crítico onde três vetores convergem para o colapso:


Crise de Utilidade: 

A produção excede o consumo num mercado onde o poder de compra é corroído pela substituição do trabalho, (um desempregado não tem o poder de compra de quem trabalha...)

Atrofia Cognitiva: 

A Inteligência Artificial começa a substituir não apenas a força, mas o pensamento humano, colocando em causa a nossa capacidade de governar os próprios sistemas que criámos.

Exaustão da Natureza: 

O ambiente atinge o limite da sua resiliência, incapaz de regenerar o capital natural, consumido por este modelo linear.


​A questão que permanece não é se o modelo irá mudar, mas se a humanidade conseguirá gerir a transição antes que a resposta da natureza ou o colapso social o façam, de uma forma disruptiva.


​O que podemos fazer agora?

Possível solução:

O Pillar Two (Pilar Dois) é a peça central de uma reforma fiscal histórica liderada pela OCDE e pelo G20, concebida para acabar com a "corrida para o fundo" (race to the bottom) na tributação das empresas. 

Em termos simples, o objetivo é garantir que as grandes multinacionais pagam uma taxa de imposto justa, independentemente de onde declaram os seus lucros.

Aqui estão os pontos fundamentais para compreender como este mecanismo funcionará em 2026:

O que é o Imposto Mínimo Global?

Estabelece uma taxa efetiva mínima de 15% sobre os lucros das multinacionais. 

Se uma empresa desviar lucros para um paraíso fiscal onde paga apenas 3%, o país onde está sediada a casa-mãe (?) - (e se a casa-mãe estiver sediada em offshore financeiro?) - tem o direito de cobrar os 12% restantes (o chamado top-up tax).

Quem é afetado? 

Grupos multinacionais com receitas anuais consolidadas superiores a 750 milhões de euros.


Em Portugal

A medida foi transposta para a lei nacional (Lei n.º 41/2024), criando o Regime do Imposto Mínimo Global (RIMG).

1. Os Três Mecanismos de Controlo

Para garantir que não existam "fugas", o Pillar Two utiliza três regras principais:

(Abaixo: Regra, Sigla, Como funciona:)

A) Inclusão de Rendimentos (IIR) 

O país da sede tributa os lucros das subsidiárias estrangeiras que pagaram menos de 15%. 

B) Imposto Complementar Nacional (QDMTT)

O próprio país onde a subsidiária opera cobra a diferença até aos 15%, para evitar que esse imposto seja "entregue" a outro país. 

C) Lucros Sub-tributados (UTPR)

Uma regra de segurança que permite a outros países do grupo cobrar o imposto se a sede não o fizer. 

2. Impacto no Cenário de "Inundação tecnológica":

O Pillar Two atua como um travão:

 Neutraliza Offshore: Retira a vantagem competitiva de jurisdições com impostos zero.

 Protege a Base Tributária: Ajuda os governos ocidentais a recuperar receitas para financiar serviços públicos e a transição climática.

 Justiça Fiscal: Tenta nivelar o jogo entre as gigantes tecnológicas (que usam intangíveis para mover lucros) e empresas locais.


Desafios em 2026

Apesar de Portugal e a União Europeia terem avançado decididamente, o sistema enfrenta desafios de implementação global, especialmente com a resistência de algumas jurisdições (como certas alas políticas nos EUA) que temem a perda de competitividade. 

Além disso, as empresas enfrentam agora uma enorme carga burocrática(?) para reportar dados fiscais detalhados país por país.


(Pessoalmente, necessito ver esclarecida as definições de "casa-mãe" e "enorme carga burocrática", sob pena de ser cúmplice em mais alçapões jurídicos para escape de fortunas, verdadeiramente "pornográficas").



English:

The Impasse of Technological Civilization:

From Globalization to Collapse

The technological flood that has governed the planet since the 1980s has profoundly altered the anatomy of modern societies.

This process began with the erosion of human primacy in production, shifting the industrial axis to Southeast Asia, where the combination of labor and automation maximized productive scale.

However, this growth was accompanied by a voracious appetite for natural resources, exposing the fragility of Earth's biophysical limits.

Simultaneously, the economy dematerialized.

Through sophisticated financial engineering, large economic groups centralized their holding companies offshore, using mechanisms such as:

- Transfer pricing

A parent company creates subsidiaries in different countries. The subsidiary in a low-tax country sells products or services to the subsidiary in a high-tax country at an artificially inflated price.

Example: A subsidiary in Ireland charges exorbitant royalties for the use of its brand to its subsidiary in Portugal.

The profit in Portugal disappears (because the cost of royalties is deducted), and the money accumulates in Ireland, where it pays almost 0% corporate income tax.

- Lean capitalization:

The subsidiary pays high interest on this loan. Since interest is a deductible expense, the taxable profit in the country of operation is drastically reduced, transferring wealth to the offshore company in the form of interest.

The result was a systemic transfer of wealth that drained corporate income tax revenues from Western governments, leaving states with less room for maneuver to mitigate the inequalities generated by the technology itself.


Today, humanity faces an existential question about maintaining its living standards. The system is approaching a critical point where three vectors converge towards collapse:

Utility Crisis: 

Production exceeds consumption in a market where purchasing power is eroded by the replacement of labor (an unemployed person does not have the purchasing power of someone who works...).

Cognitive Atrophy: 

Artificial Intelligence begins to replace not only human strength but also thought, calling into question our ability to govern the very systems we have created.

Nature's Exhaustion:

The environment reaches the limit of its resilience, unable to regenerate the natural capital consumed by this linear model.


The question that remains is not whether the model will change, but whether humanity will be able to manage the transition before nature's response—or social collapse—does so disruptively.


What can we do now?

Possible solution:

Pillar Two is the centerpiece of a landmark tax reform led by the OECD and the G20, designed to end the "race to the bottom" in corporate taxation.

Simply put, the goal is to ensure that large multinationals pay a fair tax rate, regardless of where they declare their profits.

Here are the key points to understand how this mechanism will work in 2026:

What is the Global Minimum Tax?

It establishes a minimum effective tax rate of 15% on multinational profits.

If a company diverts profits to a tax haven where it pays only 3%, the country where the parent company is based (and what if the parent company is based in a financial offshore haven?) has the right to collect the remaining 12% (the so-called top tax).


Who is affected?

Multinational groups with consolidated annual revenues exceeding €750 million.


In Portugal: 

The measure was transposed into national law (Law No. 41/2024), creating the Global Minimum Tax Regime (RIMG).

1. The Three Control Mechanisms

To ensure there are no "leaks," Pillar Two uses three main rules:

(Below: Rule, Acronym, How it works:)

A) Income Inclusion (IIR)

The country of the headquarters taxes the profits of foreign subsidiaries that paid less than 15%.

B) National Complementary Tax (QDMTT)

The country where the subsidiary operates itself collects the difference up to 15%, to prevent this tax from being "handed over" to another country.

C) Under-taxed Profits (UTPR)

A safety rule that allows other countries in the group to collect the tax if the parent company does not.

2. Impact on the Landscape:

In the context of its analysis of the "tech flood" and the loss of corporate income tax revenue, Pillar Two acts as a brake:


Neutralizes Offshore: 

Removes the competitive advantage of zero-tax jurisdictions.

Protects the Tax Base: 

Helps Western governments recover revenue to fund public services and the climate transition.

Tax Justice: 

Attempts to level the playing field between tech giants (which use intangibles to move profits) and local companies.


segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Loby !



🏛️ A Origem do Lobby nas Democracias

Inglaterra: A ante-sala do Parlamento
A palavra "lobby" (saguão/corredor) teria então passado a designar a atividade de influência política realizada nesses espaços.

Estados Unidos da América (EUA): O Lobby do Hotel
A versão mais aceita e que popularizou o termo na política moderna está ligada aos Estados Unidos, no século XIX.

Década de 1820: 
O termo lobbying começou a ser usado como sinónimo de exercer influência política nos EUA, antes mesmo do episódio do presidente Grant. Já em 1789, nos primórdios do Congresso, há relatos de comerciantes a oferecer jantares a congressistas para influenciar leis.
O Presidente Grant (meados do século XIX): A história mais popular envolve o Presidente americano Ulysses Grant (que governou de 1869 a 1877). Antes de se mudar para a Casa Branca, ele costumava hospedar-se em hotéis. 
As pessoas que desejavam pedir favores, influenciar decisões ou buscar ajuda de todo o tipo abordavam-no frequentemente no saguão de entrada (o lobby) do hotel. Diz-se que o Presidente Grant começou a referir-se a essas pessoas, de forma pejorativa, como "lobistas" (lobbyists).

Popularização: 
O termo rapidamente se enraizou no jargão político americano, referindo-se à atuação dos representantes de interesse que esperavam pela passagem dos tomadores de decisão nas ante-salas do Congresso e das Assembleias Estaduais.


O Papel na Democracia:
Historicamente, a atividade de lobby – que é a prática de grupos de interesse e grupos de pressão buscarem influenciar decisões governamentais (Legislativo, Executivo e, por vezes, Judiciário) – é vista por alguns como:


Um Componente Natural: 

Em sistemas democráticos e pluralistas, é considerado natural e inevitável que indivíduos e grupos se organizem para tentar persuadir o poder político a exercer o seu poder de uma forma que lhes seja favorável.
 

Uma Ferramenta Democrática: 

É defendido como um instrumento legítimo de participação, pois permite que diversas vozes e perspetivas sejam ouvidas, enriquecendo o debate e fornecendo informações e análises especializadas aos decisores.

Evolução e Regulamentação
Com o tempo, e face a escândalos de corrupção e tráfico de influência, a necessidade de transparência e regulamentação desta atividade ganhou força em muitas democracias.

Hoje, em muitos países, o lobby é uma atividade profissional regulamentada, exigindo que os lobistas se registem em Registos de Transparência (como acontece na União Europeia e em vários países europeus e outros).

 O objetivo é separar a boa influência (transparente e informativa) da má influência (oculta e corrupta).

Porém, qualquer boa influência pode passar a má, conforme as luvas que calça para conseguir os seus intentos...

Daqui que proponho, desde há muito, que a todos os visitantes de corredores do poder seja colocada obrigatoriamente uma sequência de perguntas atinentes à sua visita, sendo as respostas confirmadas em polígrafo digital...


English

🏛️ The Origin of Lobbying in Democracies

The practice of lobbying has deep roots in the history of governance and, in democracies, has evolved from informal meetings to a more structured activity of interest representation. There is no absolute consensus on the exact moment of its emergence, but there are two main historical perspectives, both linked to spaces of political decision-making.

England: The Antechamber of Parliament

One of the oldest versions points to England in the 14th century.

The Context: Pressure groups sought to influence the decisions of parliamentarians in the antechamber of the House of Commons (the "lobby" of the building).

The Practice: These groups waited for legislators to pass by to present their petitions and try to persuade them in favor of certain interests.

The word "lobby" (hall/corridor) then came to designate the activity of political influence carried out in these spaces.

United States of America (USA): The Hotel Lobby

The most widely accepted version, and the one that popularized the term in modern politics, is linked to the United States in the 19th century.

1820s:

The term lobby began to be used as a synonym for exerting political influence in the USA, even before the episode involving President Grant. As early as 1789, in the early days of Congress, there are accounts of merchants offering dinners to congressmen to influence laws.

President Grant (mid-19th century): The most popular story involves American President Ulysses Grant (who governed from 1869 to 1877). 
Before moving to the White House, he used to stay in hotels. People who wanted to ask for favors, influence decisions, or seek help of all kinds frequently approached him in the hotel lobby. It is said that President Grant began to refer to these people, pejoratively, as "lobbyists."


Popularization:
The term quickly took root in American political jargon, referring to the actions of interest groups waiting for decision-makers to pass through the anterooms of Congress and State Assemblies.

The Role in Democracy:

Historically, lobbying – the practice of interest groups and pressure groups seeking to influence government decisions (Legislative, Executive, and sometimes Judicial) – is seen by some as:

A Natural Component:

In democratic and pluralistic systems, it is considered natural and inevitable that individuals and groups organize to try to persuade political power to exercise its power in a way that is favorable to them.


A Democratic Tool:

It is defended as a legitimate instrument of participation, as it allows diverse voices and perspectives to be heard, enriching the debate and providing specialized information and analysis to decision-makers.

Evolution and Regulation

Over time, and in the face of corruption and influence peddling scandals, the need for transparency and regulation of this activity has gained strength in many democracies.

Today, in many countries, lobbying is a regulated professional activity, requiring lobbyists to register in Transparency Registries (as is the case in the European Union and several other European and other countries).

The goal is to separate good influence (transparent and informative) from bad influence (hidden and corrupt).

However, any good influence can become bad, depending on what one is "willing to pay" to achieve their aims...

Therefore, I have long proposed that all visitors to the corridors of power be asked a series of questions relevant to their visit, with the answers analyzed by digital polygraph...






MPGA

Make Portugal Great Again (MPGA) ​É uma hipótese que, a qualquer português de bom senso, arrancará um sorriso condescendente. ...