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quarta-feira, 18 de março de 2026
Onde se vive melhor...
domingo, 15 de março de 2026
Cleptocracia. Conhece caso semelhante?
Numa cleptocracia, os governantes tratam o tesouro público como a sua conta bancária pessoal.
É um regime de corrupção institucionalizada onde a prioridade não é governar, mas sim extrair o máximo de riqueza possível do país.
Risco Económico:
Leva, invariavelmente, ao défice excessivo, ao empobrecimento da população e ao colapso dos serviços públicos, já que o dinheiro destinado a hospitais e escolas acaba em contas offshore.
A Necessidade de Controlo
Para evitar que uma democracia se transforme em qualquer um destes cenários, a vigilância sobre os gastos públicos é fundamental. A proteção do interesse público exige sempre:
Auditorias Internacionais e Sorteadas:
Para garantir a independência, os auditores não devem ter ligações nem depedências políticas e a sua seleção deve ser aleatória, sigilosa, efectuada por sistema informático.
Transparência Total:
Disponibilização de sumários executivos claros em linguagem acessível, para que o eleitor possa fiscalizar onde cada euro é investido.
Responsabilidade Orçamental:
Regras rígidas contra o endividamento descontrolado, que muitas vezes serve apenas para alimentar redes de clientelismo.
Sem mecanismos de fiscalização externa, independente da política nacional e por sistema informático fechado regularmente auditado, o risco de o poder se fechar em si mesmo — seja para proteger fortunas ou para as criar ilegalmente — tem sido e é uma ameaça constante à soberania do povo.
quinta-feira, 12 de março de 2026
Cinismo internacional.
O Paradoxo Teocrático
O Caso do Irão
Existe um cinismo jurídico no embate entre democracias e o regime do Irão. É um facto reconhecido que o Irão opera como uma teocracia cujos moldes remontam à Baixa Idade Média.
Surge então a questão central:
Como pode o Direito Internacional, criado para proteger e fomentar sistemas democráticos, ser usado como escudo para proteger regimes que declaradamente procuram a aniquilação dessas mesmas democracias?
Não é coerente utilizar as leis do século XXI para salvaguardar um regime que:
- Desrespeita sistematicamente os Direitos Humanos.
- Submete as mulheres a leis opressivas (proibição de circular sem companhia ou falar alto em público).
- Rejeita a transparência e o escrutínio internacional.
Uma Visão Estratégica
O Direito Internacional não pode servir para defender "dinossaurias" ideológicas ou regimes criminosos.
Como democratas, devemos exigir que todas as intervenções e gastos públicos sejam transparentes e auditados.
A paz duradoura só será alcançada quando o Direito Internacional for aplicado com rigor e consequências visíveis, sem exceções para superpotências, mas também sem complacência para com tiranias teocráticas.
terça-feira, 10 de março de 2026
Japão e Irão...
Para que se não esqueça e considere:
A História diz-nos que o Japão em 1942 era uma potência militarista agressiva, mantendo hábitos medievais onde o Imperador era visto como uma divindade, e que ocupou cidades como Pequim e Xangai.
A 6 e 9 de agosto de 1945, a administração Truman, após ser informada de que uma invasão terrestre no arquipélago japonês custaria a vida a cerca de um milhão de soldados americanos (estimativas da Operação Downfall), ordenou o lançamento de duas bombas atómicas sobre Hiroshima e Nagasáqui.
O impacto causou a morte de aproximadamente 200.000 a 400.000 pessoas (entre efeitos imediatos e posteriores), incluindo militares e civis.
O Japão rendeu-se sem condições. Iniciou então, e mantém até hoje, um sistema democrático.
Três décadas após 1945, o Japão e a Alemanha — beneficiando do Plano Marshall na Europa e de investimentos equivalentes no Pacífico — emergiram como segunda e terceira potências económicas mundiais, logo após os EUA.
Nem a Alemanha nem o Japão foram posteriormente esmagados por genocídios ou excluídos da ordem internacional; pelo contrário, foram completamente integrados no bloco democrático.
Em resposta, nunca se registaram, por parte destas nações, atos de terrorismo ou escaramuças contra os EUA.
Estas evidências históricas levam-me a concluir que apenas uma demonstração de força verdadeiramente impressionante poderá, no presente, dominar civilizações ainda presas por ditadores ou teocratas que - para proveito próprio - incutem e aterrorisam as populações que dominam, com místicas e ações próprias da Baixa Idade Média, em pleno no século XXI.
A mentalidade aburguesada, pacifista, de amor extremo e incondicional pelas tenras idades promovidos - e bem -pelos sistemas políticos democráticos, tornaram-se fragilidades aproveitadas pelos seus inimigos para os inibir de responder a ataques hediondos, sem gota de humanidade, que estes regularmente, cometem.
Como evitar que tal continue ou se agrave?
domingo, 8 de março de 2026
Irão e Rússia...
segunda-feira, 2 de março de 2026
NÃO À REGIONALIZAÇÃO !!!
Votei a favor da regionalizaçãbo em 1998, mas os acontecimentos na Catalunha, entre 2014 e 2017, deram-me um "banho de realidade". Sem qualquer fundamento jurídico plausível e com base num referendo local que contou com apenas 49% de participação, declarou-se uma independência unilateral.
O processo autonómico catalão começou pela promoção da língua e de símbolos identitários, mas rapidamente derivou para uma narrativa de superioridade económica, usando o elevado PIB da região como justificativa para o isolamento. Na verdade, o que vimos foi a ambição de uma elite que pretendia o controlo absoluto de um orçamento, ignorando o todo nacional e abrindo portas a influências externas perigosas.
Como se não bastasse, a investigação do "Caso Voloh" expôs a suposta interferência russa, cuja tese principal sugere que o Kremlin utilizou a crise catalã para desestabilizar a União Europeia através de:
- Oferta de Tropas e Financiamento: Investigações judiciais indicam que, na véspera da declaração de 2017, emissários russos teriam oferecido a Carles Puigdemont o envio de 10 mil soldados e o pagamento da dívida pública catalã — oferta que terá sido recusada por ser irrealista.
- Desinformação e Redes de Bots: O uso de meios estatais (RT e Sputnik) para amplificar narrativas separatistas, tentando pintar a democracia espanhola como um "Estado autoritário".
- Geopolítica de Moscovo: Para Putin, o caos em Espanha enfraqueceria a coesão da NATO e da UE, servindo de retaliação pelas sanções impostas após a anexação da Crimeia.
A lição que retirei é clara: uma "independência" que visa enriquecer alguns, transformando os cidadãos em peões de interesses alheios sem qualquer vantagem real, é um erro histórico.
Portugal não necessita de regionalização, nem de mais despesa para sustentar "poleiros" políticos.
Os arautos que tentam agora usar a tragédia do Kristin para justificar esta reforma demonstram falta de sensibilidade.
Foi um evento meteorológico sem precedentes e de previsão quase impossível; usá-lo como arma política é oportunismo.
O mesmo padrão observa-se agora nos "baronetes" regionais portugueses. O interesse parece resumir-se ao controlo financeiro: adjudicações a amigos e cargos para os aparelhos partidários. Em vez de termos 200 bombeiros profissionais todo o ano, preferem o jogo da exigência constante ao poder central.
Onde termina esta caminhada? Numa independência subsidiada por interesses externos?
Gostaria de conhecer o plano real destes senhores para o crescimento demográfico e económico regional do país, para além da eterna chantagem política sobre o orçamento de Lisboa.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026
Passos, um incompetente perigoso!
Se há pessoa pela qual tenho o mais absoluto desdenho é aquela que nunca se afirmou por nada conhecido mas, que as circunstâcias e o voto de raiva, fizeram dela alguém.
Este indivíduo de que falo, pertence ao grupo de 800.000 regressados de África após Abril de 1974.
Jovem, com bom aspecto, ingressou na JSD e aí, pelas quotas que a JSD acordou com o Presidente do PSD, entrou na lista, em lugar elegível para a legislatura seguinte.
Nunca foram encontrados quaisquer méritos que o distinguissem como deputado, além do de ter o acesso facilitado aos gabinetes dos dirigentes do partido.
E assim fez a sua carreira!
Durante mais de 20 anos PP Coelho viveu como facilitador de interesses privados junto de gabinetes partidários e ministeriais.
Quando as licenciaturas foram reduzidas (processo de Bolonha) de cinco para três anos, cerca dos 40 anos de idade, decidiu uma aventura universitária, privada, claro.
Aí, conhece ML Albuquerque e com simpatias recíprocas, um acabou licenciado a outra, comissária europeia.
Como os ventos eram favoráveis e o escrutínio democrático dos valores académicos, sociais e pessoais de governantes era, e é, nulo em 2011, um acaba primeiro-ministro e a outra ministra.
Mas, para mim, o mais incrível nisto tudo é um PM ter á sua frente a solução para a crise iniciada em 2011, por forma evidente como Mário Centeno a viria a consagrar após 2016, e não a ter visto ou a ter recusado, preferindo ir "além da troika" e privatizando empresas públicas em 9.400 milhões de €, quando a troika "apenas" lhe exigia 5.000...
Nisto, terá sido apoiado pela teoria - da sua professora - económica friedmaniana Albuquerque (igual à atual do Milei na Argentina) de terra queimada, para depois bater palmas quando nascessem as primeiras ervas...
Mário Centeno mostrou que bastaria colocar o potencial turístico do país em andamento, para que tudo se resolvesse e, em vez dos 131% deixados por PPCoelho, se reduzisse a dívida, em alguns anos apenas, para valores inferiores a 100% e super-avit a seguir.
Um PM e uma ministra das finanças ignorantes e mal intencionados, dogmatizados por ideologias inconsequentes de resultados nunca provados além de terem cortado vencimentos, reformas, feriados... em nome de uma distopia, falharam gritantemente ao povo que os tinha eleito mentindo, afirmando que fariam cortes apenas em pequenas gorduras do estado, mas que ficaram com os seus futuros assegurados e o povo enganado, levou anos a pagar e a levantar cabeça.
Punição para quem mente em política? Nenhuma!
O castigo é para quem aprovou a CRP mas nenhuma das suas oito emendas, e aceita crimes sem castigo para políticos mentirosos: o Povo!
sábado, 21 de fevereiro de 2026
NOVO PARTIDO : EM DEFESA DA DEMOCRACIA !
Manifesto!
Manifesto do Cidadão: Para uma Gestão Pública Sem "Batota"
Este manifesto baseia-se numa ideia simples: O Estado serve o Povo, não os Grupos de Interesses. Para que isto seja verdade, precisamos de quatro "travões" de emergência:
1. "Quem Escolhe é o Nome, não a Sigla" (Voto Nominal)
- O Problema: Hoje votamos em listas fechadas. Os deputados devem fidelidade ao chefe do partido, não a nós.
- A Solução: Votar diretamente na pessoa (Círculos Uninominais). Se o deputado do seu distrito não defende a região ou protege corruptos, o cidadão sabe exatamente quem é e não o volta a eleger.
2. "A Porta Só Abre para Um Lado" (Fim das Portas Giratórias)
- O Problema: Ministros e Reguladores saem do Governo para serem administradores das empresas que acabaram de beneficiar.
- A Solução: Quem aceita um cargo de alta responsabilidade pública fica proibido de trabalhar no setor privado dessa área durante 10 anos. Se fiscalizou bancos, não pode trabalhar para bancos.
3. "Magistrados: Uma Carreira de Mão Única" (Justiça Blindada)
- O Problema: Juízes que entram e saem da política ou que esperam por tachos no privado após a reforma.
- A Solução: Ser Juiz ou Procurador é uma escolha para a vida. Ganham bem e têm prestígio, mas ficam proibidos de exercer cargos políticos ou de trabalhar para grandes escritórios de advogados. A sua única lealdade é à Lei.
4. "O Dinheiro Tem Rasto" (Modelo Francês)
- O Problema: Malas de dinheiro e "sacos azuis" que alimentam a corrupção e os "Cavalos de Troia".
- A Solução: Limites baixos para pagamentos em dinheiro vivo (como em França) e uso do Euro Digital para grandes transações. Cada cêntimo da corrupção deve deixar uma pegada digital impossível de apagar.
5. "O Sorteio é Sagrado" (Fim do Juiz Escolhido)
- O Problema: Processos sensíveis que parecem cair sempre nas mãos dos mesmos juízes, ou que "dormem" até prescreverem.
- A Solução: Sorteio eletrónico transparente e auditável por cidadãos. Além disso, rotatividade obrigatória: nenhum juiz fica "dono" de um tribunal ou de um tipo de crime durante décadas.
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026
Somos governados por pedófios, corruptos e sociopatas.
A questão central reside em como travar a ascensão ao poder de indivíduos sem escrúpulos ou com patologias do foro mental, um fenómeno que se alastra globalmente.
Aqueles que se apresentam como "dignos" revelam-se, frequentemente, narcisistas ou mentirosos compulsivos.
O caso Epstein é o expoente máximo desta "monarquia" descarada e indecente que, há décadas, manobra as populações e os erários públicos.
O cenário é de orgias, pedofilia, corrupção, nepotismo e traição — tudo sob o manto de uma impunidade absoluta que os faz sentir intocáveis.
Contudo, é inútil "chover no molhado". O que é urgente e decisivo é a mobilização das populações contra esta sobranceria, através de medidas concretas. Proponho:
A) Escrutínio Psiquiátrico Independente
- Avaliação Obrigatória: Qualquer candidato ou nomeado para cargos governativos, antes de iniciar o exercício de funções, deve ser sujeito a uma avaliação psiquiátrica por um painel de cinco especialistas (com pelo menos dez anos de experiência). Estes devem ser designados pelo Colégio de Psiquiatria da Ordem dos Médicos ou entidade equivalente de um país democrático situado no Top 10 do Democracy Index (DI) da Economist Intelligence Unit.
- Confidencialidade: A identidade dos psiquiatras avaliadores deve ser protegida, sendo apenas do conhecimento do órgão regulador que os designou.
- Mecanismo de Recurso: Da avaliação inicial caberá recurso para um colégio de um país distinto (também no Top 10 do DI). Se o parecer coincidir, a decisão é definitiva.
- Havendo discrepância, a decisão final será tomada pelo órgão coletivo máximo de um terceiro país (também da DI) - com base nas avaliações produzidas - no prazo de uma semana após a última avaliação.
B) Implementação do Polígrafo Digital
Mantenho-me um defensor acérrimo de uma ferramenta que o poder teme e que o sistema judicial tenta diabolizar: o Polígrafo. Utilizado com sucesso há quase um século pelos principais serviços de segurança, esta tecnologia é rápida, de baixo custo e eficaz.
A implementação da sua versão digital — equipada com sensores de dilatação pupilar — para o controlo regular de governantes seria um passo decisivo. Uma vez exigido por lei, este escrutínio traria a transparência e a tranquilidade que as sociedades exigem e merecem.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2026
MPGA
Make Portugal Great Again (MPGA)
É uma hipótese que, a qualquer português de bom senso, arrancará um sorriso condescendente.
Make Portugal Great Again significaria um recuo de seiscentos anos, até às caravelas e ao Império. Já o Make America Great Again propõe regressar a um passado de há apenas um século.
A diferença é gritante: por que razão um povo acredita poder retroceder cem anos, enquanto o outro sorri perante a ideia de recuar seiscentos?
A resposta reside na ilusão sobre a variável mais implacável da existência: o Tempo. Ele é extraordinário precisamente por ser unidirecional; o tempo só sabe marchar para a frente.
Apenas uma mente perturbada poderia propor a uma nação regressar ao passado.
Mas há algo pior: o facto de a maioria desse povo escolher acreditar na miragem.
E o que torna tudo ainda mais desconcertante é que este país — este povo — continua a ser a potência hegemónica do planeta.
Militarmente, tecnologicamente e em termos de PIB, os EUA estão num patamar isolado onde, a curto prazo, ninguém o alcança.
Esta pujança factual reduz o slogan MAGA ao vazio absoluto.
A América não precisa de "voltar" a ser grande; ela já o é.
O que se esperaria de uma liderança com tal poder seria a continuidade de um ciclo de paz, o fomento do desenvolvimento e a disseminação global da qualidade de vida que esta civilização logrou alcançar.
Jamais a inauguração de uma era baseada na chantagem militar, no apoio a autocracias, na culpabilização das vítimas e na substituição da razão óbvia pelo hiper-enriquecimento de um líder e do seu círculo de privilégio.
É difícil perdoar aos arquitetos deste caos que em nome de uma suposta grandeza nacional, justifiquem o descalabro universal.
Quem troca o progresso partilhado pelo isolacionismo autoritário não está a fazer história; está apenas a tentar, inutilmente, travar o relógio.
domingo, 15 de fevereiro de 2026
A "especialidade" de ser português...
O Mito do "Melhor Povo" e a Entrada na Federação Europeia
A afirmação reiterada de Marcelo Rebelo de Sousa de que os portugueses são “os melhores do mundo” merece uma análise crítica que vai além do patriotismo superficial.
O que surge como um estímulo nacional parece-me, na verdade, um exagero deliberado que roça perigosamente um sentimento de supremacia.
A Falácia da Pureza e a Realidade Histórica
É contraditório invocar uma superioridade intrínseca num povo cuja génese é a própria definição de mistura.
A identidade portuguesa consolida-se através de uma profunda fusão, afinidade e cultura:
Herança Pré-Romana e Romana:
Iberos, celtas e lusitanos sob a égide de Roma.
Influências Germânicas e Semíticas:
Visigodos e árabes que moldaram o território por séculos.
Cosmopolitismo Monárquico:
Uma aristocracia que, desde o século XII, se fundou com as principais casas reais europeias.
O Impacto Diplomático e o Radicalismo
Quando proferida pela figura máxima do Estado, esta retórica torna-se, no mínimo, deselegante perante a comunidade internacional.
Mais do que isso, aproxima-se de um nacionalismo de matriz segregadora, tipicamente explorado por movimentos de extrema-direita, que dividem o mundo entre "nós" (os melhores) e os "outros".
União x Federação: O Dilema Europeu
Este tipo de discurso é precisamente o que impede uma Europa de avanço. Enquanto persistir a crença de que certas nações são superiores a outras — baseando-se em glórias passadas ou conveniências presentes para instruções especiais — o projeto europeu continuará fragilizado.
A diferença fundamental reside na estrutura de poder :
A União Europeia atual: Um somatório de vontades parciais, interesses divergentes ou de coleta eleitoral interna.
Os Blocos Concorrentes (EUA, China): Corpos geopolíticos únicos que atuam com determinação centralizada.
Conclusão: Os grandes concorrentes económicos e militares da UE são federações ou estados unitários .
Enquanto a Europa pára refém dos "excecionalismos" nacionalistas e continuará a ser um conjunto de "meias vontades" incapazes de gerar a força de uma verdadeira federação .
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026
Detesto ser injusto...
...mas poupem-me à parvoíce. Ou à presunção de que sou parvo.
Há mais de uma semana que a atualidade nacional vive num estado de inundação permanente, interrompida apenas pelo futebol.
Os media parecem empenhados em dar tempo de antena às 4 centenas de licenciados que Portugal, na área da informação, forma anualmente permitindo-lhes reciclar o mesmo nada, vezes sem conta.
Entre a profecia do desastre e a perseguição inquisitória a governantes e forças de socorro, falta tudo: falta critério, falta solidez e falta, sobretudo, honestidade intelectual.
O que vemos é um funil emocional.
Sob o pretexto do interesse público, vende-se o drama privado para alimentar uma máquina publicitária voraz, que nos assalta a cada cinco minutos com 'breves instantes' de puro consumo.
No fim, a lama que fica nos sapatos dos repórteres é a mesma que tentam atirar à nossa inteligência.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026
Porque voam as telhas?
Existe Poder Comum!
Defesa da Democracia:
O Dever de Resistir
Os ataques abertos ao espírito democrático — por quem conhece bem o abismo das teocracias e ditaduras — impõem-nos um dever inadiável:
Defender a liberdade a qualquer preço.
É revigorante ver adversários históricos unidos num propósito comum: salvaguardar o modelo de sociedade mais avançado que a humanidade já construiu.
A Anatomia da Tirania
O desespero do aspirante a ditador manifesta-se em palavras que ferem como pedras, discursos corrosivos e perdão ultrajante a criminosos.
É a barbárie institucionalizada!
Agentes encapuzados atuando contra populações civis sob o olhar complacente do poder.
Quando a impotência se disfarça em justificação intelectual para chefes de estado e militares, o caminho ficou livre para a maior das monstruosidades: Um mundo é governado por um psicopata legitimado por voto popular de 2,7 milhões que podem dominar 8 biliões de pessoas
O Voto do Despeito
Que povo elege a loucura?
Um povo intelectualmente desprotegido, que encontra no caos a resposta para as falhas de um sistema que tudo prometeu e entregou o vazio.
Foram décadas de promessas quebradas: sem saúde, sem educação, sem dignidade na velhice.
Enquanto a opulência dos bilionários floresce, o desemprego desespera as maiorias.
O povo, negligenciado pelas elites que juraram servi-lo, elegeu agora o manifesto do seu próprio despeito.
O Caminho da Reconstrução
Mas cuidado: destruir o sistema não cura o mal; apenas abre as portas a mais anarquia, onde prospera.
O caminho não é a demolição, mas a refundação.
É preciso avaliar, substituir, limitar poderes e assegurar direitos.
O mundo, com toda a sua complexidade, ficará ingovernável se as únicas ferramentas forem o ódio e a demência.
terça-feira, 27 de janeiro de 2026
As Heranças
In my opinion, no heir should receive more than €1,000,000 (one million euros).
The remainder should be given to the state to manage public social programs with a recognized capacity in supporting children without families or with serious illnesses, and with budgets and annual financial reports made easily available online.
domingo, 25 de janeiro de 2026
Por uma Democracia Real
Chamar Democracia à mera eleição popular de uma só figura é focar na ponta do iceberg, ignorando a base oculta, silenciosa, pesada e poderosa que a sustenta.
Quanto custa uma campanha eleitoral ?
Quem a paga?
Quem confere os números declarados?
E os valores "doados" em notas, não controláveis?
O que assistimos é um esquema de enriquecimento do grupo que financiou e financia a carreira do eleito, e a quem este irá retribuir após a tomada de posse. A prova? Nenhum eleito abandona a política mais pobre do que quando entrou.
O sistema que temos assenta, teoricamente, em quatro pilares de soberania: Presidente da República, Parlamento, Governo e Tribunais. No caso português — e em muitos outros — estes pilares estão profundamente distorcidos:
Presidente da República: Figura fundamentalmente decorativa, eleita pelo povo, apenas com interferência em momento de rutura.
Parlamento (Poder Legislativo): Arregimentado por listas fechadas, sob a decisão quase exclusiva do líder partidário e futuro Primeiro-Ministro(PM).
Qualquer deputado eleito por um partido, que durante a legislatura vote contra a decisão do PM, pode ficar certo de o seu nome não entrar na lista para a próxima legislatura.
Governo (Poder executivo): Constituído pela vontade exclusiva do PM entre financiadores, familiares, amigos e figuras de confiança do partido.
Sem que sejam publicados os motivos da escolha nem projectos dos nomeados coincidentes com o programa eleitoral do partido.
Tribunais: Um esquema altamente antidemocrático, sem qualquer voto popular direto, "atenuado" por uma votação interna no sistema.
A sua atuação carece de respeito pelo tempo, eficiência e eficácia, aceitando, placidamente, a fuga de "segredos de justiça" para os media e interferindo sistematicamente em ciclos eleitorais, provocando a queda de maiorias sem causa palpável.
Este, um sistema sem gota de Democracia na sua formação, uma ditadura dentro de uma Democracia nominal e principal obstáculo à sua credibilidade.
Acresce a total dependência do PM dos poderes legislativo e executivo!
É urgente e inadiável: Apenas um sistema político democrático cujos Órgãos de Soberania dependam DIRECTA, PERIÓDICA, SECRETA e EXCLUSIVAMENTE dos eleitores, capaz de funcionar sem qualquer tutela antidemocrática, pode garantir Democracia Real.
English
To call the mere popular election of a single figure "Democracy" is to focus on the tip of the iceberg, ignoring the hidden, silent, heavy, and powerful base that sustains it.
How much does an election campaign cost?
Who pays for it?
Who verifies the numbers?
What we are witnessing is a scheme to enrich the group that financed and finances the elected official's career, and to whom the elected official will repay after taking office. The proof? No elected official abandons the poorest politics.
The system we have is, theoretically, based on four pillars of sovereignty: President of the Republic, Parliament, Government, and Courts. In the Portuguese case—and in many others—these pillars are profoundly distorted:
President of the Republic: A fundamentally decorative figure, elected by the people, with interference only at the moment of rupture.
Parliament: Organized through closed lists, under the almost exclusive control of the party leader and future Prime Minister.
Government: Constituted by the exclusive will of the Prime Minister among financiers, family members, friends, and trusted figures of the party.
Courts: A highly undemocratic system, without any direct popular vote, mitigated by an internal vote within the system. Its performance lacks respect for time, efficiency, and effectiveness, placidly accepting the leaking of "judicial secrets" to the media and systematically interfering in electoral cycles and causing the fall of majorities without tangible cause.
This, a system without a drop of Democracy in its formation, is the main obstacle to its credibility.
It is urgent and cannot be postponed: Only a democratic political system whose organs of sovereignty depend directly, periodically, secretly, and exclusively on the voters, capable of functioning without any anti-democratic oversight, can guarantee real democracy.
sexta-feira, 23 de janeiro de 2026
O efeito "Polígrafo"!
quarta-feira, 21 de janeiro de 2026
Porquê Ventura quer só votos do povo?
domingo, 18 de janeiro de 2026
Rescaldo Eleitoral
sábado, 17 de janeiro de 2026
Democracia para Ditaduras!
quinta-feira, 15 de janeiro de 2026
Impasse futuro!
O Impasse da Civilização Tecnológica:
Da Globalização ao Colapso
A inundação tecnológica que rege o planeta desde a década de 1980 alterou profundamente a anatomia das sociedades modernas.
Este processo iniciou-se com a erosão da primazia humana na produção, deslocando o eixo industrial para o Sudeste Asiático, onde a combinação de mão-de-obra e automação maximizou a escala produtiva.
No entanto, este crescimento veio acompanhado de um apetite voraz por recursos naturais, expondo a fragilidade dos limites biofísicos da Terra.
Simultaneamente, a economia - como forma útil para aplicação de capital - desmaterializou-se.
Através de uma engenharia financeira sofisticada, grandes grupos económicos centralizaram as suas SGPS em offshore, utilizando mecanismos como
- Preços de transferência
Uma empresa-mãe cria subsidiárias em diferentes países.
A subsidiária num país com impostos baixos vende produtos ou serviços à subsidiária num país com impostos altos por um preço artificialmente inflacionado.
Exemplo: Uma subsidiária na Irlanda cobra "royalties" altíssimos pelo uso da marca à subsidiária em Portugal.
O lucro em Portugal desaparece (porque o custo dos royalties é deduzido), e o dinheiro acumula-se na Irlanda, onde paga quase 0% de IRC.
- A capitalização magra:
A subsidiária paga juros elevados sobre um empréstimo. Como os juros são despesas dedutíveis, o lucro tributável no país de operação é reduzido drasticamente, transferindo a riqueza para a offshore (a que emprestou) sob a forma de juros.
O resultado foi uma transferência sistémica de riqueza que drenou as receitas de IRC dos governos ocidentais, deixando os estados com menos margem de manobra para mitigar as desigualdades geradas pela própria tecnologia.
Hoje, a humanidade enfrenta um questionamento da qualidade existencial, pela manutenção dos seus níveis de vida.
O sistema aproxima-se de um ponto crítico onde três vetores convergem para o colapso:
Crise de Utilidade:
A produção excede o consumo num mercado onde o poder de compra é corroído pela substituição do trabalho, (um desempregado não tem o poder de compra de quem trabalha...)
Atrofia Cognitiva:
A Inteligência Artificial começa a substituir não apenas a força, mas o pensamento humano, colocando em causa a nossa capacidade de governar os próprios sistemas que criámos.
Exaustão da Natureza:
O ambiente atinge o limite da sua resiliência, incapaz de regenerar o capital natural, consumido por este modelo linear.
A questão que permanece não é se o modelo irá mudar, mas se a humanidade conseguirá gerir a transição antes que a resposta da natureza ou o colapso social o façam, de uma forma disruptiva.
O que podemos fazer agora?
Possível solução:
O Pillar Two (Pilar Dois) é a peça central de uma reforma fiscal histórica liderada pela OCDE e pelo G20, concebida para acabar com a "corrida para o fundo" (race to the bottom) na tributação das empresas.
Em termos simples, o objetivo é garantir que as grandes multinacionais pagam uma taxa de imposto justa, independentemente de onde declaram os seus lucros.
Aqui estão os pontos fundamentais para compreender como este mecanismo funcionará em 2026:
O que é o Imposto Mínimo Global?
Estabelece uma taxa efetiva mínima de 15% sobre os lucros das multinacionais.
Se uma empresa desviar lucros para um paraíso fiscal onde paga apenas 3%, o país onde está sediada a casa-mãe (?) - (e se a casa-mãe estiver sediada em offshore financeiro?) - tem o direito de cobrar os 12% restantes (o chamado top-up tax).
Quem é afetado?
Grupos multinacionais com receitas anuais consolidadas superiores a 750 milhões de euros.
Em Portugal:
A medida foi transposta para a lei nacional (Lei n.º 41/2024), criando o Regime do Imposto Mínimo Global (RIMG).
1. Os Três Mecanismos de Controlo
Para garantir que não existam "fugas", o Pillar Two utiliza três regras principais:
(Abaixo: Regra, Sigla, Como funciona:)
A) Inclusão de Rendimentos (IIR)
O país da sede tributa os lucros das subsidiárias estrangeiras que pagaram menos de 15%.
B) Imposto Complementar Nacional (QDMTT)
O próprio país onde a subsidiária opera cobra a diferença até aos 15%, para evitar que esse imposto seja "entregue" a outro país.
C) Lucros Sub-tributados (UTPR)
Uma regra de segurança que permite a outros países do grupo cobrar o imposto se a sede não o fizer.
2. Impacto no Cenário de "Inundação tecnológica":
O Pillar Two atua como um travão:
Neutraliza Offshore: Retira a vantagem competitiva de jurisdições com impostos zero.
Protege a Base Tributária: Ajuda os governos ocidentais a recuperar receitas para financiar serviços públicos e a transição climática.
Justiça Fiscal: Tenta nivelar o jogo entre as gigantes tecnológicas (que usam intangíveis para mover lucros) e empresas locais.
Desafios em 2026
Apesar de Portugal e a União Europeia terem avançado decididamente, o sistema enfrenta desafios de implementação global, especialmente com a resistência de algumas jurisdições (como certas alas políticas nos EUA) que temem a perda de competitividade.
Além disso, as empresas enfrentam agora uma enorme carga burocrática(?) para reportar dados fiscais detalhados país por país.
(Pessoalmente, necessito ver esclarecida as definições de "casa-mãe" e "enorme carga burocrática", sob pena de ser cúmplice em mais alçapões jurídicos para escape de fortunas, verdadeiramente "pornográficas").
English:
The Impasse of Technological Civilization:
From Globalization to Collapse
The technological flood that has governed the planet since the 1980s has profoundly altered the anatomy of modern societies.
This process began with the erosion of human primacy in production, shifting the industrial axis to Southeast Asia, where the combination of labor and automation maximized productive scale.
However, this growth was accompanied by a voracious appetite for natural resources, exposing the fragility of Earth's biophysical limits.
Simultaneously, the economy dematerialized.
Through sophisticated financial engineering, large economic groups centralized their holding companies offshore, using mechanisms such as:
- Transfer pricing
A parent company creates subsidiaries in different countries. The subsidiary in a low-tax country sells products or services to the subsidiary in a high-tax country at an artificially inflated price.
Example: A subsidiary in Ireland charges exorbitant royalties for the use of its brand to its subsidiary in Portugal.
The profit in Portugal disappears (because the cost of royalties is deducted), and the money accumulates in Ireland, where it pays almost 0% corporate income tax.
- Lean capitalization:
The subsidiary pays high interest on this loan. Since interest is a deductible expense, the taxable profit in the country of operation is drastically reduced, transferring wealth to the offshore company in the form of interest.
The result was a systemic transfer of wealth that drained corporate income tax revenues from Western governments, leaving states with less room for maneuver to mitigate the inequalities generated by the technology itself.
Today, humanity faces an existential question about maintaining its living standards. The system is approaching a critical point where three vectors converge towards collapse:
Utility Crisis:
Production exceeds consumption in a market where purchasing power is eroded by the replacement of labor (an unemployed person does not have the purchasing power of someone who works...).
Cognitive Atrophy:
Artificial Intelligence begins to replace not only human strength but also thought, calling into question our ability to govern the very systems we have created.
Nature's Exhaustion:
The environment reaches the limit of its resilience, unable to regenerate the natural capital consumed by this linear model.
The question that remains is not whether the model will change, but whether humanity will be able to manage the transition before nature's response—or social collapse—does so disruptively.
What can we do now?
Possible solution:
Pillar Two is the centerpiece of a landmark tax reform led by the OECD and the G20, designed to end the "race to the bottom" in corporate taxation.
Simply put, the goal is to ensure that large multinationals pay a fair tax rate, regardless of where they declare their profits.
Here are the key points to understand how this mechanism will work in 2026:
What is the Global Minimum Tax?
It establishes a minimum effective tax rate of 15% on multinational profits.
If a company diverts profits to a tax haven where it pays only 3%, the country where the parent company is based (and what if the parent company is based in a financial offshore haven?) has the right to collect the remaining 12% (the so-called top tax).
Who is affected?
Multinational groups with consolidated annual revenues exceeding €750 million.
In Portugal:
The measure was transposed into national law (Law No. 41/2024), creating the Global Minimum Tax Regime (RIMG).
1. The Three Control Mechanisms
To ensure there are no "leaks," Pillar Two uses three main rules:
(Below: Rule, Acronym, How it works:)
A) Income Inclusion (IIR)
The country of the headquarters taxes the profits of foreign subsidiaries that paid less than 15%.
B) National Complementary Tax (QDMTT)
The country where the subsidiary operates itself collects the difference up to 15%, to prevent this tax from being "handed over" to another country.
C) Under-taxed Profits (UTPR)
A safety rule that allows other countries in the group to collect the tax if the parent company does not.
2. Impact on the Landscape:
In the context of its analysis of the "tech flood" and the loss of corporate income tax revenue, Pillar Two acts as a brake:
Neutralizes Offshore:
Removes the competitive advantage of zero-tax jurisdictions.
Protects the Tax Base:
Helps Western governments recover revenue to fund public services and the climate transition.
Tax Justice:
Attempts to level the playing field between tech giants (which use intangibles to move profits) and local companies.
segunda-feira, 12 de janeiro de 2026
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