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quinta-feira, 8 de janeiro de 2026
Pensamento 3. O PR...
terça-feira, 6 de janeiro de 2026
Em Defesa Da Democracia!
domingo, 4 de janeiro de 2026
Não temos amigos...!
sexta-feira, 2 de janeiro de 2026
DEMOCRACIA !
terça-feira, 30 de dezembro de 2025
Análise política.
sexta-feira, 26 de dezembro de 2025
Produtividade...!
Diferentes Tipos de Produtividade
A produtividade pode ser analisada sob várias óticas:
- Produtividade do Trabalho: Mede o quanto um trabalhador produz por hora ou por dia.
- Produtividade de Capital: Avalia o retorno obtido em relação ao dinheiro investido em máquinas e tecnologia.
- Produtividade Total dos Fatores (PTF): É uma medida mais complexa que considera todos os recursos (trabalho e capital) simultaneamente, sendo muitas vezes usada para medir o progresso tecnológico de um país.
É na primeira definição, do trabalho, que está a desactualização da definição de produtividade:
O trabalho produzido desde a década de 90, tem vindo a ser produzido por robotização.
Ou seja, a produção do trabalho é cada vez mais por máquinas do que por humanos.
Tal, tem como consequência que, por facilidade ou desconhecimento, se atribua a falta de produtividade no trabalho exclusivamente ao trabalhador.
De facto, tal deve ser atribuído cada vez mais ao capital por deficiente investimento em robots para melhorar a produtividade.
Politicamente esta desactualização é aproveitada para maior condicionamento pelos governos em vencimentos, outras regalias e minoração da segurança do trabalho.
No caso dos partidos políticos e organizações sindicais a manutenção do conceito justifica a intensa oratória defensiva dos trabalhadores - como única força produtora de trabalho - o que é de feição à sua posição tradicional porém, cada vez menos realista.
De notar que esta posição política não defende a situação cada vez mais periclitante dos trabalhadores nas empresas, seja em preparação para actuar em outros sectores de atividade, seja na criação de complemento no IRC para compensar a segurança social da perda de contribuições pelo afastamento prematuro de cada trabalhador.
English
Different Types of Productivity
Productivity can be analyzed from several perspectives:
Labor Productivity: Measures how much a worker produces per hour or per day.
Capital Productivity: Evaluates the return obtained in relation to the money invested in machinery and technology.
Total Factor Productivity (TFP): This is a more complex measure that considers all resources (labor and capital) simultaneously, often used to measure a country's technological progress.
The traditional concept of
Productivity:
Products or services generated (Inputs) / Resources used (Outputs)
Total Factor Productivity (TFP): This is a more complex measure that considers all resources (labor and capital) simultaneously, often used to measure a country's technological progress.
The discrepancy in the definition of productivity lies in the first definition, that of labor:
Since the 1990s, work has been increasingly produced by robotization.
That is, labor production is increasingly done by machines rather than humans.
As a consequence, due to ease or lack of understanding, the lack of productivity at work is attributed exclusively to the worker.
In fact, this should increasingly be attributed to capital due to insufficient investment in robots to improve productivity.
Politically, this discrepancy is exploited by governments to increase wage pressure, other benefits, and reduce job security.
In the case of political parties and trade union organizations, maintaining this concept justifies the intense defensive rhetoric of workers – as the sole productive force of labor – which is in line with their traditional position, but increasingly unrealistic.
It should be noted that this political position does not address the increasingly precarious situation of workers in companies, whether in preparation for working in other sectors or in the creation of a supplement to the Corporate Income Tax (IRC) to compensate social security for the loss of contributions due to the premature departure of each worker.
terça-feira, 23 de dezembro de 2025
Como aqui chegámos...!
O fenómeno teve origem nos anos 90 com Cicciolina.
À época, os italianos depositaram os seus votos numa prostituta de profissão como resposta à corrupção política e social sistémica.
Era o contraste necessário face a uma classe política que, entre ligações à Máfia e à P2, transformara o Estado num verdadeiro prostíbulo institucional.
Seguiu-se, na minha memória, o Tiririca no Brasil:
"Você sabe o que faz um deputado federal? Na realidade, eu também não sei, mas vote em mim que eu te conto. Pior que tá, não fica."
Ao votar em um palhaço assumido, o eleitor enviava uma mensagem de desdém ao sistema.
Para entender como reverter o "inversor do descrédito democrático", é fundamental olhar para modelos que atacam diretamente os pontos:
controle financeiro rígido, metas quantificáveis e a educação prática do eleitor.
Países como a Suíça e alguns modelos nórdicos (Dinamarca e Noruega) criaram mecanismos que retiram a política do campo do "vazio ideológico" e a trazem para o campo da gestão de resultados.
Aqui estão os mecanismos que servem como "antídoto" para os problemas citados:
O "Travão ao Endividamento" (Suíça)
Diferente de muitos países onde o orçamento é uma peça de ficção, a Suíça aprovou constitucionalmente o Schuldenbremse (Travão de Dívida).
O Mecanismo (Como):
O governo é obrigado por lei a manter os gastos em equilíbrio com as receitas ao longo de um ciclo económico.
O Inversor do Descrédito Democrático :
Isso obriga os políticos a apresentarem financiamentos credíveis.
Se um político quer propor um novo benefício, ou remodelar um mau funcionamento orgânico, ele deve dizer exatamente de onde sairá o dinheiro ou qual imposto será aumentado.
Isso elimina as "promessas milagrosas" que enganam o eleitor menos instruído.
Democracia Semidireta e o "Eleitor Gestor"
Na Suíça, qualquer cidadão pode questionar uma lei aprovada pelo parlamento ou propor uma nova através de referendos (se colher assinaturas suficientes).
Educação na Prática: Antes de cada votação, o governo envia para a casa de todos os cidadãos um livreto explicando os prós e contras, os custos envolvidos e o impacto no orçamento.
O Resultado:
Isso força o eleitor — independentemente da escolaridade formal — a se envolver com a ideologia da viabilidade.
O debate deixa de ser sobre "eu gosto do político X" e passa a ser sobre "eu aceito pagar mais por esse serviço Y?".
O Modelo de Transparência Radical (Escandinávia)
Na Dinamarca e na Noruega, o controle de políticos e financeiros é garantido pela transparência total e passível de punição.
Transparência de Gastos: Quase todos os gastos públicos, incluindo os cartões corporativos e despesas de gabinete, são publicados em tempo real e podem ser auditados por qualquer cidadão ou pela imprensa.
Baixa Distância de Poder:
Os políticos não possuem as mesmas imunidades ou privilégios financeiros (como salários astronómicos ou auxílios luxuosos) vistos no Brasil ou na Europa do Sul.
Isso reduz o incentivo para que a corrupção seja "inerente ao poder", pois a política deixa de ser um meio de enriquecimento pessoal e passa a ser um serviço civil temporário.
Metas Quantificáveis:
O Exemplo da Nova Zelândia
A Nova Zelândia adotou, em décadas passadas, o modelo de Contratos de Gestão para o setor público.
Como funciona:
Ministros e altos funcionários não têm apenas "funções"; eles têm metas específicas (ex: reduzir o tempo de espera hospitalar em 15% até dezembro).
Responsabilização: Se as metas não são atingidas e não há uma justificativa técnica aceitável, o financiamento do departamento é revisto e a liderança é trocada. Isso aproxima a política da eficiência da iniciativa privada, combatendo a sensação de que "nada acontece".
Conclusão
O descrédito democrático diminui quando a política deixa de ser uma questão de fé (acreditar em promessas) e passa a ser uma questão de contrato (verificar metas e custos).
Nesses modelos, o "Tiririca" teria dificuldade em prosperar como protesto, pois o sistema já oferece canais diretos para o eleitor controlar o dinheiro e as decisões.
Por favor, PENSEM NISTO e em como podemos caminhar para lá.
Bom Natal!
Onde se vive melhor...
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